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VERBAS INDENIZATÓRIAS

9 fev , 2017  

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS

Imagem Google

Não se sabe o porquê do espanto. Só no Norte de Minas? Não! No Brasil inteiro. Desde que criaram as tais verbas indenizatórias, há alguns anos, em quase todos os municípios brasileiros há este tipo de fraude.

Foi investigado só agora, por que estava atingindo a Receita Estadual por sonegação fiscal, do contrário estariam lá a cada mês pegando o seu dinheirinho.

Desde que as Câmaras começaram a criar as tais verbas indenizatórias, tomando de exemplo as Assembleias Legislativas, que de tudo foram aparecendo: Nota Fria, Nota Quente, Nota Branca, Notinha, Notão, Gasolina, Supermercado, Mercearia, Farmácia, Cultura (nada!).

Contabilizado a quantidade de gasolina de um mês daria para os carros das Câmaras rodarem um ano, já fizeram estas contas. Num município, que não vou dizer o nome, as notas estavam tão altas que dava para ir a lua e voltar umas três vezes.

Como os Senhores Vereadores e Contadores estavam viajando, rodavam dia e noite, noite e dia. Era nota de tudo, menos bebidas, que era proibido, mas mesmo assim enchiam o carrinho de cervejas, os mais puros vinhos do Chile e até cachaças de Salinas, produzidas ali mesmo no Norte de Minas, mas na notas saia outra coisa, tudo bem secretinho, para ninguém descobrir a fraude.

Está tudo esclarecido em vários processos, que acabam dando em nada, eles fingem que devolvem e fica por isso mesmo e continuam dilapidando o erário público, todos sabem disso.

Sem contar os Executivos que desviam até da merenda escolar, da saúde, educação, em tudo. Está nos jornais, todo dia.

O povo doente, sem remédios e Prefeituras enterrando caixas cheias de medicamentos vencidos. Por quê? Compras em excesso em licitações fraudulentas.

Eles conseguem fazer de tudo para entregar  aos seus capachos os resultados de uma licitação fraudada, marcada, sei lá mais o que. Levam uns trocados (também os Servidores) e fica por isso mesmo.

Estava indo tudo bem até que apareceu a “Operação Caximanha” (que nome mais estranho)  e alguns Vereadores de Bocaiúva, não percebendo a “manha”, naquela manhã, foram todos pegos de surpresa.

O próprio nome da operação pode ter diversos significados: 1) Expressão “caxa” designa ou situação muito favorável ou benéfica; satisfação;  já “Manha” 1. Macete, técnica – 2. Malícia, esperteza e outro resultado que nem vou dizer, é melhor vocês mesmos verificarem no dicionário. “Caximanha” então deve ser Caixinha da Esperteza, mas neste caso a Polícia foi mais esperta.

Como disse no início, não se assustem desde que foram criadas as tais Verbas Indenizatórias que existe este tipo de coisa e não é só na área municipal, também na área estadual.

A nível estadual os Deputados usam mais a verba indenizatória para gastos com serviços de divulgação, serviços de gráfica, alimentação parlamentar (seja lá o que for isso), combustíveis, alugueis e principalmente consultorias, pesquisas e estudos técnicos. Dá mais dinheiro, são caras. Gostaria de ser um Consultor de Pesquisas e Estudos Técnicos, se fosse não estaria aqui ralando para escrever estas linhas.

A Assembleia (de Goiás) também não exige esses documentos dos parlamentares e efetua o pagamento da verba mediante uma simples folha de papel, onde se relacionam essas despesas de modo genérico.

“A verba indenizatória é considerada unanimemente, no Brasil, como uma excrescência, dentre as muitas que se multiplicam no interior dos Poderes Legislativos federal, estadual e municipal “, já dizia  Welliton Carlos, no Diário da Manhã, em 24;03;2013.

Uma tonelada de “caximanhas” para todos.

Amanhã o bicho vai pegar, vamos falar sobre as Fraudes nas ONGs. Aguardem. (Antes de escrever o artigo já estou recebendo ameaças). Podem ficar tranquilos, não vou citar nomes, só os municípios. Está bem, nem vou citar os municípios…

Manoel Amaral

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COMO AUMENTAR RECEITA MUNICIPAL

6 fev , 2017  

SALVADOR

Projetos prometem aumentar arrecadação municipal sem elevar impostos

Dois projetos de lei foram apresentados pela Prefeitura a 25 vereadores e à imprensa

Editoria Notícias & Empregos

Na manhã desta quinta-feira (14), dois projetos de lei com o objetivo de aumentar as receitas municipais, ampliando a capacidade de investimento da Prefeitura, sem a criação de novos tributos ou da ampliação das alíquotas praticadas atualmente, foram apresentados pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo a 25 vereadores e à imprensa, no Palácio Thomé de Souza.

“As mudanças que estamos propondo vão dar autosuficiência econômica e financeira a Salvador. São medidas importantíssimas para o futuro da cidade”, afirmou o prefeito ACM Neto. As medidas devem diminuir a carga tributária individual e desburocratizar o processo de quitação ou cobrança das taxas e impostos.

IPTU
Uma das propostas é o recadastramento de todos os imóveis da cidade e a extinção do carnê do IPTU, que deverá ser substituído por boleto mensal, entregue em endereço e com data de vencimento escolhidos pelo contribuinte. O recadastramento nos prazos definidos deve garantir até 10% de desconto por até dois anos consecutivos.

Outra proposta propõe o pagamento do Imposto sobre a Transmissão Intervivos (ITIV) através somente de um aplicativo disponibilizado no site da secretaria, tendo como base de cálculo o Valor Venal de Referência, em substituição ao valor utilizado para o pagamento do IPTU. O próprio aplicativo deve realizar o cálculo do montante devido e a emissão do documento de arrecadação.

Nota Salvador

A implantação do programa Nota Salvador é um dos destaques do primeiro projeto. A proposta é incentivar o contribuinte a exigir a emissão da nota fiscal eletrônica (NFS-e) na contratação de serviços.

“Com uma cobrança mais efetiva da NFS-e por parte do contribuinte, a Prefeitura espera promover o aumento da arrecadação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), principal tributo municipal”, explicou o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, que planejava entregar formalmente os dois projetos na Câmara de Vereadores às 17h30 desta quinta-feira. Ao exigir a NFS-e, o contribuinte obterá créditos que podem ser resgatados em conta corrente ou usados para o pagamento de até 100% do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), além de concorrer a prêmios mensais em dinheiro.

Ainda em relação ao ISS, a Secretaria da Fazenda deve criar mecanismos para aumentar a fiscalização e melhorar a arrecadação em diversos segmentos, como o da construção civil, planos de saúde, estacionamentos, empresas de eventos e publicidade. Está prevista, por exemplo, a inversão da responsabilidade pelo pagamento do imposto que passa a ser do contratante dos serviços quando o prestador não emitir a Nota Fiscal Eletrônica de Serviços. A Prefeitura também deve criar um cadastro de empresas de outras cidades e promover a inversão da responsabilidade de recolhimento, quando o prestador estiver localizado em município e não tiver seu cadastro regularizado na Secretaria da Fazenda, para combater a guerra fiscal.

Devedores
A proposta para os devedores do município é a possibilidade de regularização da sua situação através do Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), por meio do qual será possível o parcelamento dos débitos em até 120 meses, com redução das multas e juros. A criação do Cadastro Municipal de Inadimplentes (Cadin) é considerada a principal frente de combate à inadimplência. A inscrição no cadastro poderá implicar em restrições, como o bloqueio do pagamento de fatura para fornecedores ou prestadores de serviços ao município.

Outras alterações deverão alcançar o contencioso administrativo, que deverá ser totalmente reestruturado com o intuito de tornar mais rápido o trâmite de processos fiscais. Também está prevista a implantação do Domicílio Eletrônico do Cidadão Soteropolitano (DEC), no qual será possível a troca de comunicações entre o município e o cidadão de forma rápida e segura.

Serão concedidas também a remissão de débitos inferiores a R$400 e a prorrogação dos benefícios fiscais da área do Comércio e Península Itapagipana até o dia 31 de dezembro de 2016. Essas duas últimas medidas, juntamente com o PPI, serão objeto de projeto de lei específico.

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D. MARISA LETÍCIA, ESPOSA DE LULA, FALECEU

2 fev , 2017  

Jornalista usa twitter e diz que esposa de Lula faleceu

O jornalista Severino Motta informou em seu twitter que a ex-primeira dama faleceu durante esta madrugada

Segundo o jornalista, o próprio Lula estaria avisando políticos e amigos próximos sobre o falecimento de sua esposa.

Oficialmente, a ex-primeira dama segue internada em coma induzido, porém sem atividade elétrica cerebral e com fluxo sanguíneo reduzido.

Tanto o médico da família quanto o hospital Sírio Libanês não confirmaram essa informação.

Abaixo a postagem de Severino:


Sônia Abrão confirma morte cerebral da ex-primeira dama

A jornalista usou sua conta no Instragram para postar a informação da morte cerebral de dona Marisa

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Trump promete renunciar a salário de US$ 400 mil por ano

14 nov , 2016  

trump
PUBLICADO EM 14/11/16 – 17h24

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu renunciar ao salário de US$ 400 mil por ano pago ao chefe da Casa Branca.

Com uma fortuna estimada em cerca de US$ 4 bilhões, segundo a revista Forbes, o republicano disse em entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora CBS, que receberá apenas US$ 1 por ano.

“Acho que, por lei, tenho que ganhar pelo menos US$ 1 por ano, então pegarei US$ 1 por ano”, afirmou Trump, que alegava nem mesmo saber qual era o salário do presidente dos Estados Unidos. Ao ouvir da jornalista Lesley Stahl que os honorários são de US$ 400 mil anuais, rebateu: “Não receberei”.

O republicano assumirá a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro, após ter derrotado a democrata Hillary Clinton na eleição presidencial de 8 de novembro. Segundo a Agência Ansa, ontem (13), Trump anunciou os primeiros integrantes de sua equipe. Reince Priebus, presidente do Partido Republicano e expoente do establishment que o magnata tanto criticou, será chefe de gabinete.

Já Stephen Bannon, que teve papel de destaque na campanha de Trump, será seu principal estrategista e conselheiro sênior. Ex-diretor do banco Goldman Sachs e presidente do site ultraconservador Breitbart News, Bannon é ligado à ala mais radical do Partido Republicano e já criticou duramente a cúpula da legenda.

 

http://www.otempo.com.br/trump-promete-renunciar-a-sal%C3%A1rio-de-us-400-mil-por-ano-1.1399249

 

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Brasileiros que podem ser expulsos são 730 mil

11 nov , 2016  

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Apreensão. A Bolsa de Valores de SP chegou a operar com queda de 3% nessa quarta-feira (9), após a resultado das eleições nos EUA. Mas acabou seguindo a recuperação das Bolsas americanas e reduziu a queda para 1,4%
PUBLICADO EM 10/11/16 – 03h00

A confirmação da eleição do candidato republicano Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos pode acabar com o sonho de milhares de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. De acordo com o Itamaraty, mais de 1,3 milhão moram no país, e, conforme estimativas do governo brasileiro, pelo menos 730 mil estão sem a documentação apropriada, segundo dados divulgados pela BBC em 2015.

A apreensão e a insegurança manifestadas pelos imigrantes se devem às polêmicas declarações feitas pelo empresário durante sua campanha eleitoral. Em uma delas, Trump ameaçou deportar 11 milhões de imigrantes ilegais. “Durante sua campanha, ele mudou de posição muitas vezes em relação à imigração, chegando a falar em expulsar os muçulmanos, mas, depois, voltou atrás. A imigração é a maior dúvida em relação a esse governo, mas, pela tendência do discurso, podemos esperar um endurecimento nas fronteiras”, analisa Jorge Lasmar, professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Tanto o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quanto a candidata Hillary Clinton apoiavam reformas no sistema de imigração norte-americano, que dariam cidadania aos imigrantes ilegais. Projetos como esse, que já estavam em negociação entre os governos, têm grandes chances de serem “abandonados”, segundo o coordenador do curso de relações internacionais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Manuel Furriela.

“Um acordo que o país estava negociando buscava facilitar a emissão de vistos para brasileiros que quisessem ir para os EUA a negócios e também eliminar o visto de turismo”, disse ele. Trump sempre prometeu aumentar as restrições para a entrada de estrangeiros no país.

Comércio. Os risco de impactos negativos da “era Trump” no Brasil também passam pelo aspecto econômico e preocupam os especialistas. Historicamente, o Partido Republicano tinha como característica defender o livre comércio, em oposição às medidas protecionistas, mas, com o resultado do pleito norte-americano, o presidente eleito pode inverter essa lógica.

Segundo o professor de política internacional da PUC Minas Ricardo Ghizi, Trump foi eleito com a bandeira de resolver os problemas internos dos norte-americanos, e, pelo fato de a América do Sul e o Brasil não serem prioridades, as relações diplomáticas tendem a ser negligenciadas pelo novo presidente. “O que também pode dificultar a entrada de produtos estrangeiros nos EUA”, disse.

Impulsionar o comércio exterior vem sendo, segundo Furriela, uma das maiores apostas do atual governo brasileiro para a retomada do crescimento da economia. “Corremos o risco de os EUA se fecharem ao comércio internacional. Além disso, setores econômicos de investimento vão ficar receosos, principalmente no início da gestão Trump, até verificar qual será a realidade americana”, disse.

Os EUA são hoje o segundo país no ranking de exportações brasileiras, atrás da China. Com a adoção de medidas protecionistas, produtos agrícolas com exportações já consolidadas aos norte-americanos, como a laranja, poderão ter sua entrada restringida na América. “Se o governo for muito instável, a tendência é que o dólar caia e a exportação brasileira fique mais cara. Exportar vai acabar sendo mais difícil, podendo afetar diversos produtos”, analisa Jorge Lasmar. (com Loraynne Araújo)

Temor em Cuba

Cuba anunciou nessa quarta-feira (9) seu tradicional ensaio de defesa frente ao “inimigo”, coincidindo com a surpreendente vitória de Donald Trump. O “Exercício Estratégico Bastião 2016”, que mobiliza as tropas cubanas frente a uma hipotética invasão dos EUA, acontecerá de 16 a 18 de novembro. Especialistas transmitiram preocupação com um possível retrocesso na reaproximação dos EUA com Cuba, uma dos principais temores dos cubanos.

Apelo da ONU

Os participantes da conferência de Marrakesh, chocados com a vitória de Donald Trump, acreditam que o futuro presidente americano, apesar de ter negado a existência das mudanças climáticas, não minará o acordo mundial em busca de energias limpas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, felicitou Trump por sua vitória nas eleições dos EUA e fez um apelo pela continuação do engajamento do país no mundo.

Temer otimista

O presidente brasileiro, Michel Temer, afirmou que a vitória de Donald Trump não muda nada na relação bilateral com os EUA e se declarou convicto de que o presidente americano eleito levará em conta as “aspirações de todo o povo americano”. “Estou certo de que trabalharemos, juntos, para estreitar ainda mais os laços de amizade e cooperação que unem nossos povos”, disse Temer em carta enviada a Trump.

PELO MUNDO

As buscas no Google com a frase “moving to Canadá” (mudar para o Canadá) aumentaram 75% desde a noite de terça-feira, o que corrobora que alguns norte-americanos parecem mais decididos do que nunca a fugir para o país de Justin Trudeau, inclusive artistas de Hollywood.

A rapper Azealia Banks foi criticada por usuários das redes sociais, nessa quarta-feira (9), depois de ter feito uma série de posts em seu perfil do Facebook comemorando a vitória de Donald Trump e provocando os eleitores de Hillary Clinton, incluindo as também cantoras Hillary Clinton.

“Os EUA mereciam uma primeira presidente mulher muito melhor que a Hillary. Agora que ela perdeu pela segunda vez, vamos ver se ela vai voltar a pastar”, escreveu a rapper em uma mensagem cheia de xingamentos.

A votação e a apuração das urnas nos Estados Unidos movimentaram o Twitter em todo o mundo nos últimos dois dias. Entre a 0h dessa terça-feira (8) e as 6h da manhã dessa quarta-feira (9) pelo horário de Brasília, foram contabilizados 75 milhões de Tweets sobre o assunto.

 

Fonte:.http://www.otempo.com.br/capa/mundo/brasileiros-que-podem-ser-expulsos-s%C3%A3o-730-mil-1.1397442

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TRUMP e a era das incertezas

11 nov , 2016  

Donald Trump já era um famoso empresário do ramo imobiliário nos Estados Unidos quando estreou um programa de tevê em que demitia participantes até contratar o finalista. O jogo foi um sucesso e virou uma franquia, ganhando versões inclusive no Brasil. Doze anos depois, o excêntrico apresentador de 70 anos pediu aos americanos que o contratassem. Como presidente, ele traria de volta os anos de prosperidade. Faria a ?América grande de novo?. Os eleitores compraram essa ideia e o escolheram como o próximo presidente do país, contrariando os prognósticos que davam como certa a vitória da experiente, mas desgastada, Hillary Clinton.

Protestos começaram com estudantes de Oakland, Califórnia, e se espalharam por cidades como Nova York, Chicago e Seattle. Nos cartazes, um convite para lutar contra o racismo (que atinge negros, muçulmanos, imigrantes e outras minorias) que o presidente eleito tantas vezes propagou em comícios e entrevistas. Para eles, Trump representa mais um perigoso degrau na escalada do ódio, que tem se espalhado por diversos países.

O voto pela ruptura com a União Europeia expôs profundo ressentimento dos britânicos com os imigrantes e a globalização. A xenofobia travestida de nacionalismo impulsiona o apoio crescente a radicais de extrema-direta, como Marine Le Pen, na França, e a Alternativa para a Alemanha. No mercado financeiro, que apostava na vitória de Hillary Clinton, os principais índices caíram com a ansiedade gerada na madrugada da quarta-feira 9. O peso mexicano despencou mais de 7%.

No último ano e meio, Trump surpreendeu o público de diversas maneiras. Desde que foi eleito, surpreendeu de novo ao adotar um tom conciliador. ?Serei presidente para todos os americanos?, discursou em Nova York, momentos após a confirmação da vitória. ?Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reconstruir nossa nação e renovar o sonho americano.? Depois do encontro com Barack Obama na quinta-feira 10, o republicano afirmou que gostaria de ter o presidente como conselheiro, marcando o início de uma transição pacífica, em contraste com a campanha mais polarizadora da história recente do país. ?Devemos a Trump uma mente aberta e uma chance de governar?, disse Hillary, emocionada, ao reconhecer a derrota.

Ninguém sabe quem será o Trump presidente. Um estranho dentro de seu próprio partido, o empresário é o primeiro presidente desde Dwight Eisenhower (general que governou entre 1953 e 1961) a se eleger sem ter construído uma carreira política. Na corrida presidencial, mentiu sem pudor, inventou números, escondeu sua declaração de impostos, prometeu coisas que estarão fora de sua alçada de poder. Na Casa Branca, talvez ele seja um moderado ? não é religioso como os membros do Tea Party ?, talvez se iluda com a confiança que recebeu.

Tamanha inconstância e falta de clareza também se manifestam no projeto de política internacional que seu governo pode colocar em prática a partir de 20 de janeiro de 2017. ?Trump é um homem imprevisível?, diz Carol Graham, analista do Instituto Brookings. ?Torço para que o dia-a-dia no governo modere seu discurso e que as instituições funcionem para colocar limites no que ele pretende fazer.? Pouco detalhado, o plano de Trump tem como mote a máxima ?America First? (ou ?América Primeiro?, em tradução livre) e pode acabar com mais de sete décadas de protagonismo geopolítico americano pelo mundo. Em linhas gerais, o plano prevê a retirada, nem sempre gradual, dos EUA da arena internacional nas suas mais variadas frentes.

Com isso, o país que era visto como uma força de estabilidade passa a ser poço de instabilidade. Sob Trump, os EUA podem encerrar mais de 20 anos de prosperidade econômica de seu maior aliado na América Latina: o México. Para além do muro, que nos moldes propostos pelo republicano seria impossível de construir, há perspectiva de revisão ou invalidação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, um dos grandes eixos de diálogo entre os dois países. ?Uma relação que era excelente passará a ser muito difícil?, diz Roberto Abdenur, embaixador do Brasil em Washington de 2004 a 2006 e membro do conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Em campanha, Trump chegou a dizer que pretendia deportar dois milhões de criminosos mexicanos ? um número que ninguém sabe, ao certo, de onde veio.

Em linha com a agenda de rupturas, Trump também anunciou que pretende exigir que os 28 aliados que compõem a Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma das mais bem sucedidas alianças militares da história, paguem pela proteção que recebem dos EUA ? isso também serve para o Japão, aliado histórico que abriga mais de 20 bases americanas. O temor é de que, com o abandono dos americanos, a China amplie sua área de influência e a Rússia ganhe força no Leste Europeu, anexando nações como Estônia, Letônia e Lituânia, como já aconteceu com a Crimeia e partes da Ucrânia. ?O que Trump parece não entender é que proteger esses países não é um favor que o Pentágono faz?, afirma o embaixador Abdenur. ?Protegê-los é estratégico para o próprio país.?

Dos temas que mais preocupam os aliados tradicionais dos americanos, a boa relação com o presidente russo, Vladimir Putin, ocupa o topo. ?A Rússia foi um dos primeiros países a parabenizar Trump pela vitória?, lembra Graham, do Instituto Brookings. ?O presidente eleito admira Putin e Putin o admira.? A simpatia mútua pode refletir nos rumos da Guerra da Síria. Nos últimos anos, os EUA apoiaram os rebeldes contra o presidente Bashar al-Assad, amigo de Moscou. Agora, há espaço para Washington apoiar uma solução para o fim da guerra que inclua a manutenção de Assad no poder, hipótese que horroriza a União Europeia e as instituições de defesa dos direitos humanos. Permitir a expansão da influência russa no continente estaria em linha com a ideia de não intervenção que parece permear a política externa de Trump e que pode se manifestar até numa das grandes bandeiras do republicano: o combate ao grupo Estado Islâmico (EI). Como Trump tem mostrado pouca disposição para entrar em novos conflitos, o entendimento entre os especialistas é de que seus esforços para derrotar os terroristas se limitarão a dar continuidade à operação militar em Mossul, no Iraque, iniciada por Obama.
AUTÊNTICO

Trump subverteu a maneira de fazer campanha. Assumiu a figura de falastrão como sendo sua verdadeira personalidade, sem máscaras. No meio do caminho, falou demais, ofendeu de mexicanos a deficientes físicos.

Reduziu mulheres às suas características físicas. Contrariou assessores, suprimiu o politicamente correto. Desafiou a cúpula partidária, intimidou jornalistas e colocou em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral americano. No último debate com Hillary Clinton, chegou a sugerir que não aceitaria o resultado das urnas se elas apontassem para a vitória da democrata. Investiu um terço do que Hillary colocou em anúncios de tevê, mesmo porque também arrecadou bem menos dinheiro. Ela levantou US$ 513 milhões, ele, US$ 255 milhões. Entre os poucos grupos que o apoiaram publicamente, o mais ruidoso foi a Associação Nacional de Rifles, principal lobista da venda e do porte de armas no país ? mas mais importante que tudo isso: Trump ganhou muita mídia espontânea. Até março, quando ainda disputava as primárias, recebeu o equivalente a US$ 2 bilhões em cobertura gratuita, nos cálculos do jornal The New York Times.

Com esse aparato, a imagem de autêntico colou. Apesar dos inúmeros comentários sexistas que fez nos últimos meses e durante toda a carreira ? sobretudo, no período em que foi dono de concursos de beleza ?, Trump obteve mais da metade dos votos das mulheres brancas, uma fatia do eleitorado que se mantém fiel ao Partido Republicano. Isso não dissipou, contudo, as desconfianças sobre o efeito que seu governo teria nos direitos das mulheres. ?A Presidência de Trump será de vastadora para nós?, disse à ISTOÉ a texana Gloria Feldt, presidente do ?Take the Lead? (?Assuma a liderança?), movimento que incentiva a participação feminina em posições de liderança. ?A começar pela Suprema Corte. Ele vai nomear ao menos um juiz, que deverá se opor aos direitos reprodutivos.? Segundo Gloria, isso inclui o aborto, mas também se traduz em resistência a ações afirmativas, como uma legislação que garanta a igualdade de remuneração entre homens e mulheres. ?O futuro dos direitos femininos não estará no nível federal, mas nos Estados?, afirma.

Os conservadores representados pelos republicanos, que agora também têm maioria na Câmara e no Senado, foram muito questionados ao longo do último ciclo eleitoral. A transformação demográfica pela qual os EUA passam, com o aumento da proporção das minorias na população, é considerada prejudicial ao partido, fortemente ligado aos homens brancos. ?Os democratas confiaram muito que haveria uma onda de votos latinos?, afirma Sherry Jeffe, professora da Universidade do Sul da Califórnia, uma das poucas instituições que previu a vitória de Trump. ?Mas isso vai demorar mais tempo para acontecer do que eles gostariam.? Sherry argumenta que os jovens latinos são cada vez mais significativos dentro do eleitorado americano e, em geral, eles se identificam mais com os democratas. O problema é o comparecimento às urnas: Hillary não era a candidata que os faria sair de casa para votar.

ERROS NAS PESQUISAS
Parte da surpresa com a vitória de Trump é resultado justamente dos erros das pesquisas de opinião. Elas falharam em detectar quem eram os potenciais eleitores, inclusive aqueles que se decidiram de última hora ? em alguns Estados, é possível se registrar no momento da votação. Considerando que Hillary esteve consistentemente na frente do empresário na maioria das sondagens semana após semana, os institutos projetaram que ela estaria na frente no dia 8 também. Alguns chegaram a colocar sua chance de vitória acima de 90%. Mas, nessas eleições, o número de indecisos foi extraordinariamente alto: acima de 10%, segundo o estatístico Drew Linzer. Em 2008 e 2012, esse índice ficou entre 4% e 6%.

Os institutos de pesquisa podem argumentar, contudo, que acertaram o resultado nacionalmente. Hillary, afinal, ganhou no voto popular, mas perdeu no colégio eleitoral, como o correligionário Al Gore, em 2000. Isso não significa que a maioria dos americanos prefira a candidata. Entre as distorções do sistema eleitoral do país, em alguns Estados não há nem campanha, porque eles são solidamente favoráveis a um dos dois grandes partidos. Os candidatos, então, preferem investir seus recursos em regiões onde de fato possam conseguir o apoio dos delegados. É assim na Califórnia, por exemplo. Se os republicanos tivessem alguma chance por lá, talvez mais eleitores tivessem se animado a votar em Trump.

Sua eleição também expôs os limites da mídia tradicional e as transformações que as redes sociais têm provocado na forma de se consumir informação. Trump derrotou Hillary apesar de os principais veículos de comunicação terem defendido abertamente a candidatura da adversária. Esse endosso foi enfraquecido pelo fato de as pessoas estarem se informando mais pelas redes sociais. Nessas plataformas, a tarefa de priorizar notícias é feita por algoritmos que dão preferência ao que o leitor tem mais chances de clicar. Ou seja, as pessoas são expostas principalmente a opiniões iguais às dela. Na chamada era da pós-verdade, boatos circulam livremente e a checagem de informações é um processo ultrapassado. Uma pesquisa do jornal The Washington Post, publicada uma semana antes da eleição, mostrou que 40% dos eleitores de Trump acreditavam que a taxa de desemprego no país era de 15% ou mais. O patamar verdadeiro é de 5%. ?Hillary começou a perder quando não reagiu eficientemente às coisas negativas que diziam sobre ela?, afirma Gloria Feldt. ?Trump a rotulou de criminosa e ela não o rebateu, porque pensou que a verdade falaria por si. Mas não falou.?

O novo presidente provavelmente vai frustrar os eleitores que acreditaram em promessas tão populistas quanto irrealizáveis. Trump, no entanto, terá a oportunidade de encerrar o Obamacare, um dos principais e mais controversos legados do atual presidente. Pela reforma promovida por Obama, todos os cidadãos são obrigados a ter um plano de saúde e os mais pobres são subsidiados pelo governo, já que não há um sistema público. Embora tenha garantido assistência para 22 milhões de pessoas, o programa é rejeitado por mais da metade da população. Na prática, prevalece a visão da classe média e das empresas, que se sentem sobrecarregadas pelos custos. Com a ajuda dos congressistas republicanos, que se opuseram fortemente à lei, Trump poderia ao menos cumprir a promessa de acabar com esse ?total desastre?, como costuma dizer ? não se sabe, no entanto, o que ele proporia no lugar. A incógnita Trump está apenas começando.

Fonte ISTOÉ

TRUMP e a era das incertezas

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Populismo de Trump e Lula

9 nov , 2016  

Donald Trump acena após votar nas eleição de terçca-feiraImage copyrightGETTY IMAGES

Image caption“Trump apelou para o interesse de um público, e não para um interesse público”, diz Troyjo

Em 2003, o ano em que iniciou seu primeiro mandato como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu publicamente que o Brasil voltasse a investir na indústria naval para produzir suas próprias plataformas e navios petroleiros. O episódio é usado pelo sociólogo Marcos Troyjo para abordar o que vê como um erro de interpretação na vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton na eleição presidencial dos EUA – a de que o resultado puniu a ‘esquerda americana’.

“Falar em derrotas dos ‘esquerdopatas’ é um bobagem”, disse em referência a busca por paralelos expressa nas mídias sociais entre a polarização no Brasil e nos Estados Unidos.

“O espectro político não é uma linha reta entre a esquerda e a direita. O populismo do Trump, no que diz respeito a voltar a criar empregos de manufatura para americanos, tem muito mais a ver com o Lula e a questão das plataformas, por exemplo. E será que alguém realmente considera Hillary uma candidata de esquerda?”, afirma Troyjo, em entrevista por telefone à BBC Brasil.

Professor da Universidade de Colúmbia (EUA), o brasileiro concorda com o argumento de que o sucesso de Trump se deva a seu posicionamento como alguém capaz de cativar a imaginação de americanos desiludidos com a política tradicional e empobrecidos pela globalização e suas crises, em especial a grande recessão de 2008. E que veem mudanças sociais profundas em seus país, como o crescimento da população hispânica e o questionamento de “valores tradicionais americanos”.

“É um movimento anti-globalização e que também está relacionado à perda de identidade cultural e que tem como reflexo essa rejeição a instituições como o establishment político norte-americano, que fez parte do discurso de campanha de Trump. Ou, no caso do Brexit, a rejeição dos britânicos à União Europeia. Passa por uma nostalgia, como a promessa de Trump de ‘tornar a América grande novamente’, como se as coisas pudessem voltar no tempo”, analisa o acadêmico.

João Dória, o prefeito eleito de São Paulo, posa para câmerasImage copyrightREUTERS

Image caption“Forasteiros” como Dória não seriam necessariamente algo problemático, na opinião do sociólogo

“Trump apelou para o interesse de um público, e não para o interesse público”.

Troyjo se refere especificamente a promessas de campanha do republicano que soaram como música para o eleitor branco da classe trabalhadora americana, o grupo demográfico responsável pelo grosso dos votos obtidos por Trump, e que foi estratégico para que o republicano roubasse votos de Clinton em estados que vinham votando nos democratas – em especial unidades federativas que sofreram com desindustrialização americana dos últimos anos, como a Pensilvânia.

De acordo com pesquisas de boca de urna, homens brancos e sem curso superior corresponderam a mais de um terço dos americanos que foram às urnas na terça-feira. Deles, 67% votaram em Trump e apenas 28% em Hillary. O republicano também teve sucesso entre mulheres brancas sem curso superior: 62%, contra 34% da democrata.

“O problema é que Trump não poderá adotar posições tresloucadas como a de recuperar empregos para trabalhadores americanos como se a China não existisse e os EUA não fossem o país com mais empresas multinacionais do mundo. Ele vai precisar de alguma moderação para lidar com o clima de incerteza criado por sua eleição”, acredita Troyjo.

Fábrica abandona na PensilvâniaImage copyrightGETTY IMAGES

Image captionTrump conseguiu roubar votos dos democratas em regiões afetadas pela desindustrialização, como o ‘Cinturão da Ferrugem’, na Pensilvânia

“Ainda mais quando a economia americana é baseada no consumo e o país é o maior destino de investimentos estrangeiros diretos do mundo”.

O apelo de Trump também faz parte do que analistas chamam de colapso no respeito aos políticos e a valorização de outsiders como o empresário americano. Algo refletido no Brasil pela eleição do também empresário João Dória para a prefeitura de São Paulo. Troyjo vê a possibilidade da vitória de Trump ter reflexos na corrida presidencial brasileira para 2018, e não crê que isso seria algo necessariamente negativo.

“Ter alguém que não venha da cultura política, como o Dória, não é algo ruim. O problema é quando aparece alguém defendendo coisas como o fechamento do Congresso”, finaliza.

 

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37922729

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Artigos,Crônicas,Política

ELEIÇÕES NOS EUA

9 nov , 2016  

E o candidato que ninguém esperava ganhar a eleição nos EUA surpreendeu todo mundo.

Foi uma candidatura muito parecida com a de Kalil, candidato a Prefeito de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Também foi uma das disputas mais acirradas dos últimos anos.

Disse que não governaria com velhas raposas políticas.

Chegaria à reta final com poucos pontos de frente, conforme os prognósticos da maioria das empresas de pesquisas.

“Você vai para a urna sabendo o que quer: saúde, educação, transporte e segurança. Mas no seu caminho vão tentar te entregar muito ódio e mentira pra deixar você em dúvida. Olhe pra frente, pense se você quer continuar sentindo vergonha dos políticos do Brasil, envolvidos nas Lava Jatos da vida. Você não precisa escutar mais mentiras. Mas pode votar em quem nesta campanha só falou a verdade, mesmo quando foi atacado covardemente.”  (Alexandre Kalil, PHS, Candidato à Prefeitura de Belo Horizonte)

A maioria dos institutos de Pesquisas de opinião indicavam uma vitória da Democrata Hillary, mas ao final da apuração tiveram uma surpresa: o republicano Trump  ganhou em quase todos estados americanos.

Trump fez uma campanha violenta prometendo construir um muro na fronteira com o México, contra o livre comércio, deportar imigrantes, rever vários acordos internacionais, combater o Estado Islâmico, geração de empregos, contra controle de armas, etc.

Já Kalil, empresário, obtém sucesso com discurso de críticas a caciques e legendas.

Os dois desacreditados quando lançaram as suas candidaturas, mas com uma campanha contra o sistema político vigente, conseguiram chegar à vitória.

Frases de

DONALD TRUMP

“Quando o México manda seu povo para os EUA, não está mandando as melhores pessoas, mas cidadãos com muitos problemas. Eles estão trazendo drogas, crimes. São estupradores. Alguns, eu acho, são boas pessoas.”
(No lançamento da campanha, em julho de 2015)

“Se você não fica rico ao lidar com políticos, há algo de errado com você.”

(Durante discurso na Carolina do Sul, em julho de 2015)

“Aquilo (não pagar impostos) faz de mim alguém esperto.”
 
(Durante debate com Hillary. Questionado sobre suas declarações de imposto de renda)

“Ninguém tem mais respeito pelas mulheres do que eu. E as mulheres têm respeito por mim e quero dizer-vos que eu vou tornar o nosso país seguro, vamos ter fronteiras no nosso país, coisa que não temos agora.”

(Durante debate com Hillary. A pergunta era sobre o vídeo no qual ele fala sobre a forma como se aproveita sexualmente de mulheres)

“Se vencer, darei instruções ao procurador-geral de Justiça para que nomeie um procurador especial para que investigue a sua situação porque nunca houve tanta mentira e tanta coisa oculta. “

(Durante debate com Hillary Clinton)

“Eu poderia parar no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém, e não perderia nenhum eleitor, ok?”

(Em evento durante a campanha presidencial)

“Na Guerra Fria, tínhamos um teste de verificação ideológica. Já passou da hora de desenvolvermos um novo teste.”
(Durante um comício, em agosto de 2016)

Manoel Amaral

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Artigos

Combate à corrupção é tema de Teatro Treinamento em empresas

19 abr , 2016  

Neste momento em que Operação Lava Jato traz à tona os casos de corrupção na Petrobras envolvendo políticos, empresários e agentes públicos torna-se urgente debater esse tema e pensar em ações que sejam capazes de reverter esse mal, cujos efeitos são devastadores para nosso país. O grande desafio é engajar toda a sociedade brasileira nessa luta. Por isso, a TOQUE DE AREIA – Consultoria e Treinamentos decidiu entrar nessa batalha por meio da sua especialidade que é o Teatro Treinamento, criando uma série de espetáculos que tratam desse problema. O destaque é a peça Corrupção Não, Cidadão! , baseada na Lei federal 12.846, conhecida como lei anticorrupção, que está sendo apresentada em diversas empresas de São Paulo e do Brasil. Veja um trecho da peça: https://www.youtube.com/watch?v=cjcyjDuAvww .

Corrupção não, cidadão! fala de um funcionário de uma empresa que recebe o convite de um agente público para participar de uma concorrência com garantia de vitória, mediante a pagamentos “extras”. Após sucesso da primeira vez, esse funcionário se vê preso ao agente, que o convida a participar de outras licitações e fazer o mesmo. Até que um dia a empresa passa por uma auditoria e as “falcatruas” começam a aparecer. A peça mostra como sair dessa situação e, como não entrar nela. Para tanto, durante a encenação serão abordados os seguintes tópicos: Lei 12.846 Anticorrupção – Conceito e aplicabilidade, Decreto 8.420 (regulamenta a lei 12.846), Compliance (estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos), Ética e Integridade corporativa, fraudes em licitações públicas, Mau uso do cartão corporativo, O que leva uma pessoa a ser corrupta? Consequências de atos de corrupção dentro das empresas, Atenuantes de multas e a importância dos treinamentos.

“Essa peça é a maneira que encontramos de contribuir com o nosso país na luta contra a corrupção. É um trabalho de sensibilização e conscientização, voltado à educação e a formação cidadã dos funcionários das empresas do nosso país, ressalta o sócio diretor da Toque de Areia Reinaldo David Rizk.

Para a diretora do espetáculo Eliane Rizk o teatro é um grande instrumento de transformação social. “Queremos que o espetáculo provoque inquietação, discussão, questionamento do público e seja um agente transformador dessa nossa cultura baseada no jeitinho brasileiro ou na necessidade de levar vantagem em tudo, como manda a lei de Gerson. É importante que as pessoas se conscientizem que o interesse coletivo deve estar acima do individual”, enfatiza.

Lei 12.846
Em vigor desde 2013, o objetivo básico da lei é impedir atos de corrupção em relação aos agentes e à administração pública, no país e no estrangeiro. Com punição a oferta de vantagens indevidas a agentes públicos, o que, além de propina em dinheiro, inclui pagamento de viagens e outros benefícios pessoais.

Outros espetáculos
Pulgas da Corrupção (http://migre.me/tdHDo) e Ética – Se é que você me entende (https://www.youtube.com/watch?v=MVJFYiIN418)
Teatro treinamento
Na década de 90 a Toque de Areia patenteou a Marca ”Teatro Treinamento”, que é o treinamento através de um espetáculo teatral, unindo arte como com conteúdo. Também conhecido como Teatro Empresa ou Teatro In Company.

Diferente dos treinamentos tradicionais a linguagem teatral causa um impacto maior e mais direto no público já que trabalha diretamente com as emoções do público através de músicas, histórias, piadas ou qualquer outra coisa que envolva a emoção. Tudo isso ajuda no aprendizado e memorização das mensagens transmitidas.

TOQUE DE AREIA – Consultoria e Treinamentos
Desde 1994 produzindo e realizando espetáculos teatrais para os mais diversos eventos empresariais pelo Brasil e criadora da expressão “Teatro Treinamento”, a Toque de Areia é a pioneira em espetáculos de repertório e sob medida para eventos de treinamento.

Serviço
Corrupção Não, Cidadão – Teatro Treinamento para empresas
E-mail: faleconosco@toquedeareia.com.br
Telefone: (11) 5063-2929
Site: www.toquedeareia.com.br

Informações para a Imprensa
Arismar Garcia
Celular: 11 98540.2548
E-mail: arismar.garcia@gmail.com

https://www.dino.com.br/releases/combate-a-corrupcao-e-tema-de-teatro-treinamento-em-empresas-dino89091400131

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Artigos,Política

LULA QUER CENSURAR A IMPRENSA

19 mar , 2016  

CENSURA: Lula quer que toda postagem na Internet tenha Autorização do Governo

Assim como em outras ditaduras Comunistas, Lula quer que o PT lute para aprovar a Lei da Censura, para que possa controlar tudo o que se fala, pois como a própria Dilma disse em seu discurso:

Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem.

Resumindo, os noticiários devem ser só um entretenimento, como novela, pois a verdade é apenas o que ela diz no pronunciamento, igual O Grande Irmão do Livro 1984.

E você ai: Vai deixar a censura dominar seu país, a única maneira de barras o PT é Intervenção Militar.

Veja esse vídeo da Band onde Lula Afirma isso:
http://noticias.band.uol.com.br/jornaldanoite/boris-casoy/2014/04/12/14993187-lula-defende-regulacao-da-midia-com-controle-de-conteudo.html

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Artigos,Vereadores

SUBSÍDIOS E DIÁRIAS VEREADORES

17 mar , 2016  

Edison Melo abre encontro falando de subsídios e Diárias

O professor e economista Edison Melo, será o primeiro palestrantes a falar no Encontro Nacional de Legislativos Municipais, que acontece a partir desta terça-feira em Porto Alegre/RS.

Auditor externo aposentado do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul e Consultor da UVERGS e da UVB, vai abordar o tema Subsídios, Diárias e aspectos relevantes ao último ano da atual legislatura, as 10h30min no auditório da AIAMU no centro da capital gaúcha.

Saiba Mais

A capital gaúcha será palco entre os dias 15 e 18 de março do XVII Encontro Nacional de Legislativos Municipais, que será mais uma atividade da União dos Vereadores do Brasil – UVB e debaterá os grandes temas da atualidade com o propósito de capacitar, qualificar e proporcionar aos presentes uma participação efetiva em suas comunidades, bem como, propor uma visão municipalista de temas importantes para serem aplicados em projetos para a população.

O público-alvo do evento são Vereadores, Vereadoras, Diretores, Procuradores, Assessores e Servidores de Câmaras Municipais, Prefeitos, Vice-Prefeitos, Secretários, Diretores, Procuradores, Assessores e Servidores de Prefeituras Municipais e demais interessados nas matérias apresentadas.

 

PROGRAMAÇÃO

15/03 -TERÇA-FEIRA

19hs – Palestra de Boas Vindas

19h30m. Jantar  de Integração (por adesão)

Local: Galeteria CristófoliIMG_8302

R.Sete de Abril, 344 – Floresta – Porto Alegre

16/03 – QUARTA-FEIRA

08h30m – Recepção

09h – Abertura Oficial

Autoridades convidadas

10h30m. – Subsídios, Diárias e aspectos relevantes ao último ano da atual legislatura 

Edison Imar Oliveira Mello- Economista, Professor, Auditor externo aposentado do TCE/RS, Consultor da UVERGS e UVB.

14h – Desenvolvimento Econômico e Social através do Cooperativismo

Irno Pretto – Presidente da Federação das Uniodontos do RS e Diretor da OCERGS/SESCOOP

15h. – O Incremento da Arrecadação através da Gestão Tributária Municipal

Jeanine Benkentein, advogada, diretora da Tributarium Assessoria

16h – Frente Parlamentar dos Homens contra a Violência às Mulheres

Gabinete do Deputado Estadual Edegar Pretto

16h30m – Frente Nacional de Combate ao Zika 

Dr. João Gabardo dos reis – Secretário Estadual da Saúde

17/03 – QUINTA-FEIRA

08h30m – Recepção

09hs – O Municipalismo e o Novo Pacto Federativo

Glademir Aroldi – Vice Presidente da CNM

11hs – O Cenário Político na Atualidade 

Pedro Simon, foi Governador do RS e Senador da República

14hs – Vencendo Barreiras

Silvana Covatti – Presidente da Assembléia Legislativa do RS

15hs – Erros e Acertos – Comunicação no Exercício do Mandato

Adriano Mazzarino – Jornalista especialista em Marketing Político direito

18/03 – SEXTA-FEIRA

08h30m – Recepção

09hs – Direito Eleitoral e Eleições 2016

Dr. Rodrigo Lópes Zílio – Promotor de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

10hs – Reforma Eleitoral e os seus Efeitos 

Fábio Gisch – Advogado especialista em Direito Administrativo e Eleitoral

11h45 – Sorteio de uma Moto Zero Km  (participação por adesão)

12hs – Encerramento

http://uvbbrasil.com.br/

 

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Artigos,Política Geral

OPERAÇÃO LAVA JATO

5 mar , 2016  

ALETHEIA

Operação deverá durar o dia todo
À medida que os mandados são cumpridos vão surgindo as primeiras reações à inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como alvo da ação policial

lava jatoA 24ª fase da Operação Lava Jato recebeu o nome de Aletheia, em referência a uma expressão grega que significa busca da verdade
PUBLICADO EM 04/03/16 – 11h18

AGÊNCIA BRASIL
A Polícia Federal (PF) cumpre os 44 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva autorizados pela Justiça Federal na 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de nesta sexta-feira (4).

À medida que os mandados são cumpridos vão surgindo as primeiras reações à inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como alvo da ação policial.

Mandados judiciais foram cumpridos na casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP), e na sede do Instituto Lula, na capital paulista. Lula foi conduzido para prestar depoimento. Segundo a polícia, Lula está prestando depoimento na sala da PF no Aeroporto de Congonhas. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Fernando Bittar, um dos donos de um sítio em Atibaia, no interior paulista, frequentado pelo ex-presidente. A propriedade está registrada também em nome de Jonas Suassuna.
Planalto vê ‘operação casada’ de reportagem e PFPF faz operação na casa do ex-presidente Lula, em São BernardoEdinho: condução coercitiva de Lula é exagero

Em nota divulgada há pouco pelo Ministério do Trabalho e Previdência, o ministro Miguel Rossetto declarou-se “perplexo e indignado” com a condução coercitiva do ex-presidente Lula na manhã desta sexta-feira (4). “O presidente já prestou depoimento e sempre se colocou à disposição das autoridades. Isso não é justiça, isso é uma violência”. Rossetto disse ainda que a ação é “um claro ataque ao que Lula representa como uma liderança política e social”.

PT

O PT reagiu inicialmente nas redes sociais. No microblog Twitter, o partido lançou a hashtag #LulaPresoPolítico. “Não podemos deixar barato. Precisamos todos reagir. Agora!”, escreveu o partido em sua rede social, por volta das 8h30 de hoje.

Segundo a assessoria do partido, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, não participou da decisão de publicar a mobilização dos correligionários. Assim que a frase foi divulgada, simpatizantes do ex-presidente e do partido começaram a compartilhar a mensagem nas redes sociais. O que motivou mensagens de apoio à ação da Justiça e de repúdio ao presidente.

Com a divulgação dos primeiros relatos da movimentação dos policiais, populares começaram a se concentrar em frente a casa de Lula, em São Bernardo do Campo, e nas proximidades do Instituto Lula, na capital paulista. Simpatizantes e pessoas contrárias a Lula chegaram a se enfrentar e tiveram que ser contidos pela polícia. Um outro grupo de manifestantes se formou no Aeroporto de Congonhas.

Também em nota, o Instituto Lula classificou a ação da PF como “violenta”, com o objetivo de provocar “constrangimento público” ao ex-presidente.

MPF

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) justificou o cumprimento dos mandados judiciais apontando a necessidade de “aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras”. Segundo os procuradores da força-tarefa que investiga o esquema, “pagamentos dissimulados foram feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pessoas associadas” ao petista.

“Há evidências de que o ex-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora”, afirmam os procuradores na nota, sustentando que, ao longo das 23 fases anteriores da Lava Jato, “avolumaram-se evidências muito consistentes de que o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras beneficiava empresas, que enriqueciam às custas dos cofres da estatal; funcionários da Petrobras, que vendiam favores; lavadores de dinheiro profissional que providenciavam a entrega da propina; políticos e partidos políticos que proviam sustentação aos funcionários da Petrobras e, em troca, recebiam a maior parte da propina, que os enriquecia e financiava campanhas”.

São apurados pagamentos ao ex-presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato. A polícia apura se os repasses foram realmente como doações e pagamento de palestras. A operação desta sexta-feira envolve cerca de 200 policiais federais, 30 auditores da Receita Federal e policiais militares de três estados. A ação acontece simultaneamente nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador (BA), São Paulo, São Bernardo do Campo (SP), Guarujá (SP), Diadema (SP); Santo André (SP); Manduri (SP) e Atibaia (SP).

A 24ª fase da Operação Lava Jato recebeu o nome de Aletheia, em referência a uma expressão grega que significa busca da verdade.

http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/esc%C3%A2ndalo-da-petrobras/opera%C3%A7%C3%A3o-dever%C3%A1-durar-o-dia-todo-1.1249082

 

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Artigos

LAVA JATO ATINGE LULA

5 mar , 2016  

SÃO PAULO – Bom dia! Aqui está a sua dose diária do Espresso Financista™:

Apito Inicial

Um dia depois de suposta delação de Delcídio do Amaral sacudir Brasília, nova fase da Operação Lava Jato atinge o ex-presidente Lula e traz ainda mais novidades para a cena política nesta sexta-feira (4), alimentando a expectativa pela chance de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O fundo de índice de ações que acompanha o desempenho das principais empresas brasileiras negociadas na bolsa de Nova York tem alta expressiva de 4,5%.

A PF (Polícia Federal) faz operação nesta manhã no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de seu filho Fábio Luíz Lula da Silva, o Lulinha, e na sede do Instituto Lula. A Receita Federal também estaria participando da ação. Em comunicado, o Ministério Publico Federal do Paranádisse que há evidências de que o ex-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras.

Segundo divulgações da imprensa, há um mandado de condução coercitiva para Lula e o ex-presidente teria sido levado para prestar depoimento. Também há mandados para a esposa, o filho e a nora de Lula, Marisa Letícia, Fábio Luis Lula da Silva e Marlene Araújo Lula da Silva, e para o diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Com alta acumulada de 13,5% nos últimos quatro dias, o Ibovespa poderia abrir espaço para ajuste se não houvesse novidades no campo político, mas a reação dos mercados é de otimismo conforme novas denúncias surgem e o cerco se fecha em torno do governo. O dia promete novo rali. A possibilidade de mudança política gera entusiasmo quanto às perspectivas para a economia.

“Diante dos acontecimentos e seguindo o mercado externo o dólar aqui deve abrir novamente em queda e só um payroll [relatório de emprego dos EUA] forte, pode inverter este sinal durante o dia”, afirma Jefferson Luiz Rugik, diretor-superintendente da Correparti Corretora.

O mercado internacional é relegado ao segundo plano. As bolsas chinesas encerraram em alta pelo quarto dia consecutivo, com a queda de ações de empresas de menor valor sendo compensada pela valorização de papéis do setor bancário.

As bolsas europeias operam no patamar positivo. Os preços do petróleo operam em leve alta, mesma situação observada nos índices futuros norte-americanos, que estão em compasso de espera por números no mercado de trabalho. Dados sobre o número de vagas criadas em fevereiro e a taxa de desemprego serão conhecidos às 10h30.

Na agenda do dia, destaque a produção industrial brasileira de janeiro, publicada às 9h pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de veículos automotores em fevereiro, divulgada às 11h30 pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores). ( Expresso Financista )

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Artigos

PROPENSÃO GENÉTICA PARA ROUBAR

9 dez , 2014  

“Só existem dois grupos em verdadeira luta

no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar.”

Tenório Cavalcanti

 

Waldo Luís Viana

          Michel Foucault, célebre pensador, filósofo e médico-psiquiatra francês revolucionou a década de 70, do século passado, afirmando que, afora a demência, todas as doenças mentais são consequência de pontos de vista culturais vigentes na sociedade em certo momento histórico.

          Haja vista, a homossexualidade, classificada na década de 50 como doença, incluída no Catálogo Internacional da ONU, e hoje percebida como um comportamento agradável e até motivo de orgulho pelos praticantes, chegados e participantes. Esse movimento acompanha, como repetição ou farsa, os costumes da Grécia antiga, que, no século V aC.,  apoiavam a homossexualidade como comportamento socialmente aceito, assim como o materialismo e a idolatria de diversos deuses, ditos “olímpicos”.

          No Brasil, ganha corpo uma legislação para incorporar a homossexualidade como comportamento aceito e repudia, como delito penal, a homofobia. Só falta uma lei que nos obrigue à prática, contrariando as célebres disposições do Deuteronômio.

          Em nosso país, por outro lado, sempre aceitamos o ladrão famoso e rico, o ladrão das elites, como digno de admiração silenciosa e até de elogios cochichados. O honesto subjugado, ou seja, aquele que mesmo que deseje, jamais conseguiria roubar, por medo ou incompetência, sempre admirou a capacidade crítica dos rompedores, dos grandes vigaristas que desafiam as leis caretas e se lançam em enormes tacadas, com suas malas pretas, estilo 007. Os pequeno-burgueses ufanam-se dos protagonistas, transgressores das leis, formadores de quadrilhas, até então inexpugnáveis.

          Por outro lado, os brasileiros acham insuportável aquela rama da sociedade que furta galinhas ou pedaços de queijo, os ignorantes que praticam pequenos delitos, seja por fome, pobreza ou falta de instrução: esses recebem a reprovação pública pela ausência completa de “savoir-faire” e abarrotam as Varas criminais, enchendo o saco dos atarefados juízes, que sempre têm mais o que fazer. Resultado: essa escumalha engarrafa as penitenciárias de negros, pardos e pobres, traçando o perfil dos apenados, como uma escória sem voz nem vez.

          Os heróis, por conseguinte, estão na outra ponta ou no vértice da pirâmide social. Sua malandragem é socialmente aceita e muito admirada. Grana no exterior, tacadas na bolsa, operações de caixa 2, superfaturamento em obras públicas, contas em paraísos fiscais, empresas de fachadas para “lavar” o dinheiro escuso, laranjas abonados com imóveis e fazendas, comissões do tráfico de drogas e de armas, subornos a políticos e juízes – enfim, há um séquito incontável de bueiros por onde escorre o dinheiro sujo, objeto da secreta admiração de numerosos brasileiros.

          Essa disposição psicológica, porém, vem arrefecendo culturalmente por dois motivos: o aparecimento da Internet e o fortalecimento da cidadania através das franquias democráticas. Hoje, a polícia federal, que é uma entidade de investigação digital, pode pegar os grandes ladrões pela gola e o imposto de renda, através da Receita, pode seguir, se quiser, os sinais exteriores de riqueza, como já faz o seu congênere norte-americano há mais de cinquenta anos. Basta “seguir o dinheiro” — dizem os especialistas…

          No entanto, sobra uma peninha nessa discussão: como conceber que pessoas ricas, abonadas às vezes de berço, tentem se locupletar com mais dinheiro e bens, exibindo aquela velha mentalidade de que meter a mão no dinheiro público não é pecado, porque “ele não é de ninguém”?

          Tal elite patrimonialista e atrasada poderia sofrer o julgamento reverso às considerações de Foucault, no passado. De admirados personagens, esses donatários da corrupção seriam classificados como indivíduos geneticamente perturbados por afecção patológica, catalogável internacionalmente. Não que isso os eximisse de culpa ou de cadeia. Mas seria um avanço tecnológico para a compreensão forense desses comportamentos delituosos, típicos de certos empresários e políticos.

          Aliás, com as instâncias recursais permitidas pelo nosso Código de Processo Penal, somadas à belíssima figura constitucional da presunção da inocência, que  só favorece os delinquentes ricos ou os executores de crimes hediondos, muitos escapam das malhas da lei e só são condenados quando as penas já estão prescritas ou quando o próprio criminoso já morreu, tornando a punião do delito uma tarefa completamente paranormal.

          A propensão genética para furtar ou roubar não está adstrita apenas à cleptomania, que afeta indistintamente, como doença, até personagens de boa reputação. É uma tendência mais profunda que deveria ser estudada, de modo mais atento, nesse país, em que os grandes tubarões têm necessidade de engolir grandes quantias, formando quadrilhas e lobbies cujos vestígios agora aparecem na insegurança das brechas deixadas pela informática.

          Os grandes ladrões não atiram, são perfumados, vestem ternos caros, possuem colarinhos brancos, empregam centenas de pessoas que nem desconfiam de suas atividades e até cumprem, de fachada, belos papéis sociais. Fico pensando como deve ser duro para um juiz, de causas cíveis, ganhando menos de 30 mil reais ao mês, julgar causas de 200 milhões de dólares de réus louros, de olhos azuis, sorridentes e confiantes à esperada das sentenças. Tais magistrados são torturados, porque são funcionários de Estado sem participação nos lucros ou qualquer comissão pelas sentenças. Como a Justiça sempre ganha, no processo acusatório, seja de uma parte ou de outra, o dinheiro das causas reverte para palácios suntuosos, olhados de longe pelo povo admirado que, quase sempre, neles não entram.

          Sou, por conseguinte, inteiramente favorável a que os juízes, desde a primeira instância, recebam comissões sobre as sentenças, a partir de certo patamar e do grau de morbidade das causas, incluindo í as consequências sociais e exemplares dos delitos e que os médicos forenses possam avaliar neurológica e psicologicamente o comportamento de nossos delinquentes milionários, a fim de ofertar ao mundo uma contribuição brasileira para a mitigação de uma doença tipicamente nacional: a nossa velha propensão genética para roubar e se apropriar, alegremente, do que é alheio.

 ____________

* Waldo Luís Viana é escritor, poeta, jornalista e economista e não tem nenhum juiz na família.

Teresópolis, 29 de novembro de 2014  

http://www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=Waldo+Luis+Viana&sort=&commit=BUSCA

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CANDIDATURA FRAUDULENTA – SERVIDOR

1 ago , 2014  

Candidaturas de servidores públicos vão ser fiscalizadas para evitar fraudes 

Procuradoria Regional Eleitoral vai investigar possíveis irregularidades de funcionários que concorreram nos pleitos de 2010, 2012 e deste ano e usufruíram licença remunerada

Alessandra Mello

Publicação: 31/07/2014 06:00 Atualização: 31/07/2014 07:22

Candidaturas de servidores públicos nas eleições de 2010, 2012 e deste ano vão passar por um pente fino. A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais (PRE-MG) e o Núcleo de Patrimônio Público do Ministério Público Federal (MPF) editaram ontem uma portaria conjunta para investigar possíveis fraudes de servidores públicos que se registraram como candidatos a algum cargo eletivo nessas últimas disputas somente para usufruir do afastamento remunerado. A legislação eleitoral garante ao servidor público licença remunerada de três meses se ele for candidato.

Também serão investigados candidatos que tiveram seus registros impugnados e não apresentaram defesas ou fizeram por meio de procedimentos que não tenham nenhuma semelhança com o motivo do indeferimento da candidatura. Minas Gerais bateu este ano o recorde de impugnações de candidatos. Entre os 1.900 inscritos para os cargos de governador, senador e deputados estadual e federal, cerca de 1.200 tiveram seus registros indeferidos por falta de documentos, suspeitas de fraude e também por causa da Lei da Ficha Limpa.

De acordo com o procurador regional eleitoral de Minas Gerais, Patrick Salgado Martins, a PRE resolveu investigar desde 2010, pois os crimes de improbidade administrativa, no qual se encaixam candidaturas fraudulentas de servidores, prescrevem em cinco anos. portanto, não seria possível investigar os candidatos às eleições de 2008. Para ele, um dos indícios de fraude são “gastos de campanha irrisórios, quase nenhum voto recebido e campanha praticamente inexistente”. Para ele, o comportamento ilibado de servidores públicos é dever constitucional. “Ainda mais quando remunerado pela sociedade no período eleitoral. Por isso estamos investigando essas candidaturas”, explica.

Segundo ele, a procuradoria já pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) a relação de todos os candidatos servidores públicos que concorreram em 2010 e 2012, com o total de votos obtidos por eles e o total de gastos de campanha. Também foi pedida a relação de todos os processos de registro de candidatos servidores públicos nessas eleições para uma análise detalhada e acompanhamento das prestações de conta.

De posse das informações, a PRE mineira vai instaurar um procedimento de investigação para cada servidor público com indícios de candidatura fraudulenta, com posterior encaminhamento às unidades do MPF situadas na região em que o servidor federal tiver domicílio, ou ao Ministério Público estadual, quando se tratar de servidor estadual ou municipal. No caso dos candidatos às eleições de 2014, a PRE fará o acompanhamento das prestações de contas parciais e da campanha efetivamente realizada pelos funcionários públicos que solicitaram e obtiveram registro de candidatura. Se comprovada a improbidade administrativa, eles estarão sujeitos às sanções previstas no artigo 12 da Lei 8.429/92, entre elas, perda da função pública, ressarcimento aos cofres públicos dos valores recebidos indevidamente e proibição de contratar com o Poder Público e de receber incentivos fiscais ou creditícios em instituições financeiras estatais.

Patrick Salgado disse que a legislação eleitoral determina que todos os pedidos de registro sejam julgados até 5 de agosto. Depois desse prazo, segundo ele, a PRE vai divulgar um balanço geral de todos os pedidos que foram aceitos ou impugnados e os motivos. O procurador justifica o rigor alegando que as eleições são o momento mais importante da vida do cidadão na sociedade, mas “muitos partidos não valorizam as eleições e insistem na cultura de desrespeito às leis que regem este momento”.