Brasil,Ciência,Saúde,Utilidade Pública

Governo comprará repelentes para proteger 484 mil grávidas

2 dez , 2016  

Foco da ação são mulheres cadastradas no Bolsa FamíliaReprodução/EBC

Foco da ação são mulheres cadastradas no Bolsa Família

O Ministério da Saúde vai adquirir lotes de repelentes para proteger gestantes contra doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O objetivo é atender 484 mil grávidas inscritas no Bolsa Família. Para tanto, a pasta lançou, nesta segunda-feira (21), editalpara escolher a empresa fornecedora. O pregão será aberto em 1º de dezembro.

As empresas credenciadas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF) podem participar do pregão. Além disso, os interessados deverão encaminhar a proposta de preço por meio do sistema eletrônico até a data e horário marcados para abertura da sessão.

A empresa vencedora do processo eletrônico, com proposta de menor preço, deve distribuir o produto em até 15 dias após assinatura de contrato com o Ministério da Saúde. Os produtos podem ser fornecidos em forma de gel, loção, aerossol ou spray e oferecer, no mínimo, quatro horas de ação, conforme registro na Anvisa. Ao todo, serão adquiridos pelo governo federal três bilhões de horas de repelência.

A oferta será realizada por meio do Programa de Prevenção e Proteção Individual de Gestantes contra o Aedes aegypti, que envolve o Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Caberá ao MDSA o crédito extraordinário de R$ 300 milhões e à pasta da Saúde a aquisição e a distribuição dos repelentes.

Proteção

O Ministério da Saúde já recomenda o uso de repelentes para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, em especial às gestantes, pela associação do zika vírus com a microcefalia em bebês. A medida, no entanto, não deve ser a única maneira de evitar a transmissão da doença. É importante que as gestantes adotem ainda medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes, como se proteger da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida.

É importante destacar que, para erradicar o mosquito transmissor do zika virus e os possíveis criadouros, é necessária a adoção de uma rotina para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são suficientes para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem servir de criadouros para as larvas do mosquito.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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Política Geral,Saúde,Utilidade Pública

BNDES destina R$ 23 milhões a pesquisa de combate ao zika

27 nov , 2016  

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 23 milhões para financiar pesquisas de combate à epidemia de zika desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão destinadas à elaboração de kits de diagnóstico e ações de combate ao Aedes aegypti.

A participação do BNDES no projeto da Fiocruz viabiliza a antecipação de resultados para a saúde pública, evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social.

Desde 2008, o BNDES já apoiou 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e produtos para saúde, totalizando R$ 352 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES Funtec.

Diagnóstico

O projeto prevê o desenvolvimento de três novos testes de diagnóstico. Dentre os três produtos haverá duas categorias de testes, que são complementares e utilizadas em fases distintas da doença.

O teste molecular, mais moderno, destaca-se por sua sensibilidade e especificidade, e identifica os vírus da zika, dengue e chikungunya com maior segurança. Já os testes sorológicos, por se basearem na reação do organismo à presença do vírus, podem ser utilizados muito tempo após a transmissão do vírus pelo mosquito. Por isso são importantes para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Combate

Complementam o projeto duas ações de combate ao vetor. A primeira delas busca validar o uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também do zika e da chikungunya.

Em paralelo, será apoiada a avaliação do uso do próprio mosquito como veiculador de larvicida. O método visa solucionar o problema de acesso aos criadouros de insetos não tratáveis pelos meios de controle tradicionais, seja por dificuldade de acesso ou mesmo por impossibilidade de identificação.

Pesquisa

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja primeira transmissão no País foi registrada em abril de 2015. A infecção pode produzir graves consequências neurológicas – como a microcefalia ou a síndrome de Guillain-Barré. Os casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram à declaração de estado de emergência em Saúde Pública.

Até setembro foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo zika vírus no País, e cerca de 109.596 casos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

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Brasil,Ciência,Mundo,Saúde,Utilidade Pública

Instituto Butantan pesquisa remédio contra o vírus Zika

11 nov , 2016  

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Butantan iniciou a pesquisa de um medicamento para tratar pessoas infectadas com o vírus Zika. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, a infecção pelo Zika pode provocar microcefalia em bebês quando a mãe, ainda gestante, entra em contato com o vírus.

Mosquito Aedes aegypti
Mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika Arquivo/Agência Brasil

A pesquisa do Butantan vai adotar como métodos o reposicionamento de fármacos e a triagem de alto conteúdo. Essas tecnologias permitem que coleções de compostos químicos sejam triadas contra o vírus em células humanas infectadas.

Segundo o instituto, esse processo é mais rápido porque dispensa a necessidade de validar previamente o alvo molecular, o que poderia levar vários anos.

Estudo precursor

Os pesquisadores envolvidos no estudo fizeram trabalho semelhante no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, com 725 medicamentos aprovados nos Estados Unidos, e encontraram 29 substâncias com ação sobre o vírus.

Na pesquisa, a célula humana, infectada com o vírus Zika por 72 horas, é exposta à ação dos fármacos para tentar inibir a infecção.

Esse procedimento é chamado de atividade antiviral, utilizando um vírus isolado. Os cientistas avaliaram a atividade dos fármacos na distribuição e metabolização do organismo. Entre os compostos descobertos nesse estudo, o mais promissor foi palonosetron, usado atualmente no tratamento de náusea induzida por quimioterapia de câncer. O composto apresentou alta eficácia contra a infecção pelo vírus Zika.

Edição: Luana Lourenço

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Saúde

CONFIRMAÇÃO DE MICROCEFALIA

13 mar , 2016  

PERÍMETRO CEFÁLICO

Confirmação de microcefalia cresce 16,2% em uma semana
São notificados meninos com crânio de 31,9 cm e meninas que nascem com 31,5 cm
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PUBLICADO EM 10/03/16 – 03h00

BRASÍLIA. Em uma semana, subiu 16,2% o número de casos confirmados de microcefalia ou alterações do sistema nervoso relacionados à infecção congênita, passando de 641 para 745. Desse total, 88 (11,8%) tiveram resultado positivo para zika, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta. A pasta voltou a ressaltar que o dado não representa a totalidade de registros associados ao vírus, mas apenas a parcela com diagnóstico fechado por exame laboratorial. Mas o próprio ministério vem sustentando que a maioria das confirmações está relacionada ao zika.

Há ainda 4.231 casos em investigação e 1.182 descartados. Foram 6.158 notificações suspeitas desde o ano passado até 5 de março, registradas em todas as regiões do país.

Pernambuco tem o maior número de pacientes sob investigação: 1.214. Em seguida, vêm Bahia (609) e Paraíba (447). O Rio de Janeiro está em quarto lugar, com 289 casos, à frente do Rio Grande do Norte (278) e do Ceará (252). Minas tem atualmente 27 casos em investigação.
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O boletim do governo, feito com as informações repassadas pelos Estados, já considera o novo critério de diagnóstico de microcefalia. Por recomendação da OMS, a malformação será notificada como suspeita quando a criança não prematura nascer com perímetro cefálico igual ou menor que 31,9 cm, no caso de homens, e 31,5 cm, para mulheres. Antes, o limite era de 32 cm, independentemente do sexo. Para bebês que nascem antes do tempo regular, o tamanho varia de acordo com a idade gestacional.

É a segunda vez que o Ministério da Saúde muda o parâmetro, que era de 33 cm quando a epidemia foi declarada, no fim do ano passado. Depois, passou para 32 cm, e agora veio o novo critério. A alteração já havia sido adiantada pelo ministro da pasta, Marcelo Castro, na semana passada, e foi oficializada nesta quarta. O ministério não sabe, entretanto, quantos e quais Estados enviaram os dados do boletim recém-divulgado dentro do parâmetro novo.

“Estamos orientando os Estados que não arredondem o decimal. É fundamental que o dado seja detalhado”, disse Wanderson Oliveira, coordenador geral de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde.

Mudança “sutil”. Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, classificou a mudança como “sutil”, mas importante para padronizar dados mundiais: “O critério é mais preciso do ponto de vista científico, mas a importância de adotá-lo era justamente estabelecer uma possibilidade de comparação mundial. Outros países certamente começarão a trabalhar com isso”.

O diretor comentou que há casos de bebês com perímetro cefálico até acima da medida que estava estipulada, ou seja, fora da classificação de microcefalia, mas que o ultrassom revelou danos cerebrais. Maierovitch não soube precisar quantas crianças foram classificadas nessa situação, destacando ser um número irrelevante. O boletim mostrou aumento no número de mortes suspeitas, após o parto ou durante a gestação, de 139 para 157. Do total, 37 foram confirmadas para microcefalia ou alterações do sistema nervoso central.

Olimpíadas

Marcelo Castro. O ministro considerou prudente a recomendação da OMS, para que grávidas não viajem a locais com surto de zika, mas disse que, internamente, embora algumas regiões do país representem maior risco do que outras, tal orientação seria inócua.

Chilena com zika teve filho saudável

Santiago, Chile. O Chile reportou o primeiro caso importado de zika em uma mulher grávida, cujo filho nasceu há três semanas clinicamente saudável, informou o Ministério da Saúde do país. A mulher de 28 anos, que não teve a identidade revelada, contraiu o vírus em novembro, durante uma viagem à ilha de San Andrés, na Colômbia, quando estava com 28 semanas de gravidez.

A mãe teve o filho há três semanas, “um recém-nascido clinicamente saudável”, segundo a nota do ministério.

Este caso é o quarto registrado no Chile, todos eles vindos do exterior, já que no território continental chileno não existe o mosquito Aedes aegypti – que transmite zika, dengue e chikungunya.

A Ilha de Páscoa, situada a mais de 1.000 km do continente, é o único território chileno onde ocorreram casos de zika nativos. Em 2014, foram 173 contágios, mas nenhum caso apresentou má formação nos fetos dos pacientes.

(JORNAL O TEMPO)

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Saúde

Samu comemora 19 anos com relatos de pessoas salvas em 2014

10 dez , 2014  

Porto Alegre foi a primeira capital brasileira a contar com o serviço móvel de atendimento de urgência, baseado no consagrado modelo francês, de onde deriva a sigla Samu. Para comemorar a data, a direção do Samu vai reunir servidores e a comunidade, nesta quarta-feira, 10, às 14h, em evento na Policlínica Militar de Porto Alegre (avenida João Pessoa 651, Cidade Baixa), onde um grupo teatral (Grupo Meia hora) fará performances, em forma de esquetes, representando situações diárias das equipes de socorristas. Na sequência, serão apresentados uma retrospectiva histórica do serviço e indicadores da atuação do Samu na Capital.

Um dos pontos altos do evento serão os relatos de pessoas que tiveram suas vidas salvas pelas equipes do Samu em 2014. Entre eles, um idoso que sofreu parada cardiorrespiratória e sobreviveu graças à agilidade dos socorristas, e uma família cujo bebê nasceu dentro de uma ambulância do Samu.
O Samu de Porto Alegre começou as operações de 2014 com um  marco histórico:  a nova sede, um prédio de quatro andares inteiramente preparado para abrigar toda a estrutura do órgão, desde o comando, a sala de regulação (onde as equipes recebem os chamados e direcionam as ambulâncias), dormitórios, refeitório, salas de treinamento e reunião. Antes da mudança para an ova sede, o serviço ficava numa sala pequena no 5ºandar do HPS, onde as equipes de regulação e socorristas atuavam em condições precárias.
Equipe – Hoje, além da sede, que fica na av. Ipiranga 3501, o Samu tem 14 bases espalhadas pela cidade. São 360 servidores, entre médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, motoristas, administrativos e outras funções. Treze equipes de socorristas estão permanentemente em serviço, com unidades móveis de atendimento básico. Outras três são de atendimento avançado (UTIs móveis) e uma equipe atua com o veículo rápido, que dá suporte às operações.
As equipes estão em permanente processo de qualificação, com cursos voltados para o aprimoramento da formação profissional e melhoria na qualidade e agilidade do atendimento. Por conta disso, o Samu Porto Alegre conseguiu reduzir em 12% a mortalidade por infarto agudo do miocário a partir de 2012. O Samu também foi um dos primeiros do país a ter equipes especialmente treinadas e equipadas para taender casos suspeitos de contaminação pelo vírus Ebola.
Novas ambulâncias – No segundo semestre de 2014, foram incorporadas sete novas ambulâncias, o que permitiu a renovação da frota. Ambulâncias mais antigas e limitadas foram tiradas de serviço, e outras passaram a compor frota reserva, que podem ser acionadas a qualquer momento em caso de pane ou acidente nas ambulâncias que estiverem em ação. O Samu também coordena o Projeto Coração no Ritmo Certo, que capacita cidadãos a dar atendimento básico em situações de parada cardiorrespiratória.

Para 2015, um dos principais objetivos do Samu Porto Alegre é viabilizar uma base completa no Centro da Capital, ampliando a estrutura para 15 bases. Estão sendo pesquisados locais que possam abrigar a equipe e uma ambulância, com respectivas áreas de apoio e localização estratégica.

/saude

Texto de: Ricardo Azeredo
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

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Saúde

Fundações de saúde implantam câmara técnica em ensino e pesquisa

9 dez , 2014  

Representantes de fundações estatais que gerenciam serviços na área da saúde em diversas regiões do país estiveram reunidos em Curitiba, na semana passada, para a implantação da Câmara Técnica de Educação e Trabalho. Após analisar a estrutura do trabalho de educação permanente e pesquisa nestas instituições, eles discutiram o modelo de governança delas.

Realizado na Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes), o evento teve a promoção da Associação Nacional de Fundações Estatais de Saúde (Anfes). “Esse encontro é importante para definirmos os caminhos que traçaremos e com quais ferramentas atuaremos. Minha expectativa é que saiamos com ações concretas nesta área”, disse o  presidente da Anfes, Carlos Trindade.

O diretor geral da Feaes, Gustavo Justo Schulz, comentou sobre o projeto de transformar a fundação em um centro formador. Schulz abordou a importância de produzir um ambiente que estimule o desenvolvimento da pesquisa e defendeu que as capacitações ultrapassem as paredes das unidades de saúde. “No futuro pretendemos levar cursos de reanimação básica para população, taxistas, pessoas do comércio, que estão mais próximas do doente quando a situação acontece”, exemplificou.

O uso da tecnologia e da plataforma de ensino à distância também foi debatido, além de temas como financiamento e política educacionais. O grupo apoiou a troca de experiências e o trabalho colaborativo, com a elaboração de um projeto multicêntrico de capacitação.

Para Aline Batagliotti Cassimiro, da Fundação Estatal de Saúde do Pantanal, o debate pode trazer contribuições ainda maiores para entidades que não estão nos grandes centros. “Estamos localizados no interior do Mato Grosso do Sul e a universidade mais próxima fica em São Paulo, então temos essa dificuldade em estabelecer parcerias em razão da distância”.

Na sexta-feira (05), último dia do encontro, o grupo se reuniu pela manhã para decidir as ações futuras da Câmara Técnica, entre elas a realização da segunda edição do Seminário das Fundações Estatais, em fevereiro de 2015.

Anfes

Instituída em 2013, a Associação Nacional de Fundações Estatais de Saúde é uma entidade sem fins lucrativos, apartidária e de caráter organizacional e assistencial. Reúne fundações estatais de direito privado do Brasil, com atuação na prestação de serviços de saúde pública, com finalidade geral de promover os seus interesses políticos, econômicos, jurídicos, normativos e institucionais.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/fundacoes-de-saude-implantam-camara-tecnica-em-ensino-e-pesquisa/35036

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Saúde

MUNICÍPIOS RECEBEM NOVAS AMBULÂNCIAS

7 dez , 2013  

Ministério da Saúde entrega 363 novas ambulâncias para 199 municípios

Do UOL, em São Paulo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (5) o repasse de 363 novas ambulâncias do Samu 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para 199 municípios de 18 estados. A divulgação ocorreu durante cerimônia em comemoração aos 10 anos de existência do SAMU 192, realizada em Tatuí (SP).

O Ministério da Saúde investiu R$ 50 milhões na compra dos veículos. Além desse valor, serão repassados recursos adicionais para custeio das unidades, no valor de R$ 35,8 milhões por ano. O ato reforça o empenho do Governo Federal para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção às Urgências. Com isso, busca garantir o atendimento e o transporte de urgência qualificado para a população.

“Demos um passo importante no dia de hoje com as novas ambulâncias que estamos distribuindo. É uma medida que representa nosso compromisso em interiorizar os serviços existentes no SUS. As novas ambulâncias, com tração 4×4, vão para locais de difícil acesso, fazendo com que o socorro possa chegar com mais facilidade e rapidez”, destacou o ministro na solenidade. “O coração do SAMU está em Tatuí, pois aqui é o local onde são fabricados os veículos”, disse Padilha.

Os estados contemplados – e respectivas unidades móveis recebidas – são: Bahia (59); Pernambuco (53); Goiás (45); Minas Gerais (39); Pará (36); Rondônia (21); São Paulo (21); Paraíba (19); Ceará (19); Maranhão (10); Paraná (8); Rio de Janeiro (8); Rio Grande do Sul (7); Amazonas (5); Rio Grande do Norte (5); Santa Catarina (4); Piauí (2); e Tocantins (2). Todos os veículos devem ser entregues aos municípios beneficiados até meados de janeiro.

Atualmente existem 3.041 ambulâncias e 182 Centrais de Regulação em funcionamento e 72% da população contam com a cobertura do serviço. São aproximadamente 140 milhões de brasileiros atendidos em 2.660 municípios. No período, o número de ambulâncias aumentou quase 10 vezes e a cobertura do serviço cresceu 440%.

Há dez anos, eram 309 ambulâncias em funcionamento, atendendo cerca de 25 milhões de habitantes (13% da população). Já os recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para custeio das ambulâncias e das Centrais de Regulação subiram mais de 880%, passando de R$ 90 milhões para mais de R$ 884 milhões por ano.

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Saúde

PUBLICIDADE BEBIDA ALCOOLICA

19 nov , 2013  

VEREADORES DEFENDEM PROIBIÇÃO DA PUBLICIDADE DE BEBIDA ALCOÓLICA

Terça-feira, 19 novembro, 2013
Em audiência, vereadores defenderam a proibição da publicidade de bebida alcoólica. Foto: Mila Milovski

Audiência pública realizada pela Comissão de Saúde e Saneamento nesta terça-feira (19/11) reuniu representantes do Executivo, da BHTrans e do Departamento de Trânsito estadual para discutir estratégias de proteção à criança e ao adolescente diante da pressão social e publicitária para o consumo do álcool e outras drogas. Os convidados destacaram a importância de uma abordagem multidisciplinar para enfrentar o abuso do álcool pelos jovens e apoiaram projeto de lei que tramita na Casa, proibindo a propaganda comercial de bebidas alcoólicas nos veículos de comunicação da capital.

Requerente da audiência e autor do PL 275/13, que trata do tema, o vereador Joel Moreira Filho (PTC) explica que a intenção da proposta “não é proibir a venda, mas proteger as crianças e adolescentes de influências inapropriadas sobre seu comportamento”. O parlamentar destaca que a adolescência é uma fase de amadurecimento e busca por afirmação de identidade, em que a publicidade pode ter impactos maléficos. “A bebida é associada a pessoas famosas, a grandes ídolos do futebol, e os jovens acabam sendo atraídos para o consumo”, exemplificou o vereador.

Segundo o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas, realizado em 2004 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), o consumo de álcool por adolescentes de 12 a 17 anos atinge 54% dos entrevistados e desses, 7% já apresentam dependência. Entre jovens de 18 a 24 anos, 78% já fizeram uso da substância e 19% são dependentes.

Em BH

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Belo Horizonte também apresenta alto índice de consumo e abuso da bebida alcoólica. Nessa perspectiva, o órgão apoiou a iniciativa do PL 275/13, alertando para a urgência em se pensar uma abordagem multidisciplinar para tratar do tema. “O consumo está ligado à propaganda, mas o uso do álcool também tem uma relação direta com o sentimento de ansiedade, com as dores da alma, com a fragilidade dos vínculos familiares, e precisamos estar atentos a esses outros fatores”, destacou a gerente de Assistência da Prefeitura, Maria Luísa Fernandes Tostes. “Podemos fazer os tratamentos de desintoxicação, mas o que oferecemos a esses jovens como perspectiva de futuro? Para onde podem direcionar suas energias?”, questionou.

Para a coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente (PBH), Márcia Rocha Parizzi o combate ao abuso do álcool também deve envolver outras esferas da sociedade, a fim de promover uma mudança cultural. “A gente vive em uma sociedade que forma consumidores, não cidadãos. O cuidado ficou desvalorizado, nossos jovens ficaram desamparados”, alertou a gestora.

Representante do Departamento de Trânsito estadual (Detran-MG), o delegado geral de polícia Ramon Sandoli afirmou que o órgão atua no âmbito punitivo, tanto criminal quanto administrativamente, em relação ao uso do álcool no trânsito. No entanto, o delegado destacou a importância de ações preventivas. “É preciso mudar o comportamento das pessoas. Muitos jovens, por exemplo, vão de carro para o bar para exibir o veículo e atravessam a cidade alcoolizados. Os valores estão invertidos”, afirmou o policial.

Projeto de Lei

De autoria do vereador Joel Moreira Filho (PTC), o PL 275/13 proíbe a publicidade comercial de bebidas alcoólicas em todos os veículos de comunicação, concessionárias e permissionárias do serviço público em Belo Horizonte. Fica vedada, inclusive, a instalação nos logradouros públicos de quaisquer engenhos publicitários que divulguem o uso e o consumo de bebidas alcoólicas. O PL aguarda apreciação de suas emendas pela Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana, para que seja votado em plenário, já em 2º turno.

Participaram da reunião os parlamentares Dr. Nilton (Pros), Bim da Ambulância (PTN), Wellington Bessa Sapão(PSB), Joel Moreira Filho (PTC) e Sérgio Fernando Pinho Tavares (PV).

Superintendência de Comunicação Institucional

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Saúde

PAC 02 – SANEAMENTO

7 set , 2011  

FUNASA DIVULGA PRÉ-SELEÇÃO PARA O PAC 2 – SANEAMENTO – FUNASA
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) torna público, na forma dos anexos I e II da Portaria nº 436, de 25 de agosto de 2011, publicada na seção 1, página 90, do D.O.U. de 29 de agosto de 2011 (retificada pela Portaria nº 481, de 30 de agosto de 2011), o resultado da primeira fase do processo seletivo do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2/Funasa, conforme previsto na Portaria nº 314, de 14 de junho de 2011, publicada na seção 1, página 54, do D.O.U. de 15 de junho de 2011, que regulamenta o Processo Seletivo para repasses de recursos para ações de Saneamento Básico.

Portaria nº 481, de 30 de agosto de 2011 (retificação)

Portaria nº 436, de 25 de agosto de 2011

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Saúde

Gripe Suina

5 maio , 2009  

País tem 51 hospitais prontos para tratar as vítimas da gripe
29/04/2009
Jornal do Brasil
 
 
O Ministério da Saúde divulgou ontem uma lista com os 51 hospitais em todos os estados e no Distrito Federal preparados para atender eventuais casos de gripe suína. Funcionários do Disque Saúde, do Ministério da Saúde, foram treinados para tirar dúvidas da população sobre a doença.

A escolha dos 51 hospitais obedeceu ao critério de referência, ou seja, possuem estrutura suficiente para detectar de forma precoce os sintomas da doença, além de estabelecer tratamento adequado e isolamento, se necessário.

O Ministério da Saúde divulgou, ontem, após reunião do Gabinete Permanente de Emergência, que o Brasil receberá 54 mil doses do medicamento Tamiflu, utilizado no tratamento da doença. Segundo o ministério, o governo brasileiro já possui o equivalente a 90 milhões de doses do remédio estocadas no almoxarifado do órgão.

O ministério classificou a compra como “rotina” e informou que a encomenda já havia sido feita em janeiro deste ano, antes do surto de gripe suína. O Gabinete também informou que a Associação Brasileira dos Agentes de Viagem foi convocada para uma reunião com o objetivo de ajudar nas informações aos turistas. Segundo o ministério, por enquanto não há a intenção de suspender a venda de passagens aéreas que tenham como destino as áreas afetadas pela doença.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientou que seja reforçada a limpeza de aviões provenientes das áreas que já registraram casos confirmados de gripe suína – entre eles México e Estados Unidos – e que tenham como destino os aeroportos do Brasil. A medida, de praxe em voos internacionais, foi tomada na sexta-feira acrescentando a necessidade de que os funcionários responsáveis pelos serviços utilizem equipamentos especiais de proteção individual.

Segundo a Anvisa, foram enviados 20 mil folhetos educativos sobre a doença para o Aeroporto de Guarulhos (SP), 20 mil para o Galeão (RJ), outros 20 mil para Confins (MG) e 20 mil para Salvador. O material, escrito em português, espanhol e inglês, lista os sintomas da doença e orienta os passageiros que chegaram do México, EUA ou Canadá a procurarem o hospital, caso sintam-se mal. Ao todo, serão confeccionados 1 milhão de panfletos.

Também estão sendo veiculados avisos sonoros nos três aeroportos, além de Salvador, Fortaleza e Recife, alertando sobre a doença. As tripulações dos aviões que partem do México, Estados Unidos e Canadá com destino ao Brasil receberam a determinação de orientar os passageiros. (Com agências)

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