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CHAPEUZINHO VERMELHO, O LOBO MAU E O APAGÃO

terça-feira, 17 de novembro de 2009

“Alguém disse: __O último que sair apaga a luz,

- e o estagiário acreditou nisso!”

 

Aconteceu num País muito distante, pra lá da América do Sul, bem abaixo da Venezuela, onde tem um Presidentezinho muito carinhoso chamado “Polvo”, por causa de seus longos braços

 

Aconteceu que uma mocinha chamada Chapeuzinho, andava com um vestido cor-de-rosa, muito curto, chamando a atenção de todo mundo e ainda aprontou o maior alvoroço na Faculdade onde estudava.

 

Como pretendia, ficou conhecida no mundo inteiro, até no New York Time, o maior jornal do mundo. As revistas disputavam sua imagem à tapa! O que não faz umas pernas bonitas!

 

Porém o Ministro Lobo Mau, que não era do ramo, foi nomeado pelo Presidente para tomar conta do Ministério das Minas e Energia, ironicamente, lugar que era ocupado, há algum tempo por outra incompetente.

 

Mas depois do apagão (o dicionário do Word insiste em dizer que não é apagão e sim afegão), todos queriam comer o fígado do Lobo Mau, e perguntavam: __ Nosso País tem uma rede segura?

 

As repostas eram as mais contraditórias e alguns diziam que o País teria muita preocupação com a emissão de gases-estufa. Talvez fosse a plantação de repolho perto da grande floresta.

 

Para acalmar os cidadãos o Presidentezinho anunciou que além da “Bolsa Alimentação,” iria distribuir a “Bolsa Falação”, para todo mundo falar no celular. As empresas já tinham concordado, o dinheiro não era delas mesmo, era do Fistel – Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.

 

Num apagão anterior julgaram a culpa na Mula-sem-cabeça, no Saci Pererê, no Boitatá, num hacker e por aí afora. O despreparo do Lobo Mau provou mais uma vez que aquele País estava um caos.

 

Horas depois do Blecaute, o Presidente atribuiu as causas a problemas atmosféricos;  raios, trovões e chuvas fortes de granizo, poderiam ter provocado a escuridão. A escuridão estava é na cabeça dos dirigentes, eles olhavam mas não viam. E o Mandatário Maior da Nação continuava afirmando que o “sistema energético era eficiente e robusto”.

 

“Serrinha”, Governador de um grande estado disse que a “situação era gravíssima, bastava uma ventania ou raio para paralisar todas as turbinas” de Upiati. Falou que devia ser “falta de investimento e qualidade na manutenção.” O pior é que ele não está podendo falar muito em “qualidade de construção” porque uma ponte enorme, caiu mesmo no meio da rua, de uma grande cidade, logo depois da construção. Estas empreiteiras só trabalham com material de segunda…

 

A Polícia Secreta do País (PSR) “não descarta a possibilidade de que fatores não metereológicos (sabotagem) tenham provocado o episódio.”

 

Para acalmar o povo, o Presidente “Polvo”, aquele monumento de bondade, anunciou que transformará a TV Senado e TV Câmara, em TVs Populares, passando filmes de faroeste italiano, o dia inteiro, para o delírio dos pobres.

 

Como neste País o povo elege, democraticamente, de tempos em tempos, um novo Presidente; “Polvo”, já preparava a sua candidata, secretamente a sua candidata.

 

Ele que não era bobo nem nada, escolheu a Chapeuzinho Vermelho, do vestido-cor-rosa, bem curtinho, para candidata a Presidente. A Oposição ficou horrorizada!

 

Acontece que Lobo Mau, que sempre foi muito mau, não estava nada satisfeito com isso. O “Serrinha” também  quer ser candidato e ainda para complicar o Arécio, lá das montanhas do interior.

 

O Giro, que veio de Tiros, quer ser Vice de qualquer um. Acontece que a maioria das cidades do País, tem muitos empregados na administração e este ano já disseram:
__ Não vai haver pagamento de 13º Salário. A situação está crítica.

 

O Presidente “Polvo” distribuiu bilhões para aquelas cidades, mas os Prefeitos gastaram tudo com propaganda, viagens, “mensalões” ou embolsaram o resto pura e simplesmente.

 

O Presidente, os Ministros e o resto dos capachos e cupinxas, nunca gostaram da imprensa. Dizem que ela é fofoqueira, “só diz o que não deve”. Esses dias publicaram uma lista dos cornos de uma cidade do interior, que deu pano para manga. Muita separação, briga de casais, duelos de garruchas, espadas  etc e tal.

 

A imprensa descobriu ainda que o Presidente fez uma compra de mais de 1.000 ternos de uma só vez, muitos sapatos em couro legítimo, meias de todas as cores. Uniformes, guarda-pós, agasalhos esportivos, um montão de roupas.

 

O que mais chamou a atenção na imprensa foi que o Supremo Tribunal daquele País comprou dez lamparinas com seus respectivos pavios. Estavam prevenindo contra um novo apagão.

 

Mas como estávamos dizendo, Osvandir saiu com a namorada, foi passear à noite, bem próximo das usinas de Upiati, aquele lago lindo, sob o luar um turbilhão de águas.

 

Tudo tão calmo, nenhuma nuvem no céu, apenas estrelas bem brilhantes. De repente um raio surgiu do nada e uma estranha nave espacial cruzou o horizonte. Pairou sobre as redes de transmissão e por ali permaneceu fazendo acrobacias. Tudo escureceu.

 

Osvandir pode calcular, pelo tamanho dos prédios de Usina de Upiati que ela mediria uns cem metros de ponta a ponta. Parecia com uma bola de futebol americano, com uma cor azul brilhante e  um entorno de branco muito forte.

 

Manoel Amaral

http://osvandir.blogspot.com

http://osvandir.blogs.sapo.pt

CENSO DO LEGISLATIVO

sexta-feira, 13 de março de 2009
Interlegis prepara-se para realizar Censo do Legislador e do Legislativo
[Foto: Telma Venturelli ]

A Comunidade Virtual do Poder Legislativo - Interlegis realizará no segundo semestre deste ano, como parte do Programa Interlegis 2, o Censo do Legislador. O objetivo é, por meio de amostragem aleatória, identificar a origem social, econômica e de liderança dos vereadores, sua formação formal e política, bem como historiar sua trajetória política e partidária e mapear seu desempenho legislativo.

- Nós queremos conhecer quem é o político, o vereador eleito. De onde ele vem, quais são suas propostas, aonde ele pretende chegar - afirmou a coordenadora da pesquisa, Telma América Venturelli, funcionária da Subsecretaria de Planejamento e Fomento.

Paralelamente a esse censo, que será feito pela primeira vez, terá início o 2º Censo do Legislativo Brasileiro, que aproveitará, na primeira etapa, a ser realizada em 2009, o mesmo universo da amostra do Censo do Legislador - 2.200 câmaras municipais, que terão sua estrutura física, administrativa e funcional mapeada.

Telma Venturelli explicou que as pesquisas trabalharão com duas variáveis: número de municípios e número de vereadores. Com base em dados como perfil do vereador, a linguagem utilizada por ele, a realidade e as carências da Câmara Municipal, o Interlegis apresentará uma proposta de modernização do legislativo municipal, por meio de uma “política de negociação e de adesão voluntária” da casa legislativa, destacou a pesquisadora.

Desdobramento

A segunda etapa do programa será realizada em 2010 ou 2011. A escolha da data dependerá, entre outros fatores, da consistência dos dados coletados na primeira fase. Se consistentes, as pesquisas de campo do 2º Censo Legislativo serão estendidas às restantes 3.362 câmaras municipais somente em 2011, ano em que o Censo do Legislador abrangerá o Congresso Nacional e as assembléias legislativas, com a inclusão de dados sobre deputados estaduais e federais e senadores.

Um ano depois de coletados, os dados estarão disponíveis a todos os interessados, entre os quais se encontram os próprios legisladores, gestores, juristas, órgãos de planejamento municipais e estaduais e também o setor não-governamental e privado e a sociedade civil organizada. Telma Venturelli enfatizou que esse é um projeto de longo prazo e tem a duração prevista de 20 anos.

Neste segundo censo, a coordenadora da pesquisa conta com uma equipe de 30 recenseadores e a colaboração mais intensa das câmaras municipais. Porém, a idéia é que os próprios legisladores absorvam as propostas como suas e assumam a gerência do conhecimento, formando uma cadeia de multiplicadores “e, por que não dizer, de solidariedade”, sugeriu a coordenadora da pesquisa.

- Temos detectado que, por falta de competência técnica e de discussão dentro dos próprios municípios sobre quais seriam as suas vocações, esses municípios copiaram as leis orgânicas de municípios maiores ou mais bem estruturados. Isso gera distorções como o desenho do aparelho de Estado, muito maior do que o município pode comportar ou sustentar - exemplificou.

A proposta do Interlegis, a partir do 2º Censo, é identificar essas distorções e, a partir dos dados obtidos e sistematizados, propor políticas públicas nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e segurança pública, entre outras, sempre em comum acordo com as câmaras municipais.

Demandas

O 1º Censo mostrou, segundo Telma Venturelli, a existência de grandes deficiências nas áreas administrativa e de elaboração e controle orçamentário.

- A representação política é muito afetada pela dificuldade de comunicação do legislador com a sociedade em geral e na própria apresentação de projetos - acentuou a pesquisadora.

Para obter melhores resultados no 2º Censo, em 2009 os recenseadores já chegarão às câmaras municipais com informações dos repasses de recursos feitos pelas prefeituras às Câmaras. Esses números foram obtidos a partir de consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), subordinado ao Ministério da Fazenda.

Outro dado de que os pesquisadores já dispõem é que, em sua maioria, as câmaras municipais contam com apenas dois funcionários - comissionados, terceirizados ou cedidos pelas prefeituras.

- Essa é uma grande dificuldade. Fazemos o treinamento e a capacitação, porém o turn-over [rotatividade de servidores] é muito grande. Temos valor agregado, mas não temos a permanência - explicou Telma Venturelli.

A solução para essa situação estaria, segundo ela, na realização de concursos para provimento dos cargos. Algumas câmaras municipais, informou ainda, já estão agindo nesse sentido.

Cristina Vidigal / Agência Senado
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