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Prefeito cassado

PREFEITO CASSADO

Posted by gui on agosto 20, 2011
Política Geral / No Comments

20/08/2011 – 05h16
Vereadores de Campinas cassam mandato de prefeito da cidade
de São Paulo

O prefeito de Campinas (93 km de SP), Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT), foi cassado na madrugada deste sábado (20) pelos vereadores da cidade sob acusação de ter cometido infrações político-administrativas ao não impedir um suposto esquema de corrupção e irregularidades na aprovação de loteamentos e na instalação de antenas de telefonia celular.

Somente um vereador, Sérgio Benassi (PCdoB), votou pela manutenção do prefeito no cargo nas três acusações. O PT e PDT, base de dr. Hélio, representaram 11 votos pelo impeachment. Antes de denúncias do Ministério Público sobre fraudes em licitações da Sanasa (empresa mista de saneamento da cidade), dr. Hélio tinha 23 vereadores aliados.

Para a cassação, eram necessários 22 dos 33 votos da Câmara Municipal para qualquer uma das acusações que recaem sobre ele. O pedido de impeachment foi feito pelo vereador Artur Orsi (PSDB).

O julgamento do impeachment de dr. Hélio começou na quinta-feira, com a leitura das 1.649 páginas do processo. Mesmo com 26 vereadores utilizando o tempo de até 15 minutos para fala sobre as denúncias, em manifestações que duraram até por volta de 5h deste sábado, a Câmara permaneceu cheia a maior parte do tempo.

Ao término das falas, os vereadores ainda aguardaram aproximadamente por 15 minutos pela apresentação de defesa do prefeito, o que não ocorreu, pois nem ele nem qualquer procurador compareceram ao local. Às 5h25 os vereadores iniciaram a votação que culminou na cassação do pedetista.

Dr. Hélio nega qualquer envolvimento em irregularidades. Ele alega que, assim que soube de todos os casos suspeitos, tomou as medidas cabíveis, com exonerações e pedido de sindicâncias.

A votação na Câmara foi acompanhada por manifestantes pró-impeachment do Movimento Fora Hélio acampados em barracas de camping. O grupo é formado por membros de partidos como o PSOL e de sindicatos. Também houve a presença de um carro de som com a faixa “Dr. Hélio, Fica!”.

Foi o Ministério Público do Estado de São Paulo que denunciou fraudes em licitações da Sanasa. O prefeito não está entre os envolvidos, mas a acusação é de que sua mulher e ex-chefe de Gabinete, Rosely Nassim Santos, chefiava a cobrança de propinas para direcionamento das licitações e liberação de alvarás. Ela nega.

Em depoimento à comissão processante na Câmara que analisou o pedido de cassação, dr. Hélio defendeu a inocência da mulher.

O vereador Rafa Zimbaldi (PP), presidente da comissão, disse que, ao alegar que tinha desconhecimento de todos os fatos, o prefeito foi politicamente irresponsável, “ficando clara a negligência cometida”.

O prefeito agora cassado pode questionar na Justiça a decisão dos vereadores.

A cassação de dr. Hélio leva ao cargo um dos suspeitos de envolvimento no suposto esquema de corrupção que gerou o processo contra o pedetista. O vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) assume o cargo assim que a cassação de dr. Hélio for publicada no “Diário Oficial” e comunicada à Justiça Eleitoral.

O vice foi denunciado sob acusação de receber R$ 20 mil de empresários com contratos com a Sanasa. Ele nega envolvimento no esquema.

Por conta disso, Vilagra também é alvo de um pedido de cassação, protocolado na Câmara pelo PSOL. O pedido precisa ser aprovado por dois terços da Câmara. Se a comissão assim decidir, o impeachment do vice-prefeito também vai a votação.

Se Vilagra for eventualmente cassado, o presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), assume por 90 dias. Como já se passou metade do mandato, ele deve convocar eleições indiretas na qual os vereadores escolherão novo prefeito.

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VEREEADOR CASSADO E RECURSOS

Posted by gui on novembro 06, 2009
Notícias TSE / No Comments

O TRE não recebeu até ontem os recursos de outros dez vereadores: Domingos Dissei (DEM), Carlos Apolinário (DEM), Gilson Barreto (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Adolfo Quintas (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM), Carlos Alberto Bezerra Junior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Marta Costa (DEM) e Ricardo Teixeira (PSDB).

A decisão judicial que cassou o mandato de 13 vereadores teve como base denúncia do Ministério Público Eleitoral.

O promotor eleitoral Maurício Antônio Ribeiro Lopes, que entrou com a representação contra os vereadores, reafirmou na quarta-feira que aguarda o julgamento de outros 17 vereadores e sete suplentes.

Para ele, o efeito suspensivo sobre parte das decisões já era esperada pelo Ministério Público e não significa recuo da Justiça. “Isso não terá nenhum impacto no trabalho que estamos realizando e já era sabido – eu mesmo avisei que iria acontecer”, disse o promotor.

Desabafo

Um dos 13 vereadores cassados, Carlos Apolinário subiu à tribuna da Câmara Municipal na tarde de quinta e fez, como ele próprio disse, um ‘desabafo’. No discurso de pelo menos 15 minutos ele afirmou inocência e reivindicou ao promotor e ao juiz que cuidam do caso que não destruam sua biografia. Para ele, os vereadores são alvos mais visados entre os políticos porque não têm imunidade.

“Não joguem lama no vereador Carlos Apolinário. Sempre agi com honestidade. Tenho mulher, filhos e netos. Não abro mão da minha honra. Não consinto que joguem na lama o meu mandato”, disse Apolinário.

O discurso de Apolinário foi acompanhado atentamente por 40 vereadores, mas ao final poucos se aventuraram a mostrar solidariedade. Só três bateram palmas para o discurso. O clima está aparentemente tenso na Câmara.

 Após o discurso de Apolinário, o vereador Claudio Fonseca e o presidente Antônio Carlos Rodrigues podiam ser vistos discutindo em voz alta, fora dos microfones, e próximos à mesa. Na tarde de quarta, os vereadores aprovaram o projeto enviado pelo prefeito Gilberto Kassab que trata da isenção de taxas de fiscalização de estabelecimento (TFE) e taxa de fiscalização de anúncios (TFA) para micro-empreendedores individuais. O projeto seguirá para sanção do prefeito.

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