Brasil,Brasil.gov.br,Cultura

Artigo: memória cultural do país

20 jul , 2017  

Leia artigo da presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Helena Severo, veiculado pelo jornal O Globo no dia 24 de fevereiro de 2017.
Costuma-se dizer que são os valores culturais que fundamentam nossas identidades nacionais. Um povo identifica-se enquanto povo a partir do compartilhamento de um conjunto de traços espirituais e materiais que abrangem artes e letras, modos de vida, sistemas de valores, tradições e crenças. Historicamente, as bibliotecas nacionais foram constituídas como instituições depositarias das tradições, da memória e da produção intelectual de um pais.
Tomando emprestado o conceito do historiador Pierre Nora de “lugar de memória”, nossa BN assume um protagonismo ímpar no âmbito da história e da cultura brasileira. Reunindo um vasto patrimônio bibliográfico e documental, é considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, sendo a maior da América Latina. Sua formação remonta aos primórdios da emancipação do Brasil da condição de colônia de Portugal. Fundada por Dom João VI em 1810, quando da transferência da corte para o Rio de Janeiro, seu acervo teve origem na valiosa Real Biblioteca da Ajuda de Lisboa. Entre livros, manuscritos, incunábulos, gravuras, desenhos e mapas foram trazidos para o Brasil mais de 60 mil itens. Posteriormente, a coleção foi comprada por Dom Pedro I por 800 mil réis, conforme o tratado de Amizade e Aliança entre Brasil e Portugal firmado em 1825.
Ao longo dos anos, este acervo não parou de crescer seja pela aquisição de coleções, assinatura de periódicos ou pela aplicação da Lei do Depósito Legal, que determina a remessa à BN de um exemplar de todas as publicações produzidas em território nacional, por qualquer meio ou processo. O correto cumprimento desta lei atende à missão institucional da BN de preservar e difundir conhecimento e cultura permitindo, também, um efetivo controle bibliográfico da produção editorial brasileira.
A necessidade de conservar, ampliar e democratizar o acesso aos acervos é, sem dúvida, o grande desafio enfrentado pelos gestores de bibliotecas nacionais. No topo deste triangulo inscreve-se o desafio de ampliar o acesso a um número cada vez maior de pessoas, ao patrimônio documental e bibliográfico do pais. O programa Biblioteca Digital é a face mais visível desta missão. Lançada em 2006 com mais de três mil documentos digitais, a BNDigital oferece hoje livre acesso a mais de um milhão e meio de documentos, entre livros, fotografias, mapas, manuscritos, periódicos e outros. A rede contabiliza mais de 500 mil pesquisas por mês, o equivalente a três milhões de páginas acessadas.
Além de ampliar o universo de programas gerenciados pela BN Digital (Brasilianas Fotográfica e Iconografica, Hemeroteca Digital entre outros ), acreditamos ser cada dia mais relevante o estabelecimento de novas parcerias nacionais e internacionais capazes de estimular o “compartilhamento de recursos”. Hoje, mais do que nunca, a BN não pode confinar-se nela mesma. Precisa e deve ampliar diálogos com instituições nacionais e internacionais que permitam o compartilhamento recíproco de registros bibliográficos.
É na multiplicidade de suas ações que a Biblioteca Nacional reafirma o seu caráter único de instituição encarregada de reunir para gerações futuras a memória cultural do país. Essa, aliás, é a missão que a distingue das demais bibliotecas e que a faz figurar no elenco dos grandes patrimônios culturais do Brasil. Projetando um futuro próximo, acreditamos que, graças a opções políticas claras, a instituição poderá ocupar papel central no cumprimento da missão constitucional de “assegurar a todos os cidadãos, independentemente de sua condição social ou de seu meio geográfico, o pleno exercício ao direito à informação.”
Helena Severo
Presidente da Fundação Biblioteca Nacional

Cultura

Artigo: Pixinguinha e Mambembão de volta à estrada

20 jul , 2017  

Leia abaixo artigo do ministro da Cultura, Roberto Freire, veiculado na edição desta quinta-feira do jornal Diário do Poder.
Iniciativas emblemáticas no cenário cultural brasileiro entre os anos 1970 e 1980, os projetos Pixinguinha e Mambembão, ícones na música e nas artes cênicas, serão relançados ainda neste primeiro semestre. O Ministério da Cultura e a Fundação Nacional de Artes (Funarte) já trabalham com afinco para definir os últimos ajustes e o novo formato dessas duas experiências bem sucedidas que certamente oferecerão grandes oportunidades para jovens talentos nos quatro cantos do país.
Criado em 1977, ano de fundação da Funarte, o projeto Pixinguinha teve inspiração nos espetáculos da série “Seis e Meia”, que vinham lotando o Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, com apresentações realizadas sempre às 18h30 e ingressos a preços populares. Grandes artistas que se consagrariam como expoentes da música brasileira se apresentaram em diversas cidades do país naquele período, desde Cartola, Edu Lobo, João Bosco, Nara Leão, Jackson do Pandeiro, Paulinho da Viola e Alceu Valença, até os então iniciantes Djavan, Marina Lima e Zizi Possi.
O Mambembão, por sua vez, também nasceu na década de 1970 e fez um estrondoso sucesso em todo o Brasil até meados dos anos 1980, levando montagens que se destacavam em suas regiões de origem para serem apresentadas no Sudeste, especialmente no eixo Rio-São Paulo. Uma de nossas maiores preocupações para este novo momento é justamente descentralizar as caravanas e incentivar as apresentações não apenas nas capitais e grandes cidades, mas, sobretudo, nos municípios do interior do Brasil.
A ideia é que o projeto Pixinguinha, que promoverá encontros entre grandes nomes e revelações da música brasileira, organize caravanas que passem por ao menos 60 cidades do país. O novo Mambembão deve apresentar, ao todo, 70 espetáculos que farão mais de mil apresentações divididas entre as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A Funarte selecionará as melhores para que peguem a estrada e percorram todo o Brasil.
O relançamento dos dois projetos é um passo fundamental no trabalho de descentralização que vem sendo promovido pelo Ministério da Cultura sob a atual gestão. Trata-se, ainda, de uma excelente oportunidade para que novos talentos sejam revelados ao grande público, além de um saudável e necessário processo de integração maior dos jovens por meio da música, da dança, do circo e das artes cênicas.
Ao fim e ao cabo, as caravanas do Pixinguinha e do Mambembão levarão cultura de primeira qualidade aos rincões do Brasil e, em uma via de mão dupla, farão com que talentosos artistas que se destacam em suas cidades passem a ser também reconhecidos nacionalmente, ganhando uma projeção que serve de impulso para o desenvolvimento de suas carreiras.
A retomada dessas iniciativas conta com o apoio integral e o entusiasmo do presidente Michel Temer, a quem eu fiz questão de apresentar ambos os projetos. A partir de agora, os dirigentes da Funarte, liderados por Stepan Nercessian, terão a responsabilidade de fazer com que a instituição recupere o protagonismo junto às expressões artísticas e culturais do país após um longo período em que foi relegada a segundo plano.
A cultura nacional se torna ainda mais rica e preciosa quando capaz de valorizar a própria história e o passado que fundou seus alicerces. Nossa missão é expandi-la para que o maior número possível de brasileiros tenha acesso às artes, à música, à dança, ao teatro, ao circo. Tudo isso transforma vidas, forma cidadãos, desperta vocações e fomenta novas gerações de artistas. Bem-vindos de volta à estrada, Pixinguinha e Mambembão!
Roberto Freire
Ministro da Cultura

Cultura

Artigo: novos caminhos para a cultura brasileira

20 jul , 2017  

O anúncio da Instrução Normativa que estabelece novas diretrizes para a aplicação da Lei Rouanet é um passo determinante que simboliza este novo momento e reitera o compromisso do atual governo com a cultura brasileira. As principais mudanças buscam garantir, efetivamente, que sejam cumpridos os fundamentos determinados pela Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, entre os quais o fomento à cultura de forma ampla e descentralizada, além da democratização do acesso aos recursos obtidos por meio do incentivo fiscal e aos produtos culturais oriundos dos projetos aprovados pela lei.
Lamentavelmente, o processo político brasileiro passou por uma profunda crise que também se estendeu à economia, mas não apenas a ela – atingiu, sobretudo, os valores éticos e morais de tal forma escandalosa que até mesmo parte do setor cultural caiu em descrédito. A lei de incentivo à cultura não fugiu à regra e sofreu um forte abalo junto à opinião pública, com riscos de sofrer sua própria desmoralização. Houve um processo de demonização que atingiu duramente uma das grandes conquistas da cultura nacional, instrumento fundamental para o País e que pode e deve ser utilizado pelos brasileiros.
Grande parte das críticas à Lei Rouanet, muitas delas pertinentes, se concentrava justamente na falta de transparência e na ausência de mecanismos de fiscalização e controle em relação à movimentação financeira dos recursos via incentivo fiscal. Atualmente, o Ministério da Cultura acumula um passivo de mais de 18 mil projetos deixados pela desídia do governo anterior e cujas prestações de contas ainda estão pendentes de análise.
A partir de agora, essa prestação será feita em tempo real por meio de um novo modelo de transação eletrônica. Cada projeto cultural beneficiado pela Lei Rouanet terá uma conta vinculada no Banco do Brasil que permitirá a comprovação dos gastos. Estes, por sua vez, serão lançados diretamente no Portal da Transparência do governo federal, de modo que qualquer cidadão poderá acompanhar em tempo real de que forma o dinheiro será utilizado.
Desde o início da apresentação de propostas culturais, haverá uma interligação com o sistema da Receita Federal por meio das chamadas trilhas de verificação de riscos, o que tornará possível a identificação imediata dos proponentes que apresentem pendências com a União. As trilhas também identificarão a relação entre proponentes e fornecedores, alertando sobre eventuais conflitos de interesse na condução dos projetos.
Outra preocupação que tivemos ao elaborar a Instrução Normativa foi a de incentivar a descentralização regional e proporcionar maior equilíbrio na distribuição do acesso à cultura em todas as regiões do Brasil. Hoje, quase 80% dos recursos captados pelos projetos culturais estão concentrados nos estados da Região Sudeste. Para que essa distorção seja corrigida, estabelecemos que projetos integralmente realizados no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste terão um teto maior, de R$ 15 milhões por projeto. Nessas regiões, os custos de divulgação também podem ultrapassar os 20% do valor do projeto, chegando a 30%. E quem quiser apresentar mais do que o limite por perfil do proponente terá um aumento de 50% no número de projetos e no valor total deles.
Ainda com o objetivo de democratizar o acesso ao incentivo fiscal e à produção cultural e em meio a uma realidade de escassez de recursos públicos, a Instrução Normativa estabelece limites anuais de captação de recursos por proponente e por projeto cultural, de forma a coibir a aprovação de projetos com valores excessivamente elevados. Por isso, estipulamos tetos para a captação de recursos via Lei Rouanet, escalonados de acordo com o perfil do proponente (microempresário individual, pessoa física, empresas individuais de responsabilidade limitada, sociedades limitadas e demais pessoas jurídicas), que podem chegar a, no máximo, R$ 10 milhões por projeto e R$ 40 milhões por proponente ao ano.
É evidente que as novas regras publicadas na última quarta-feira (22) no Diário Oficial da União são um primeiro passo de um longo caminho. O MinC está aberto ao debate permanente com os produtores culturais e disposto a corrigir a rota caso isso se faça necessário. Como se trata de uma Instrução Normativa, não há a rigidez de uma legislação – ou seja, se ela não funcionar em determinado aspecto, não há nenhum problema em reconhecermos os pontos a melhorar e fazermos as adaptações necessárias.
A Lei Rouanet não merece ser demonizada e, se acompanhada com atenção e responsabilidade, tem todas as condições de contribuir para o desenvolvimento da cultura brasileira e do país. Estamos no rumo certo e vamos seguir em frente.
Roberto Freire
Ministro da Cultura

Cultura

Artigo do ministro: o governo das reformas

20 jul , 2017  

 

“Uma série de mudanças necessárias para fazer o país voltar aos trilhos vem sendo levada a cabo de forma corajosa pelo atual governo, que conta com um apoio parlamentar poucas vezes visto” (Foto: Acácio Pinheiro)
Leia abaixo artigo do ministro da Cultura, Roberto Freire, veiculado no Blog do Noblat e em jornais do interior do estado de São Paulo.
Há exatamente um ano, no dia 12 de maio de 2016, se iniciava o governo de transição do presidente Michel Temer, ainda na condição de interinidade após a instauração do processo de impeachment de Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. Nesse período, em meio a enormes dificuldades decorrentes de um perverso legado de desmantelo e irresponsabilidade deixado pelas gestões lulopetistas nos últimos 13 anos, o Brasil já logrou êxito em diversas áreas e vem caminhando a passos largos para superar a crise e retomar o caminho do desenvolvimento.
Uma série de mudanças necessárias para fazer o país voltar aos trilhos vem sendo levada a cabo de forma corajosa pelo atual governo, que conta com um apoio parlamentar poucas vezes visto. Trata-se de uma gestão que já pode ser apontada como uma das mais reformistas da história republicana brasileira, sendo comparável ao período de Itamar Franco (1992-1994), a quem servi honrosamente como líder na Câmara.
A aprovação do texto-base da reforma trabalhista é um exemplo importante do compromisso do governo com a modernização das relações de trabalho e o avanço do país. O projeto, que ainda será analisado pelo Senado, dá força de lei aos acordos coletivos entre empresas e trabalhadores e busca posicionar o Brasil na vanguarda, superando o engessamento e o anacronismo de uma legislação que não é mais capaz de se conectar com a realidade do mundo de hoje e do futuro.
A proposta da reforma da Previdência, já aprovada em uma comissão especial da Câmara antes de seguir para análise do plenário da Casa, também faz parte desse pacote de medidas fundamentais para tirar o Brasil do atoleiro. O texto é resultado de um amplo debate com as bancadas de todos os partidos e representa a possibilidade de o país economizar nada menos que R$ 600 bilhões nos próximos dez anos – aliviando o déficit previdenciário que hoje ameaça a aposentadoria de milhões de brasileiros e a própria sustentabilidade do sistema.
Além das reformas mais importantes, o governo do presidente Temer acertou ao decidir pela liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Até a última atualização da Caixa, mais de R$ 16,6 bilhões foram sacados. As estimativas dão conta de que mais de 30 milhões de trabalhadores que pediram demissão ou foram demitidos até 31 de dezembro de 2015 sejam beneficiados em todo o país. Os recursos totalizam R$ 43,6 bilhões referentes a cerca de 50 milhões de contas inativas.
Ao contrário do que diziam os lulopetistas, o atual governo também se preocupou com o fortalecimento dos programas sociais. Uma das primeiras medidas foi o reajuste de 12,5% do Bolsa Família, valor acima da inflação registrada nos 12 meses anteriores. Além disso, mais de 10 mil unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, cujas obras estavam paralisadas, foram retomadas.
Na área educacional, foram renovados mais de 1,1 milhão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e houve o repasse de R$ 5 bilhões para instituições federais dos ensinos básico, técnico e superior. O governo ainda aprovou a medida provisória que reformula o Ensino Médio, um passo determinante para reformarmos um modelo que já não funciona e conduzirmos o país a um novo patamar de desenvolvimento.
Em apenas um ano, foram aprovadas outras medidas fundamentais como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, a MP do setor elétrico, o projeto que desobriga a Petrobras de participar de todos os consórcios de exploração do pré-sal, a Lei de Governança das Estatais, entre tantas outras que ajudam a recuperar a confiança perdida junto à sociedade e aos agentes econômicos.
Após o desastre econômico gerado por Lula e Dilma, o Brasil já vislumbra um horizonte menos tempestuoso. O último boletim Focus, do Banco Central, indica uma perspectiva de inflação menor e crescimento maior do PIB brasileiro em 2017. A estimativa é de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), antes em 4,03%, agora em 4,01% – a 9ª redução consecutiva do indicador, que está dentro da meta estipulada pelo governo (4,5%). Já em relação ao desempenho do PIB, a projeção oscilou positivamente de 0,46% para 0,47%. Para 2018, a expectativa é de alta de 2,5%.
É evidente que não se resolverão todos os graves problemas do país da noite para o dia, mas o importante é que o Brasil está de volta aos trilhos e no rumo certo. Ainda vivemos um momento delicado, com cerca de 14 milhões de desempregados. Historicamente, o emprego é o último indicador a se recuperar em meio às grandes crises econômicas, mas certamente isso também vai acontecer, sobretudo a partir da aprovação das reformas.
Há um ano, quando Temer assumiu a Presidência da República, poucos imaginavam que o Brasil seria capaz de se reerguer e sair do fundo do poço em tão pouco tempo. O caminho que temos pela frente ainda é longo e árduo, mas os primeiros passos foram dados e servem como alento para que a população não perca a esperança no país. Atravessaremos essa transição com um governo corajoso e reformista, que nos levará ao porto seguro de 2018.
Roberto Freire
Ministro da Cultura

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Brasil,Economia,ECONOMIA E EMPREGO

IPCA desacelera em junho e marca primeira deflação em 11 anos

7 jul , 2017  

Em meio à estabilização da economia, o País registrou queda nos preços (deflação) pela primeira vez em 11 anos. Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, apresentou retração de 0,15%. Esse também é o melhor resultado para o mês desde a criação do Plano Real, em 1994.

Diante desse desempenho, a inflação acumulada nos últimos 12 meses voltou a cair, de 3,60% para 3,00%. No primeiro semestre, o IPCA ficou em 1,18%, bem abaixo dos 4,42% registrados no mesmo período do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o órgão, todos os grupos de produtos e serviços que mais pesam nas despesas domésticas registraram queda. São eles: habitação (-0,77%), transporte (-0,52%) e alimentação (-0,50%).

No caso da habitação, a queda nos preços de energia elétrica foi o maior responsável pelo desempenho do grupo. No mês, as tarifas de eletricidade apresentaram retração de 0,20 ponto percentual. Já no grupo de transportes, a principal influência foi a queda de 1,94% nas passagens de ônibus interestadual.

No grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 26% da despesa das famílias, a queda foi puxada pelos alimentos de consumo em casa, que ficaram 0,93% mais baratos em junho.

Redução de metas

O resultado ocorre poucos dias após o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduzir a meta de inflação para os próximos anos. Atualmente em 4,5%, a meta inflacionária passa a ser de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020, ambas com 1,5 ponto percentual de tolerância.

Neste ano, a expectativa dos especialistas é que o IPCA encerre o ano em 3,46%, ante a estimativa anterior de 3,48%.

Fonte: Portal Brasil, com informações do IBGE 

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http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2017/07/ipca-desacelera-em-junho-e-marca-primeira-deflacao-em-11-anos

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Agricultura,Brasil,Utilidade Pública

Brasileiros identificam gene que possibilita a ausência de sementes na uva

7 jul , 2017  

Os mecanismos genéticos e celulares que levam à formação ou ausência da semente na uva (apirenia) acabam de ser desvendados pela equipe do Laboratório de Genética Molecular Vegetal da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS), em conjunto com cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A descoberta tem potencial de acelerar e subsidiar pesquisas para desenvolver uvas sem sementes, por meio do uso de técnicas de biotecnologia.

Apesar da ampla apreciação das uvas de mesa sem sementes, que vem crescendo ano a ano, pouco se sabia sobre os mecanismos celulares e genéticos responsáveis pelo desenvolvimento delas. Os brasileiros identificaram o papel do gene VviAGL11 no desenvolvimento de sementes nas uvas. A descoberta foi registrada em artigo publicado no Journal of Experimental Botany,  editado pela Universidade de Oxford, Inglaterra.

O grupo liderado pelo pesquisador da Embrapa Luís Fernando Revers apresentou de forma inequívoca os resultados das pesquisas que desvendaram grande parte da biologia por trás da ausência de sementes de uvas de mesa, mostrando o papel principal do gene VviAGL11. “O artigo é bastante completo e descreve o gene, sua estrutura genética, a regulação de sua expressão e os efeitos de sua função na formação das sementes de videira”, diz Revers, que coordena o Laboratório de Genética Molecular Vegetal, na qual foram desenvolvidas partes importantes da pesquisa.

“Desde que cheguei à Embrapa Uva e Vinho, em 2001, uma das missões às quais fui incumbido foi ajudar a desvendar como funciona a ausência de sementes. Fico feliz em escrever essa parte importante da história”, comemora Revers. O resultado apresentado no artigo engloba o conhecimento agregado ao longo desses 16 anos, com a participação de analistas, bolsistas de iniciação científica, mestrandos e doutorandos trabalhando em equipe.

Segundo Jaiana Malabarba, uma das autoras do estudo, cuja tese de doutorado foi a base do artigo, o objetivo era compreender o papel do gene VviAGL11 durante a formação da semente.  Para isso, o gene foi estudado nas cultivares Chardonnay (com semente) e Sultanina (sem semente), utilizando sequenciamento alelo-específico, hibridização in situ, análise de expressão por RT-qPCR e complementação de fenótipo na planta modelo Arabidopsis thaliana.

Floração

“Com isso, identificamos que os níveis de transcritos de VviAGL11 aumentaram significativamente na segunda e na quarta semanas após a floração em sementes de ‘Chardonnay’, especificamente na camada dupla do integumento médio da semente, sendo essa camada responsável por formar a casca das sementes, o que sugeriu a relação desse gene com a formação das sementes”, informa Jaiana.

Na cultivar ‘Sultanina’, acrescenta Jaiana, o gene não é expresso durante o desenvolvimento do fruto e da semente, o que resultaria na ausência de semente, hipótese que foi comprovada. “Fica claro que quando o gene está funcionando corretamente essa camada se desenvolve e tem papel decisivo na formação de uma semente normal. Caso contrário, a semente não consegue crescer e fica apenas como um traço, encontrado nas uvas apirênicas”, detalha Jaiana.

Após a publicação do artigo no Journal of Experimental Botany, a equipe tem recebido contatos de laboratórios de diferentes países, principalmente da China. “Tinha a expectativa de que a repercussão do artigo fosse boa, mas estou surpreendido como grupos de pesquisa de outros países também estavam em busca dessas respostas e agora nossos achados estão auxiliando outros cientistas”, comenta Revers.

Segundo ele, o trabalho representa um avanço para auxiliar os programas de melhoramento genético no planejamento de cruzamentos e na seleção de uvas apirênicas. “A aplicação do conhecimento a longo prazo tem potencial de ajudar o desenvolvimento de novas cultivares, facilitando o trabalho e reduzindo o tempo. “A expectativa é de transformar esse conhecimento em uma ferramenta de modo a que, antes mesmo de produzir a fruta, com testes de DNA, pode-se saber se a uva irá ter sementes ou não”, disse o pesquisador.

A equipe continua trabalhando e o próximo desafio é avaliar a utilização desse gene em videiras adultas. “Com isso, a intenção é modificar o tamanho das sementes, tornando-as menores, por exemplo, por meio do silenciamento do gene VviAGL11”, antecipa.

O chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, relembra que faz quase 20 anos que a unidade passou a desenvolver novas variedades de uva sem semente, empregando técnicas de resgate de embriões e do melhoramento clássico de plantas. “Agora, com os estudos que identificam os genes responsáveis pelo caráter sem semente, avançamos na base científica que regula essa importante tecnologia, abrindo as portas para aperfeiçoarmos o melhoramento genético da videira, reduzindo seus custos e acelerando o desenvolvimento de novas variedades”, avalia.

Desafios

De acordo com Revers, na última década, o gene vinha sendo apontado como o possível responsável pelo desenvolvimento das sementes, mas ninguém conseguiu reunir provas para fazer a afirmação. O pesquisador relata que a maior parte das características agronômicas de interesse, como a presença ou ausência de sementes ou a resistência a doenças, tem a influência de um número muito grande de gens, às vezes dezenas, o que torna o assunto tão complexo, podendo ser comparado ao provérbio de “procurar uma agulha num palheiro. “O maior mérito da nossa equipe foi estabelecer e propor estratégias de investigação para reunir evidências. Também contamos com uma feliz coincidência da natureza: a presença de um marcador microssatélite posicionado em cima do gene, o que ajudou na sua descoberta.”

A equipe da Embrapa Uva e Vinho contou com a parceria de importantes instituições de pesquisa. Entre elas, a UFRGS e a Unicamp, fundamentais na condução de estudos anatômicos e morfológicos para documentar as variações que acontecem com a presença ou ausência do gene VvAGL11.

O professor Marcelo Carnier Dornelas, coordenador-geral de Pós-Graduação do Instituto de Biologia da Unicamp, ajudou a demonstrar e registrar como o gene se expressava durante o desenvolvimento da semente. Já a participação do professor da UFRGS Jorge Ernesto de Araújo Mariath foi decisiva para o registro fotográfico do desenvolvimento da semente e sua interpretação, etapas fundamentais para ajudar a registrar claramente as diferenças entre o desenvolvimento normal da semente e a formação do fruto apirênico.

Mariath acredita que a descoberta abre “uma janela do conhecimento sobre a regulação gênica em trabalhos de estrutura & função”, extremamente atuais para a comunidade internacional. “Isso garantiu uma nova posição internacional do Brasil. O trabalho desenvolvido foi magnífico e só possível graças ao trabalho integrado que reuniu especialistas de diferentes instituições e áreas de conhecimentos complementares.”

Para o professor da UFRGS Giancarlo Pasquali, a comprovação molecular, genética e fisiológica da ação do Gene VvAGL11 no desenvolvimento da semente é uma descoberta muito relevante. “Essa ferramenta será muito importante para manipular e gerar videiras sem sementes ou mesmo reverter o processo e gerar plantas com sementes e pode ser aplicado não somente a videiras, mas em outras plantas.”

Leia aqui o artigo The MADS-box gene Agamous-like 11 is essential for seed morphogenesis in grapevine, escrito por Jaiana Malabarba, Vanessa Buffon, Jorge E.A. Mariath, Marcos L. Gaeta, Marcelo C. Dornelas, Márcia Margis-Pinheiro, Giancarlo Pasquali e Luís F. Revers.

Mais informações à imprensa:
Viviane Zanella (MTb 14004/RS)
Embrapa Uva e Vinho
[email protected]
Telefone: (54) 3455-8084

http://www.agricultura.gov.br/noticias/brasileiros-identificam-gene-que-possibilita-a-ausencia-de-sementes-na-uva

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JBS COMPRA TERRAS NA AUSTRÁLIA

19 jun , 2017  

20 grupos estrangeiros têm 3 milhões de ha de terras no Brasil

IN DE OLHO NO AGRONEGÓCIO, EM DESTAQUE, EMPRESAS BRASILEIRAS, EMPRESAS ESTRANGEIRAS, ESPECIAIS, LATIFUNDIÁRIOS, PRINCIPAL, ÚLTIMAS

Entrada da JBS na Austrália e de várias transnacionais no território brasileiro estão em relatório da Grain sobre mega aquisições globais

Por Alceu Luís Castilho

Pelo mundo, mais de 30 milhões de hectares foram adquiridos por apenas 490 proprietários. Os dados da organização Grain referem-se ao ano de 2016 e contam – ainda que de maneira incompleta – a história recente do land grabbing, um fenômeno mundial que pode ser definido como a mega aquisição de terras por investidores estrangeiros. Grandes corporações, fundos. A Grain avisa: essa tendência continua crescendo.

E o Brasil é um dos principais protagonistas. Principalmente como território dessas aquisições. Mas já aparece também como comprador. O relatório da Grain inclui entre os destaques pelo mundo a expansão do grupo JBS na Austrália. A empresa já tem cinco estabelecimentos com 10 mil hectares, com produção anual de 330 mil cabeças de gado. Somente a JBS australiana exporta para mais de 80 países – o que ilustra bem a escala global do land grabbing.

Marcas do grupo JBS na Austrália

ÁFRICA E AMÉRICA DO SUL

O agronegócio brasileiro também está presente na Colômbia, com o grupo Mónica Semillas, que leva o nome da empresária matogrossense Mônica Marchett – filha do produtor de soja Sérgio João Marchett, um dos acionistas principais da empresa. A Grain identificou 8.889 hectares de soja e milho da Mónica na Colômbia. Mas a corporação possui ainda 70 mil hectares na Bolívia e terras no Paraguai. Segundo a Grain, a empresa já foi condenada a pagar 2 milhões de pesos por subsídios indevidos, que violam a lei de terras colombiana.

O Paraguai aparece duas vezes com brasileiros no relatório, pelas atividades do Grupo Favero e de Wilmar dos Santos. Ambos sojeiros. O primeiro tem 33.719 hectares. Santos teria 1.000 hectares – o critério da Grain para grandes propriedades é o piso de 500 hectares. O Senado paraguaio expropriou 11 mil hectares de Tranquilo Favero para um parque. Wilmar dos Santos é definido no relatório como um dos muitos brasileiros “colonialistas”, produtores de soja transgênica. Os agrotóxicos de Wilmar dos Santos estariam envenenando animais e cursos d’água utilizados por camponeses.

A Asperbras representa os investimentos brasileiros no Congo, com propriedades que somam 50 mil hectares. O empresário Francisco Colnaghi tem um leque amplo de culturas no país: cana de açúcar, pecuária, soja e milho. O total de área plantada já teria ultrapassado 100 mil hectares. Ainda na África, o Brazil Agrobusiness Group – de Frademir Saccol – aparece no relatório com 8 mil hectares de arroz em Gana. Seiscentos camponeses despejados foram à Justiça contra a empresa.

No Sudão, o Pinesso Group – da família sulmatogrossense Pinesso – possui 12 mil hectares para produção de grãos, em parceria com o governo local. E mira o Moçambique. (No Brasil, em 2015, o grupo tinha 110 mil hectares no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e no Piauí e estava em recuperação judicial por uma dívida de R$ 571 milhões.)

DE OLHO NO BRASIL

Mas o Brasil aparece bem mais vezes no relatório como alvo dos investidores. E com quantidades de terra – adquiridas ou geridas por estrangeiros – ainda mais fabulosas. Vejamos:

1) A BrasilAgro, com capital da argentina Cresud (que já foi um investimento de George Soros e também tem aporte chinês), possui 166 mil hectares para cana, grãos e pecuária.

2) O fundo canadense Brookfield Asset Management possui 97.127 hectares para produção de soja e cana de açúcar em terras brasileiras. E está de olho na aquisição de mais usinas.

3) A empresa Universo Verde Agronegócios também atende pelo nome de Chongqing Grain Group, a maior empresa estatal chinesa do setor de grãos. No Brasil, segundo o relatório da Grain (a ONG, não a empresa), o grupo possui 100 mil hectares, mais da metade deles “como se fossem de brasileiros”. O MST ocupou em 2015 uma área de 75o hectares em Porto Alegre, definindo-a como improdutiva.

4) Outra empresa estatal chinesa, a Cofco, aparece com 145 mil hectares de cana no relatório. Com direito a capital de Singapura, do fundo de private equity Hopu Investment Management e do Banco Mundial.

5) A francesa Louis Dreyfus Commodities comparece ao relatório sobre land grabbing com nada menos que 430 mil hectares no Brasil. Para cana, arroz, laranjas e laticínios. E ainda opera mais 500 mil hectares, sem direito de propriedade. O grupo controla 10% do mercado mundial de matérias primas agrícolas, informa a Grain. O grupo está em 12 estados brasileiros.

6) A Índia também já se faz presente no Brasil. A Shree Renuka Sugars – aqui, Renuka do Brasil – possui 139 mil hectares de cana de açúcar, a partir da compra, nos últimos anos, de usinas brasileiras. O grupo Equipav possui 49,7% das ações.

7) A japonesa Mitsubishi atua em terras brasileiras pela Agrex do Brasil. São 70 mil hectares de soja nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Goiás. O brasileiro Paulo Fachin tem 20% de participação no grupo.

8) Mais duas empresas japonesas estão no relatório da Grain. A Sojitz Corporation (aqui, Contagalo) produz 150 mil hectares de soja, milho e trigo. Os planos são de triplicar a produção e adquirir mais 200 mil hectares.

9) A outra empresa japonesa é a Mitsui & Co, com 87 mil hectares de grãos na Bahia, no Maranhão e em Minas Gerais. A face brasileira do grupo é a SLC-MIT Empreendimentos Agrícolas.

10) A Holanda entra na lista com o Grupo Iowa, na matriz BXR Group. São 12 mil hectares de grãos na Bahia. O BXR pertence ao checo Zdenek Bakala (estamos falando de globalização, afinal), em parceria com o Credit Suisse.

11) A Nova Zelândia aparece com discretos 850 hectares em Goiás. Maior exportadora mundial de produtos lácteos, ela abastece com essa atividade a Dairy Partners America, parceria com a suíça Nestlé.

12) A antiga metrópole também faz parte dessa nova colonização: Portugal está na lista brasileira de land grabbing com a Nutre, ou Prio Foods no Brasil, com 29.528 hectares. Um terço dessa área fica no Maranhão, onde a empresa pretende adquirir mais 14 mil hectares.

13) Outro país marcado pelo histórico de metrópole, o Reino Unido, compõe esse cenário com o fundo de investimentos Altima Partners (ou, regionalmente, El Tejar), com 130 mil hectares para pecuária e grãos, principalmente no Mato Grosso.

14) E, falando em investidores estrangeiros, que tal, novamente, o nome de George Soros? O estadunidense – que ilustra a foto principal desta reportagem – controla 127 mil hectares no Brasil, segundo a Grain, por meio da Adecoagro, em parceria com um fundo de pensão holandês. O leque de culturas é variado: café, cana, grãos, pecuária.

15) Os seis últimos investidores da lista são estadunidenses. Comecemos com o Archer Daniels Midland e seus 12 mi hectares para produção de óleo de palma no Pará.

16) Um dos nomes mais conhecidos da lista, a multinacional Bunge administra 230 mil hectares de cana de açúcar no Brasil, por meio de parcerias, e ainda tem 10 mil hectares da usina (o nome não deixa de conter uma ironia) Guarani.

17) E ainda temos 25 mil hectares com o Galtere, um fundo de investimentos criado por ex-vendedor da Cargill, para produção de arroz e soja. O grupo tem na mira mais 22 mil hectares.

18) A cana de açúcar volta a aparecer no relatório com 35 mil hectares da própria Cargill. A Proterra Investiment Partners investiu, em 2015, US$ 175 milhões em usinas no Brasil.

19) O Teachers Insurance and Annuity Association (TIAA), fundo de pensão de professores, administra uma das fatias mais representativas entre os investidores estrangeiros: 424 mil hectares. Em parceria com a brasileira Cosan. Leia mais aqui: “Fundo americano de professores passa a controlar 270 mil hectares no Brasil“.

20) Finalmente, e reiterando que esta lista trata apenas dos investimentos mencionados pela Grain no relatório de 2016, a YBY Agro controla 320 mil hectares de terras no Brasil. A empresa foi criada por dois ex-executivos brasileiros do Bank of America. Mas 45% da companhia pertencem a fundos privados dos Estados Unidos. Outros 35% ficam com o grupo brasileiro Francioni Brothers y Golin. As terras ficam no cerrado.

Total de terras de brasileiros no mundo, conforme a lista parcial da Grain (Oceania, África e América do Sul): 124 mil hectares.

Total de terras controladas no Brasil pelos 20 grupos estrangeiros mencionados: 2,74 milhões de hectares. Um Haiti. Ou metade da Croácia.

Média por grupo: 137 mil hectares.

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Economia,Operação Lava Jato,Política,Política Geral

FUNDOS DA CAIXA

31 maio , 2017  

Juiz aceita denúncia

Juiz aceita denúncia e torna réus 14 investigados na Operação Greenfield

Ministério Público aponta gestão fraudulenta de fundo de pensão. Entre os réus, estão ex-tesoureiro do PT, lobista, ex-diretores da Funcef, ex-executivos da Engevix.


O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, aceitou uma denúncia do Ministério Público e tornou réus 14 investigados na Operação Greenfield, que descobriu esquema de desvio em fundos de pensão de empresas estatais. Entre os réus, estão ex-diretores da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal), ex-executivos da empreiteira Engevix e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, atualmente preso em Curitiba, em razão da Operação Lava Jato.

Na decisão, assinada no último dia 24 e divulgada nesta segunda-feira (29), o magistrado considerou haver indícios suficientes de gestão fraudulenta na Fundação dos Economiários Federais (Funcef), em favor de negócios da empreiteira Engevix, também investigada na Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), entre setembro de 2009 e agosto de 2010, foi aprovado um aporte de R$ 260,67 milhões da Funcef para a Cevix Energias Renováveis S/A, ligada à Engevix, sem “observância dos deveres de diligência” e com uso de documentos fraudulentos que superestimavam o valor aportado por outra parceira do projeto, a Desenvix.  (G1 Globo)

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Brasil,Brasil.gov.br,ECONOMIA E EMPREGO

Governo revoga decreto que autoriza uso das Forças Armadas para a segurança em Brasília

26 maio , 2017  

Segurança

Após depredação de prédios públicos durante manifestação na Esplanada dos Ministérios, a situação se normalizou nesta quinta-feira, não havendo mais a necessidade da permanência das tropas
Publicado: 25/05/2017 12h11Última modificação: 25/05/2017 19h05
Fotos: Clauber Cleber Caetano/PRMinistros da Defesa e do GSI anunciaram a revogação do decreto

Ministros da Defesa e do GSI anunciaram a revogação do decreto

O presidente da República, Michel Temer, revogou, na manhã desta quinta-feira (25), o decreto que autorizava o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios. O decreto de revogação foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

A presença das Forças Armadas em Brasília havia sido autorizada nesta quarta-feira (24). A intenção era garantir a integridade dos prédios públicos na Esplanada dos Ministérios. Durante manifestação na capital, os prédios dos ministérios da Integração Nacional, do Trabalho e da Agricultura tiveram suas fachadas destruídas e incendiadas.

De acordo com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional,  Sergio Westphalen Etchegoyen, a situação se normalizou na manhã desta quinta-feira, não havendo mais a necessidade da permanência das tropas.

A Garantia da Lei e da Ordem é uma operação amparada pelo artigo 142 da Constituição Federal, que concede provisoriamente aos militares a faculdade de atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.

Segundo Jungmann, entre 2010 e 2017, foram realizadas 29 ações de Garantia da Lei e da Ordem, em eventos como a Copa do Mundo, das Confederações, Olimpíada e em situações em que populações ficam indefesas.

Fonte: Portal Planalto

Brasil,Brasil.gov.br

Em vídeo, Temer agradece Congresso e garante: “Continuamos avançando”

26 maio , 2017  

Pronunciamento

No intervalo de uma semana, parlamentares aprovaram sete medidas provisórias. Entre elas, a que garante o saque do FGTS sem a carência de três anos

por Portal PlanaltoPublicado: 25/05/2017 18h04Última modificação: 25/05/2017 18h11

portal planalto

Reprodução/Portal PlanaltoPresidente gravou vídeo para divulgação nas redes sociais

Presidente gravou vídeo para divulgação nas redes sociais

 

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (25), o presidente da República, Michel Temer, afirmou que a aprovação de sete medidas provisórias nesta semana mostra o trabalho contínuo dos parlamentares em favor do Brasil. “Continuamos avançando e votando matérias importantíssimas no Congresso Nacional”, disse.

Na visão do presidente, mesmo os exageros ocorridos nas manifestações de ontem (24) não foram capazes de mudar a determinação do Congresso em votar propostas importantes para o País. Entre elas, a MP 763/2016, que permite o saque de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Deputados aprovaram a proposta nesta quarta, e os senadores, hoje. Como o texto original do governo foi mantido, a MP segue para promulgação do Congresso Nacional, sem a necessidade de sanção presidencial. “Portanto, mais de R$ 40 bilhões entrarão na economia, ajudando no fim da recessão”, disse Temer.

Temer destacou, por exemplo, a aprovação da Medida Provisória (MP) 759/16, que trata da regularização fundiária, e a MP 767/17, que aprimora a concessão do auxílio-doença. Com a proposta, foram economizados mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos. “Dinheiro que poderá ajudar o País a investir mais no social”, avaliou.

Esforço

O presidente finalizou agradecendo aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), e aos parlamentares da base aliada pelo empenho nessas votações.

“Meus amigos, o trabalho continua, vai continuar. Temos muito ainda a fazer, e esse é o único caminho que o meu governo pretende seguir: colocar o Brasil nos trilhos. Portanto, vamos ao trabalho”, concluiu.

Fonte: Portal Planalto

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