Notícias Câmara,Utilidade Pública

Rodrigo Maia pede respeito ao resultado de votação sobre medidas anticorrupção

1 dez , 2016  

O presidente da Câmara destacou que as votações foram todas feitas no painel eletrônico, para garantir a transparência, e que a maioria venceu a minoria

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Sessão extraordinária para discussão e votação de projetos. Presidente da Câmara dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Rodrigo Maia: a minoria tem de respeitar o que a maioria construiu em Plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse em Plenário que o resultado da votação do pacote anticorrupção, realizada na madrugada desta quarta-feira (30), precisa ser respeitado. Ele destacou que as votações foram todas feitas no painel eletrônico, para garantir a transparência, e que a maioria venceu a minoria. “É preciso aprender a perder”, disse.

A votação foi objeto de críticas por parte de magistrados e integrantes do Ministério Público por conta de alterações feitas pelos deputados ao texto na fase dos destaques. Foi incluído no texto o crime de abuso de autoridade de juízes e procuradores. E foram retirados diversos pontos aprovados pela comissão especial que analisou a proposta.

“Muitas coisas importantes foram aprovadas e outras, que a maioria do Plenário decidiu que não respeitavam o Estado democrático de direito, foram rejeitadas”, disse Maia.

O presidente destacou que a Câmara cumpriu seu papel institucional ao votar a proposta na noite de ontem e madrugada de hoje. Ele disse ainda que o tema foi amplamente discutido na comissão especial e pelos parlamentares, que receberam integrantes dos mais diversos órgãos.

“Todos deram a sua opinião. Agora, a partir do momento em que esta Presidência começou os trabalhos de votação, a decisão cabe a cada deputado e deputada. O resultado precisa ser respeitado, a minoria tem de respeitar o que a maioria construiu em Plenário”, disse.

Aos descontentes, Maia sugeriu que se se candidatem em 2018. “Aqueles que queiram participar do processo legislativo, em 2018, teremos eleição. Não podemos aceitar que a Câmara dos Deputados vire cartório carimbador de parte da sociedade. A Câmara tem responsabilidade de ratificar e também rejeitar”, disse.

Reações
O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), afirmou na tribuna que todas as iniciativas da comissão especial e do Plenário, ao analisar a proposta, foram voltadas para garantir o devido processo legal; a presunção da inocência; o ônus da prova cabendo à acusação; e a equidade de instrumentos entre a acusação e a defesa.

“A aprovação da responsabilização de juízes e promotores, quando não há cometimento de crimes, mesmo não tendo sido apresentada pelo PT, foi votada pelo PT, porque a todos cabe responsabilidade, de acordo com suas atribuições. Se agora algum promotor diz que vai abrir mão das suas responsabilidades, há três inferências possíveis. Uma delas é que está tentando chantagear o Congresso Nacional”, disse.

Para o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), a entrevista concedida por procuradores da Lava Jato nesta quarta-feira demonstra que eles são parciais na sua atuação. “Em vez de defender a proposta conosco, preferem os holofotes. Posam de mocinhos e ameaçam abandonar a Lava Jato”, condenou.

Defesa
O deputado Diego Garcia (PHS-PR) saiu em defesa dos procuradores da Lava Jato. “É lamentável dizer que os procuradores não participaram da discussão. Nós fizemos audiências públicas em Brasília e um encontro regional em Curitiba”, disse Garcia, que acusou o Plenário de ter “200 parlamentares numa lista de investigados”.

Já o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) disse que a comissão especial que discute o Código de Processo Penal pode agilizar os trabalhos para discutir as medidas já no começo do ano que vem. “Não significa recuo ou atitude tomada pelo medo, mas uma atitude de conciliação”, afirmou.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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Brasil.gov.br,Cultura,Educação

Ataque ao prédio do MEC custará R$ 172 mil aos cofres públicos

1 dez , 2016  

O Ministério da Educação calculou em R$ 172.829,10 o custo para recuperação de materiais e equipamentos destruídos durante ataque à sede do ministério na noite da última terça-feira (29). O valor não inclui serviços de recuperação do prédio e instalação dos equipamentos.

Durante vistoria, realizada na manhã desta quarta-feira (30), o ministro da pasta, Mendonça Filho, manifestou-se sobre o ocorrido. “As pessoas podem expressar posicionamentos sem que isso seja traduzido em violência e depredação do patrimônio público”, declarou.

Foi identificada a destruição de 38 placas de vidro da fachada do prédio, cada uma com 5 metros quadrados, espelhos de fachadas e de elevadores, revestimentos de paredes, divisórias de madeira e de vidro, computadores, câmeras de segurança, balcões de vidro da entrada do prédio, televisores, além de cinco caixas eletrônicos.

Manifestantes ainda roubaram extintores de incêndio, cadeiras, bancos e computadores e depredaram um carro oficial.

Mendonça Filho pediu à Polícia Federal que apure os atos de vandalismo que destruíram o patrimônio do ministério. “Um vandalismo como nunca vi na vida. Mostrou que a intolerância e a violência têm sido a prática política de alguns grupos radicais, que a gente tem de enquadrar dentro daquilo que estabelece a lei brasileira”, disse.

O ministro ressaltou, ainda, que vai pedir a punição das entidades ligadas a partidos políticos de esquerda que patrocinaram a invasão. O MEC repassou à Polícia Federal imagens do circuito interno de TV, vídeos feitos por servidores e fotografias. Servidores vítimas da violência foram liberados para prestar depoimentos à Polícia Federal.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação

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http://www.brasil.gov.br/educacao/2016/12/ataque-ao-predio-do-mec-custara-r-172-mil-aos-cofres-publicos

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Vereadores encerram sessão sem votar Plano Diretor

1 dez , 2016  

Depois de 45 minutos, os vereadores de Belo Horizonte encerraram a sessão desta quinta-feira (1) sem votar nenhum projeto. Cerca de cem pessoas, representantes de ocupações e movimentos sociais, estavam na Câmara para pressionar pela votação do Plano Diretor, que estava em 39° lugar na pauta.

Os manifestantes ficaram no saguão e acompanharam a votação por meio de um telão, e reclamaram do som ruim que não permitia ouvir o que era dito em plenário.

O plenário principal está em reforma, e não há galerias no local onde estão sendo realizadas as votações. Do lado de fora, o povo gritava “alô vereador / aprova o Plano Diretor”, mas o canto não era ouvido pelos parlamentares.

Após o fim da sessão, a segurança da Câmara tentou impedir novos acessos ao saguão, mas cedeu depois da pressão popular. A entrada foi autorizada com revista das bolsas. As pessoas não puderam entrar com lanches, água e objetos, como sombrinhas.

Uma hora depois do fim da sessão, cerca de 70 pessoas permanecem na Câmara decidindo como continuarão a pressionar pela aprovação do projeto.

O Plano Diretor chegou à Câmara há mais de um ano e só entrou na pauta depois de pressão do Ministério Público. Há mais de 600 emendas ao projeto.

http://www.otempo.com.br/cidades/vereadores-encerram-sess%C3%A3o-sem-votar-plano-diretor-1.1406507

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Vereador, aprove o plano diretor

1 dez , 2016  

Em janeiro deste ano, publiquei nesta mesma coluna um artigo sobre o Plano Diretor de BH. Naquele momento, ele entrava em tramitação na Câmara. Desde então, nossos nobres vereadores pouco avançaram na pauta. Passaram-se 11 meses, e nada aconteceu.

Previsto pela Constituição de 1988 e pelo Estatuto da Cidade de 2001, o Plano Diretor é o principal instrumento de planejamento urbano dos municípios brasileiros. É a lei que define, por exemplo, quais regiões podem receber construções e quais devem ser preservadas. Como devem ser as normas construtivas, as políticas de mobilidade, de habitação, de patrimônio, o código de posturas etc.

Entre os dias 1º e 16 de dezembro, ocorrerão as últimas sessões plenárias de 2016 da Câmara Municipal de BH. Se o novo Plano Diretor (PL 1749/2015) não for aprovado neste ano, o próximo prefeito poderá convocar nova conferência, descartando todo o investimento coletivo realizado desde 2014 na construção da proposta.

Há muitos motivos para apoiar o novo plano. No artigo de janeiro, citei três deles: igualar o coeficiente construtivo em toda a cidade para 1, o que torna o aproveitamento do solo mais justo e gera receita para o município com o pagamento da outorga onerosa; regular melhor o número de vagas de estacionamento, que roubam espaço das pessoas e induzem ao uso do automóvel; e aumenta a permeabilidade do solo.

Uma carta publicada recentemente, por vários movimentos sociais, ambientais, grupos de pesquisa etc, lista 12 motivos para a aprovação do plano. Seleciono os que considero mais importantes aqui:

• O novo Plano Diretor foi elaborado democraticamente como resultado de um extenso trabalho técnico e com a participação da sociedade civil. Representantes dos segmentos popular, empresarial e técnico se dispuseram a discutir e votar propostas para a capital, voluntariamente, durante oito meses na IV Conferência de Política Urbana, em 2014.

• O novo Plano Diretor indica caminhos para a proteção do patrimônio cultural, das áreas verdes e dos espaços públicos. São definidos eixos de conexão ambiental em fundos de vale, onde se incentiva a criação e manutenção de áreas verdes. Queremos ainda garantir a proteção de áreas verdes significativas para a cidade, como a mata do Planalto, área do Jardim América, entre outras.

• O novo Plano Diretor indica alternativas para solução de graves problemas na mobilidade urbana pelo incentivo ao transporte coletivo e transporte ativo e integração das políticas da mobilidade com o uso do solo, além da destinação de recursos para melhoria de calçadas e rotas para pedestres e ciclistas, facilitando a circulação das pessoas.

• O novo Plano Diretor amplia e diversifica as estratégias para provisão de habitação de interesse social, com a demarcação de mais áreas para moradia popular em toda a cidade, o uso de imóveis ociosos em áreas centrais, a possibilidade da implantação da política de aluguel social, a regularização e o financiamento com recurso da ODC, destinada ao Fundo Municipal de Habitação Popular (FMHP).

• O novo Plano Diretor vai incentivar e qualificar as áreas de comércio e serviços da cidade, com a definição de áreas de centralidade para o desenvolvimento urbano de Belo Horizonte, além de incentivar edificações de uso misto, com comércio e serviços no nível térreo e habitação nos demais pavimentos, garantindo a presença de pessoas de dia e de noite nesses locais.

• A não aprovação do novo Plano Diretor implicará a possibilidade de perda de R$ 4,7 milhões gastos com todo o processo pela Prefeitura de Belo Horizonte em um momento em que o dinheiro público falta para outras atividades.

Os motivos estão aí. A aprovação do plano pode ser um passo importante na melhoria da cidade – 99% do trabalho já foi feito, só falta os vereadores apoiarem. Belo Horizonte começará melhor em 2017 se o novo plano não morrer na praia. Um grupo de ativistas convoca para a pressão. Hoje, haverá um piquenique na Câmara Municipal. É hora de os vereadores atenderem os interesses da cidade.

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Utilidade Pública

Bandeira tarifária da conta de energia volta a ser verde em dezembro

27 nov , 2016  

A bandeira tarifária de energia elétrica voltará a ser verde no mês de dezembro. Isso significa que não haverá cobranças extras para o consumidor. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que determinou a volta da bandeira para o patamar verde foi a condição hidrológica mais favorável, o que permitiu o desligamento das usinas térmicas mais caras.

As bandeiras sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores. Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinaliza para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.

Desde que foi criado o sistema de bandeiras tarifárias, em janeiro de 2015, até fevereiro deste ano, a bandeira se manteve vermelha, primeiramente com cobrança de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e, depois, com a bandeira vermelha patamar 1, que significa acréscimo de R$ 3,00 a cada 100 kWh.

Em março, passou para amarela, com custo extra de R$ 1,50 a cada 100 kWh, e de abril a outubro ficou verde, sem cobrança extra.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Aneel

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Sem categoria

Governo libera R$ 16,5 milhões para obras de infraestrutura

27 nov , 2016  

A infraestrutura turística de sete estados brasileiros irá receber R$ 16,5 milhões do Ministério do Turismo (MTur). As 13 obras, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), serão realizadas em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Os empreendimentos fazem parte das 1,6 mil obras do PAC nacional que tiveram sua retomada anunciada pelo governo federal no início de novembro.

“A liberação dos recursos federais para a retomada dessas obras demonstra o compromisso do governo com a melhoria da infraestrutura turística em todo o país. Os avanços nas obras do Turismo têm o intuito de fortalecer uma atividade tão importante para a geração de emprego e renda”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Sinalização

As obras dizem respeito à sinalização turística na capital Goiânia (GO), nas cidades históricas mineiras – Congonhas, Diamantina, Ouro Preto, São João Del Rei -, e nos municípios de Florianópolis (SC), Jaguarão (RS) e Santo André (SP). Em São Paulo serão atendidas as obras de reforma do Complexo Anhembi, além da construção da Fábrica do Samba.

A capital potiguar Natal (RN) será beneficiada com a retomada das obras de reforma do Centro de Convecções da cidade. A reforma do Centro de Convenções de Sergipe também será atendida com o anúncio. Já o município de Balneário Camboriú (SC) verá as obras de construção do Centro de Eventos e Pavilhão de Convenções voltar à ativa.

PAC Turismo

O foco do programa é a reforma e construção de centros de convenções, bem como a implantação de sinalização turística. O objetivo é descentralizar o mercado do segmento, ainda fortemente concentrado no eixo Rio-São Paulo.

Fonte: MTur

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Política Geral,Saúde,Utilidade Pública

BNDES destina R$ 23 milhões a pesquisa de combate ao zika

27 nov , 2016  

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 23 milhões para financiar pesquisas de combate à epidemia de zika desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão destinadas à elaboração de kits de diagnóstico e ações de combate ao Aedes aegypti.

A participação do BNDES no projeto da Fiocruz viabiliza a antecipação de resultados para a saúde pública, evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social.

Desde 2008, o BNDES já apoiou 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e produtos para saúde, totalizando R$ 352 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES Funtec.

Diagnóstico

O projeto prevê o desenvolvimento de três novos testes de diagnóstico. Dentre os três produtos haverá duas categorias de testes, que são complementares e utilizadas em fases distintas da doença.

O teste molecular, mais moderno, destaca-se por sua sensibilidade e especificidade, e identifica os vírus da zika, dengue e chikungunya com maior segurança. Já os testes sorológicos, por se basearem na reação do organismo à presença do vírus, podem ser utilizados muito tempo após a transmissão do vírus pelo mosquito. Por isso são importantes para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Combate

Complementam o projeto duas ações de combate ao vetor. A primeira delas busca validar o uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também do zika e da chikungunya.

Em paralelo, será apoiada a avaliação do uso do próprio mosquito como veiculador de larvicida. O método visa solucionar o problema de acesso aos criadouros de insetos não tratáveis pelos meios de controle tradicionais, seja por dificuldade de acesso ou mesmo por impossibilidade de identificação.

Pesquisa

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja primeira transmissão no País foi registrada em abril de 2015. A infecção pode produzir graves consequências neurológicas – como a microcefalia ou a síndrome de Guillain-Barré. Os casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram à declaração de estado de emergência em Saúde Pública.

Até setembro foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo zika vírus no País, e cerca de 109.596 casos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

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Brasil.gov.br,Cultura,Utilidade Pública

Ancine apoia nove produções brasileiras em eventos internacionais

22 nov , 2016  

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) apoia, em novembro, a participação de nove produções audiovisuais brasileiras selecionadas para cinco eventos, como festivais e laboratórios internacionais.

A ajuda vem do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais, que concede subsídios a projetos audiovisuais convidados para 35 laboratórios ou workshops no exterior e a filmes oficialmente convidados para 95 festivais internacionais.

Huelva

Na 42ª edição do Festival Ibero-americano de Cinema de Huelva, na Espanha, que começou no último dia 11 e vai até 20 de novembro, a Ancine apoiou os longas “Califórnia”, de Mariana Person, e “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra, ambos na Competição Oficial de Longas-Metragens; e o curta “O Sinaleiro”, de Daniel Augusto, que compete entre os curtas-metragens.

Zinebi

A 58ª edição do Festival Zinebi, entre os dias 18 e 25 de novembro, na comunidade autônoma do País Basco, na Espanha, conta com a participação do curta “Sob Águas Claras e Inocentes”, de Emiliano Cunha, apoiado pela agência.

Torino

Para o Torino Film Lab, laboratório de desenvolvimento que ocorre na 34ª edição do Torino Film Festival, de 18 a 26 de novembro, na Itália, o projeto “A Febre”, novo filme de Maya Da-Rin, segue com o apoio da Ancine.

Mar Del Plata

Finalizando a lista, na 30ª edição do Festival de Cinema de Mar Del Plata, que ocorre na Argentina entre os dias 18 e 27 de novembro, a Ancine contemplou quatro produções com o auxílio, sendo dois longas-metragens na Competição Internacional, “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra, e “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho; e dois projetos selecionados para o laboratório LoboLab, que poderão participar de reuniões com produtores latino-americanos e europeus, “O Estranho”, de Flora Díaz, e “O Último Quintal”, de Fellipe Fernandes.

Como funciona

O Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais concede auxílios diversos dependendo da classificação de cada evento: apoio A (confecção de cópia legendada, envio de cópia e apoio financeiro); B (envio de cópia e apoio financeiro); C (envio de cópia).

As regras para a concessão do apoio estão dispostas no regulamento do programa. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail programa.apoio@ancine.gov.br.

Fonte: Ancine

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Balança comercial registra superávit de US$ 40 bilhões no acumulado do ano

22 nov , 2016  

A terceira semana de novembro registrou superávit de US$ 433 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 2,792 bilhões e importações de US$ 2,360 bilhões. No acumulado do ano, até o momento, o registro do superávit é de US$ 40,399 bilhões.

No mês, as exportações totalizaram US$ 8,936 bilhões e as importações, US$ 7,062 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,874 bilhão. No ano, as exportações chegam a US$ 162,023 bilhões e as importações, US$ 121,624 bilhões.

A média das exportações da terceira semana de novembro (US$ 698 milhões) ficou 9,1% abaixo da média de até a segunda semana (US$ 768 milhões), em razão da queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-36,3%) e manufaturados (-8,3%).

Já as vendas de produtos básicos cresceram 1,3%. Nas importações, se comparadas as médias da terceira semana (US$ 589,9) e da segunda (US$ 587,8 milhões), houve crescimento de 0,4%.

Análise do mês

Nas exportações, se comparadas as médias até a terceira semana de novembro (US$ 744,7 milhões) com a média de novembro de 2015 (US$ 690,3 milhões), houve crescimento de 7,9%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+22,2%, por conta de açúcar em bruto, celulose, madeira serrada ou fendida, semimanufaturados de ferro ou aço, couros e peles, ouro em forma semimanufaturada, e ferro-ligas); manufaturados (+11,3%, por conta de automóveis de passageiros, açúcar refinado, tubos flexíveis de ferro ou aço, motores e geradores elétricos, suco de laranja congelado); e básicos (+0,4%, por conta, principalmente, de fumo em folhas, petróleo em bruto, minério de ferro, carne suína, café em grão e algodão em bruto).

Em relação a outubro de 2016, houve crescimento de 8,5%, causado pelo aumento nas vendas das três categorias de produtos: manufaturados (+12,4%); semimanufaturados (+10,5%) e básicos (+3,9%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de novembro (US$ 588,5 milhões) ficou 6,7% abaixo da média de novembro do ano passado (US$ 630,4 milhões). Nesse comparativo, decresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-46,1%), adubos e fertilizantes (-15,7%), equipamentos mecânicos (-9,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (-8,4%), instrumentos de ótica e precisão (-7,0%).

Em relação ao mês de outubro, houve crescimento de 3,5%, pelos aumentos em adubos e fertilizantes (+28,9%), farmacêuticos (+16,6%), veículos automóveis e partes (+11,2%), instrumentos de ótica e precisão (+9,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (+7,2%).

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Mdic

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MEC divulga locais de prova para segunda aplicação do Enem 2016

22 nov , 2016  

O Ministério da Educação divulgou, nesta terça-feira (22), os novos locais de prova para os alunos que farão o Exame Nacional do Ensino Médio nos dias 3 e 4 de dezembro. Os Inscritos que farão a segunda aplicação do Enem 2016 já podem consultar locais de prova na Página do Participante.

É necessário informar CPF e senha antes de visualizar o cartão de confirmação. Quem esqueceu a senha deverá entrar na Página do Participante do Enem para recuperá-la, informando o CPF e a data de nascimento.

Após a solicitação, é necessário aguardar o encaminhamento da senha por e-mail ou mensagem no celular (SMS), para realizar o novo acesso.

No total, 277.624 pessoas não participaram da aplicação regular por conta das ocupações de escolas de educação básica e instituições de ensino superior. O volume de afetados corresponde a 3,21% do total.

Só não haverá a segunda aplicação de prova no Acre, Amazonas, Amapá e Roraima. Os estados com o maior volume de inscritos previstos para a segunda aplicação são Minas Gerais (72.302), Paraná (43.617), Bahia (37.927) e Espírito Santo (23.486).

Comunicação

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) enviou SMS e e-mail a todos os inscritos autorizados para participar dessa segunda aplicação para informar sobre a liberação dos novos Cartões de Confirmação.

A verificação dos cartões é de responsabilidade dos inscritos e pode ser realizada na internet, por meio da Página do Participante e também pelo Aplicativo Enem 2016.

Entretanto, em função de uma política estabelecida pelas lojas de aplicativo, apenas será possível visualizar os dados pelo aplicativo dentro do prazo de oito dias úteis.

A cada três dias, novos lembretes serão enviados por SMS e e-mail para quem ainda não tiver verificado seu local de prova, para garantir a tranquilidade de todos os participantes.

É importante que os inscritos visitem o local de provas com antecedência e, nas datas do exame, não se esqueçam de levar documento original com foto e caneta de tinta preta fabricada em material transparente.

A apresentação do Cartão de Confirmação nos dias de prova não é obrigatória. Entretanto, o documento tem informações como número de inscrição, data, local e horário de realização das provas, opção de língua estrangeira, necessidade de atendimento especializado ou específico, além da indicação de solicitação de certificação do ensino médio (se for o caso).

Isonomia

Todas as novas tecnologias de segurança implementadas em 5 e 6 de novembro também estarão presentes na aplicação de 3 e 4 de dezembro, caso da coleta do dado biométrico dos participantes nos dois dias de provas e do uso de detector de metal na entrada e na saída dos sanitários.

As provas da segunda aplicação serão diferentes das respondidas pelos participantes em 5 e 6 de novembro, porém equivalentes, de modo a garantir a isonomia do processo.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Inep

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CABRAL PRESO

17 nov , 2016  

A mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva na manhã desta quinta-feira (17) para prestar depoimentos. Cabral, alvo de pedido de prisão preventiva, já está na sede da PF do Rio. Ele deixou o prédio em que mora na zona sul do Rio sob gritos de “bandido” e “ladrão”. Policiais usaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes, que se colocaram em frente ao carro da Polícia Federal.

Cabral é investigado em duas frentes: pela operação Lava Jato e por outra apuração que tem como foco esquema de corrupção envolvendo a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish Delatores citaram o nome de Cabral e o relacionaram a recebimento de propinas milionárias.

Em depoimento, Cavendish contou que deu de presente para Adriana um anel de R$ 800 mil em julho de 2009, durante uma viagem a Mônaco. De ouro branco e brilhantes, o anel foi pago no cartão de crédito do empresário. Adriana é suspeita de lavagem de dinheiro por meio do seu escritório de advocacia.

A PF batizou a “operação de Calicute”. O prejuízo estimado pelas ações ilícitas é superior a R$ 220 milhões. O esquema de corrupção aponta pagamento de propina de 5% a 6% para a execução de obras no Rio de Janeiro, incluindo a reforma do Maracanã, no período do governo de Cabral.

A apuração em curso identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas. A investigação é tocada em conjunto pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público. Haverá coletiva de imprensa às 10h desta quinta-feira para detalhar as investigações.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/mulher-de-cabral-%C3%A9-levada-para-depor-1.1400203

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Trump promete renunciar a salário de US$ 400 mil por ano

14 nov , 2016  

trump
PUBLICADO EM 14/11/16 – 17h24

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu renunciar ao salário de US$ 400 mil por ano pago ao chefe da Casa Branca.

Com uma fortuna estimada em cerca de US$ 4 bilhões, segundo a revista Forbes, o republicano disse em entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora CBS, que receberá apenas US$ 1 por ano.

“Acho que, por lei, tenho que ganhar pelo menos US$ 1 por ano, então pegarei US$ 1 por ano”, afirmou Trump, que alegava nem mesmo saber qual era o salário do presidente dos Estados Unidos. Ao ouvir da jornalista Lesley Stahl que os honorários são de US$ 400 mil anuais, rebateu: “Não receberei”.

O republicano assumirá a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro, após ter derrotado a democrata Hillary Clinton na eleição presidencial de 8 de novembro. Segundo a Agência Ansa, ontem (13), Trump anunciou os primeiros integrantes de sua equipe. Reince Priebus, presidente do Partido Republicano e expoente do establishment que o magnata tanto criticou, será chefe de gabinete.

Já Stephen Bannon, que teve papel de destaque na campanha de Trump, será seu principal estrategista e conselheiro sênior. Ex-diretor do banco Goldman Sachs e presidente do site ultraconservador Breitbart News, Bannon é ligado à ala mais radical do Partido Republicano e já criticou duramente a cúpula da legenda.

 

http://www.otempo.com.br/trump-promete-renunciar-a-sal%C3%A1rio-de-us-400-mil-por-ano-1.1399249

 

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Dólar segue tendência de aumento e fecha a R$ 3,44

14 nov , 2016   Video

O dólar voltou a fechar em alta em relação ao real. Pela quarta vez consecutiva após a eleição do republicano Donald Trump nos Estados Unidos, a moeda teve um aumento de 1,43% nesta segunda-feira, fechando o dia a R$ 3,44. É o maior valor desde o dia 16 de junho, quando foi negociada a R$ 3,47.

O mercado reage a um cenário de incerteza, revendo suas posições em países emergentes com a eleição de Trump. O acumulado do aumento da moeda norte-americana desde a vitória do empresário alcançou a marca de 8,63%.

A máxima do dia foi de R$ 3,47, com alta de 2,44%.

http://www.otempo.com.br/d%C3%B3lar-segue-tend%C3%AAncia-de-aumento-e-fecha-a-r-3-44-1.1399255

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Brasileiros que podem ser expulsos são 730 mil

11 nov , 2016  

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Apreensão. A Bolsa de Valores de SP chegou a operar com queda de 3% nessa quarta-feira (9), após a resultado das eleições nos EUA. Mas acabou seguindo a recuperação das Bolsas americanas e reduziu a queda para 1,4%
PUBLICADO EM 10/11/16 – 03h00

A confirmação da eleição do candidato republicano Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos pode acabar com o sonho de milhares de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. De acordo com o Itamaraty, mais de 1,3 milhão moram no país, e, conforme estimativas do governo brasileiro, pelo menos 730 mil estão sem a documentação apropriada, segundo dados divulgados pela BBC em 2015.

A apreensão e a insegurança manifestadas pelos imigrantes se devem às polêmicas declarações feitas pelo empresário durante sua campanha eleitoral. Em uma delas, Trump ameaçou deportar 11 milhões de imigrantes ilegais. “Durante sua campanha, ele mudou de posição muitas vezes em relação à imigração, chegando a falar em expulsar os muçulmanos, mas, depois, voltou atrás. A imigração é a maior dúvida em relação a esse governo, mas, pela tendência do discurso, podemos esperar um endurecimento nas fronteiras”, analisa Jorge Lasmar, professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Tanto o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quanto a candidata Hillary Clinton apoiavam reformas no sistema de imigração norte-americano, que dariam cidadania aos imigrantes ilegais. Projetos como esse, que já estavam em negociação entre os governos, têm grandes chances de serem “abandonados”, segundo o coordenador do curso de relações internacionais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Manuel Furriela.

“Um acordo que o país estava negociando buscava facilitar a emissão de vistos para brasileiros que quisessem ir para os EUA a negócios e também eliminar o visto de turismo”, disse ele. Trump sempre prometeu aumentar as restrições para a entrada de estrangeiros no país.

Comércio. Os risco de impactos negativos da “era Trump” no Brasil também passam pelo aspecto econômico e preocupam os especialistas. Historicamente, o Partido Republicano tinha como característica defender o livre comércio, em oposição às medidas protecionistas, mas, com o resultado do pleito norte-americano, o presidente eleito pode inverter essa lógica.

Segundo o professor de política internacional da PUC Minas Ricardo Ghizi, Trump foi eleito com a bandeira de resolver os problemas internos dos norte-americanos, e, pelo fato de a América do Sul e o Brasil não serem prioridades, as relações diplomáticas tendem a ser negligenciadas pelo novo presidente. “O que também pode dificultar a entrada de produtos estrangeiros nos EUA”, disse.

Impulsionar o comércio exterior vem sendo, segundo Furriela, uma das maiores apostas do atual governo brasileiro para a retomada do crescimento da economia. “Corremos o risco de os EUA se fecharem ao comércio internacional. Além disso, setores econômicos de investimento vão ficar receosos, principalmente no início da gestão Trump, até verificar qual será a realidade americana”, disse.

Os EUA são hoje o segundo país no ranking de exportações brasileiras, atrás da China. Com a adoção de medidas protecionistas, produtos agrícolas com exportações já consolidadas aos norte-americanos, como a laranja, poderão ter sua entrada restringida na América. “Se o governo for muito instável, a tendência é que o dólar caia e a exportação brasileira fique mais cara. Exportar vai acabar sendo mais difícil, podendo afetar diversos produtos”, analisa Jorge Lasmar. (com Loraynne Araújo)

Temor em Cuba

Cuba anunciou nessa quarta-feira (9) seu tradicional ensaio de defesa frente ao “inimigo”, coincidindo com a surpreendente vitória de Donald Trump. O “Exercício Estratégico Bastião 2016”, que mobiliza as tropas cubanas frente a uma hipotética invasão dos EUA, acontecerá de 16 a 18 de novembro. Especialistas transmitiram preocupação com um possível retrocesso na reaproximação dos EUA com Cuba, uma dos principais temores dos cubanos.

Apelo da ONU

Os participantes da conferência de Marrakesh, chocados com a vitória de Donald Trump, acreditam que o futuro presidente americano, apesar de ter negado a existência das mudanças climáticas, não minará o acordo mundial em busca de energias limpas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, felicitou Trump por sua vitória nas eleições dos EUA e fez um apelo pela continuação do engajamento do país no mundo.

Temer otimista

O presidente brasileiro, Michel Temer, afirmou que a vitória de Donald Trump não muda nada na relação bilateral com os EUA e se declarou convicto de que o presidente americano eleito levará em conta as “aspirações de todo o povo americano”. “Estou certo de que trabalharemos, juntos, para estreitar ainda mais os laços de amizade e cooperação que unem nossos povos”, disse Temer em carta enviada a Trump.

PELO MUNDO

As buscas no Google com a frase “moving to Canadá” (mudar para o Canadá) aumentaram 75% desde a noite de terça-feira, o que corrobora que alguns norte-americanos parecem mais decididos do que nunca a fugir para o país de Justin Trudeau, inclusive artistas de Hollywood.

A rapper Azealia Banks foi criticada por usuários das redes sociais, nessa quarta-feira (9), depois de ter feito uma série de posts em seu perfil do Facebook comemorando a vitória de Donald Trump e provocando os eleitores de Hillary Clinton, incluindo as também cantoras Hillary Clinton.

“Os EUA mereciam uma primeira presidente mulher muito melhor que a Hillary. Agora que ela perdeu pela segunda vez, vamos ver se ela vai voltar a pastar”, escreveu a rapper em uma mensagem cheia de xingamentos.

A votação e a apuração das urnas nos Estados Unidos movimentaram o Twitter em todo o mundo nos últimos dois dias. Entre a 0h dessa terça-feira (8) e as 6h da manhã dessa quarta-feira (9) pelo horário de Brasília, foram contabilizados 75 milhões de Tweets sobre o assunto.

 

Fonte:.http://www.otempo.com.br/capa/mundo/brasileiros-que-podem-ser-expulsos-s%C3%A3o-730-mil-1.1397442

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TRUMP e a era das incertezas

11 nov , 2016  

Donald Trump já era um famoso empresário do ramo imobiliário nos Estados Unidos quando estreou um programa de tevê em que demitia participantes até contratar o finalista. O jogo foi um sucesso e virou uma franquia, ganhando versões inclusive no Brasil. Doze anos depois, o excêntrico apresentador de 70 anos pediu aos americanos que o contratassem. Como presidente, ele traria de volta os anos de prosperidade. Faria a ?América grande de novo?. Os eleitores compraram essa ideia e o escolheram como o próximo presidente do país, contrariando os prognósticos que davam como certa a vitória da experiente, mas desgastada, Hillary Clinton.

Protestos começaram com estudantes de Oakland, Califórnia, e se espalharam por cidades como Nova York, Chicago e Seattle. Nos cartazes, um convite para lutar contra o racismo (que atinge negros, muçulmanos, imigrantes e outras minorias) que o presidente eleito tantas vezes propagou em comícios e entrevistas. Para eles, Trump representa mais um perigoso degrau na escalada do ódio, que tem se espalhado por diversos países.

O voto pela ruptura com a União Europeia expôs profundo ressentimento dos britânicos com os imigrantes e a globalização. A xenofobia travestida de nacionalismo impulsiona o apoio crescente a radicais de extrema-direta, como Marine Le Pen, na França, e a Alternativa para a Alemanha. No mercado financeiro, que apostava na vitória de Hillary Clinton, os principais índices caíram com a ansiedade gerada na madrugada da quarta-feira 9. O peso mexicano despencou mais de 7%.

No último ano e meio, Trump surpreendeu o público de diversas maneiras. Desde que foi eleito, surpreendeu de novo ao adotar um tom conciliador. ?Serei presidente para todos os americanos?, discursou em Nova York, momentos após a confirmação da vitória. ?Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reconstruir nossa nação e renovar o sonho americano.? Depois do encontro com Barack Obama na quinta-feira 10, o republicano afirmou que gostaria de ter o presidente como conselheiro, marcando o início de uma transição pacífica, em contraste com a campanha mais polarizadora da história recente do país. ?Devemos a Trump uma mente aberta e uma chance de governar?, disse Hillary, emocionada, ao reconhecer a derrota.

Ninguém sabe quem será o Trump presidente. Um estranho dentro de seu próprio partido, o empresário é o primeiro presidente desde Dwight Eisenhower (general que governou entre 1953 e 1961) a se eleger sem ter construído uma carreira política. Na corrida presidencial, mentiu sem pudor, inventou números, escondeu sua declaração de impostos, prometeu coisas que estarão fora de sua alçada de poder. Na Casa Branca, talvez ele seja um moderado ? não é religioso como os membros do Tea Party ?, talvez se iluda com a confiança que recebeu.

Tamanha inconstância e falta de clareza também se manifestam no projeto de política internacional que seu governo pode colocar em prática a partir de 20 de janeiro de 2017. ?Trump é um homem imprevisível?, diz Carol Graham, analista do Instituto Brookings. ?Torço para que o dia-a-dia no governo modere seu discurso e que as instituições funcionem para colocar limites no que ele pretende fazer.? Pouco detalhado, o plano de Trump tem como mote a máxima ?America First? (ou ?América Primeiro?, em tradução livre) e pode acabar com mais de sete décadas de protagonismo geopolítico americano pelo mundo. Em linhas gerais, o plano prevê a retirada, nem sempre gradual, dos EUA da arena internacional nas suas mais variadas frentes.

Com isso, o país que era visto como uma força de estabilidade passa a ser poço de instabilidade. Sob Trump, os EUA podem encerrar mais de 20 anos de prosperidade econômica de seu maior aliado na América Latina: o México. Para além do muro, que nos moldes propostos pelo republicano seria impossível de construir, há perspectiva de revisão ou invalidação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, um dos grandes eixos de diálogo entre os dois países. ?Uma relação que era excelente passará a ser muito difícil?, diz Roberto Abdenur, embaixador do Brasil em Washington de 2004 a 2006 e membro do conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Em campanha, Trump chegou a dizer que pretendia deportar dois milhões de criminosos mexicanos ? um número que ninguém sabe, ao certo, de onde veio.

Em linha com a agenda de rupturas, Trump também anunciou que pretende exigir que os 28 aliados que compõem a Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma das mais bem sucedidas alianças militares da história, paguem pela proteção que recebem dos EUA ? isso também serve para o Japão, aliado histórico que abriga mais de 20 bases americanas. O temor é de que, com o abandono dos americanos, a China amplie sua área de influência e a Rússia ganhe força no Leste Europeu, anexando nações como Estônia, Letônia e Lituânia, como já aconteceu com a Crimeia e partes da Ucrânia. ?O que Trump parece não entender é que proteger esses países não é um favor que o Pentágono faz?, afirma o embaixador Abdenur. ?Protegê-los é estratégico para o próprio país.?

Dos temas que mais preocupam os aliados tradicionais dos americanos, a boa relação com o presidente russo, Vladimir Putin, ocupa o topo. ?A Rússia foi um dos primeiros países a parabenizar Trump pela vitória?, lembra Graham, do Instituto Brookings. ?O presidente eleito admira Putin e Putin o admira.? A simpatia mútua pode refletir nos rumos da Guerra da Síria. Nos últimos anos, os EUA apoiaram os rebeldes contra o presidente Bashar al-Assad, amigo de Moscou. Agora, há espaço para Washington apoiar uma solução para o fim da guerra que inclua a manutenção de Assad no poder, hipótese que horroriza a União Europeia e as instituições de defesa dos direitos humanos. Permitir a expansão da influência russa no continente estaria em linha com a ideia de não intervenção que parece permear a política externa de Trump e que pode se manifestar até numa das grandes bandeiras do republicano: o combate ao grupo Estado Islâmico (EI). Como Trump tem mostrado pouca disposição para entrar em novos conflitos, o entendimento entre os especialistas é de que seus esforços para derrotar os terroristas se limitarão a dar continuidade à operação militar em Mossul, no Iraque, iniciada por Obama.
AUTÊNTICO

Trump subverteu a maneira de fazer campanha. Assumiu a figura de falastrão como sendo sua verdadeira personalidade, sem máscaras. No meio do caminho, falou demais, ofendeu de mexicanos a deficientes físicos.

Reduziu mulheres às suas características físicas. Contrariou assessores, suprimiu o politicamente correto. Desafiou a cúpula partidária, intimidou jornalistas e colocou em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral americano. No último debate com Hillary Clinton, chegou a sugerir que não aceitaria o resultado das urnas se elas apontassem para a vitória da democrata. Investiu um terço do que Hillary colocou em anúncios de tevê, mesmo porque também arrecadou bem menos dinheiro. Ela levantou US$ 513 milhões, ele, US$ 255 milhões. Entre os poucos grupos que o apoiaram publicamente, o mais ruidoso foi a Associação Nacional de Rifles, principal lobista da venda e do porte de armas no país ? mas mais importante que tudo isso: Trump ganhou muita mídia espontânea. Até março, quando ainda disputava as primárias, recebeu o equivalente a US$ 2 bilhões em cobertura gratuita, nos cálculos do jornal The New York Times.

Com esse aparato, a imagem de autêntico colou. Apesar dos inúmeros comentários sexistas que fez nos últimos meses e durante toda a carreira ? sobretudo, no período em que foi dono de concursos de beleza ?, Trump obteve mais da metade dos votos das mulheres brancas, uma fatia do eleitorado que se mantém fiel ao Partido Republicano. Isso não dissipou, contudo, as desconfianças sobre o efeito que seu governo teria nos direitos das mulheres. ?A Presidência de Trump será de vastadora para nós?, disse à ISTOÉ a texana Gloria Feldt, presidente do ?Take the Lead? (?Assuma a liderança?), movimento que incentiva a participação feminina em posições de liderança. ?A começar pela Suprema Corte. Ele vai nomear ao menos um juiz, que deverá se opor aos direitos reprodutivos.? Segundo Gloria, isso inclui o aborto, mas também se traduz em resistência a ações afirmativas, como uma legislação que garanta a igualdade de remuneração entre homens e mulheres. ?O futuro dos direitos femininos não estará no nível federal, mas nos Estados?, afirma.

Os conservadores representados pelos republicanos, que agora também têm maioria na Câmara e no Senado, foram muito questionados ao longo do último ciclo eleitoral. A transformação demográfica pela qual os EUA passam, com o aumento da proporção das minorias na população, é considerada prejudicial ao partido, fortemente ligado aos homens brancos. ?Os democratas confiaram muito que haveria uma onda de votos latinos?, afirma Sherry Jeffe, professora da Universidade do Sul da Califórnia, uma das poucas instituições que previu a vitória de Trump. ?Mas isso vai demorar mais tempo para acontecer do que eles gostariam.? Sherry argumenta que os jovens latinos são cada vez mais significativos dentro do eleitorado americano e, em geral, eles se identificam mais com os democratas. O problema é o comparecimento às urnas: Hillary não era a candidata que os faria sair de casa para votar.

ERROS NAS PESQUISAS
Parte da surpresa com a vitória de Trump é resultado justamente dos erros das pesquisas de opinião. Elas falharam em detectar quem eram os potenciais eleitores, inclusive aqueles que se decidiram de última hora ? em alguns Estados, é possível se registrar no momento da votação. Considerando que Hillary esteve consistentemente na frente do empresário na maioria das sondagens semana após semana, os institutos projetaram que ela estaria na frente no dia 8 também. Alguns chegaram a colocar sua chance de vitória acima de 90%. Mas, nessas eleições, o número de indecisos foi extraordinariamente alto: acima de 10%, segundo o estatístico Drew Linzer. Em 2008 e 2012, esse índice ficou entre 4% e 6%.

Os institutos de pesquisa podem argumentar, contudo, que acertaram o resultado nacionalmente. Hillary, afinal, ganhou no voto popular, mas perdeu no colégio eleitoral, como o correligionário Al Gore, em 2000. Isso não significa que a maioria dos americanos prefira a candidata. Entre as distorções do sistema eleitoral do país, em alguns Estados não há nem campanha, porque eles são solidamente favoráveis a um dos dois grandes partidos. Os candidatos, então, preferem investir seus recursos em regiões onde de fato possam conseguir o apoio dos delegados. É assim na Califórnia, por exemplo. Se os republicanos tivessem alguma chance por lá, talvez mais eleitores tivessem se animado a votar em Trump.

Sua eleição também expôs os limites da mídia tradicional e as transformações que as redes sociais têm provocado na forma de se consumir informação. Trump derrotou Hillary apesar de os principais veículos de comunicação terem defendido abertamente a candidatura da adversária. Esse endosso foi enfraquecido pelo fato de as pessoas estarem se informando mais pelas redes sociais. Nessas plataformas, a tarefa de priorizar notícias é feita por algoritmos que dão preferência ao que o leitor tem mais chances de clicar. Ou seja, as pessoas são expostas principalmente a opiniões iguais às dela. Na chamada era da pós-verdade, boatos circulam livremente e a checagem de informações é um processo ultrapassado. Uma pesquisa do jornal The Washington Post, publicada uma semana antes da eleição, mostrou que 40% dos eleitores de Trump acreditavam que a taxa de desemprego no país era de 15% ou mais. O patamar verdadeiro é de 5%. ?Hillary começou a perder quando não reagiu eficientemente às coisas negativas que diziam sobre ela?, afirma Gloria Feldt. ?Trump a rotulou de criminosa e ela não o rebateu, porque pensou que a verdade falaria por si. Mas não falou.?

O novo presidente provavelmente vai frustrar os eleitores que acreditaram em promessas tão populistas quanto irrealizáveis. Trump, no entanto, terá a oportunidade de encerrar o Obamacare, um dos principais e mais controversos legados do atual presidente. Pela reforma promovida por Obama, todos os cidadãos são obrigados a ter um plano de saúde e os mais pobres são subsidiados pelo governo, já que não há um sistema público. Embora tenha garantido assistência para 22 milhões de pessoas, o programa é rejeitado por mais da metade da população. Na prática, prevalece a visão da classe média e das empresas, que se sentem sobrecarregadas pelos custos. Com a ajuda dos congressistas republicanos, que se opuseram fortemente à lei, Trump poderia ao menos cumprir a promessa de acabar com esse ?total desastre?, como costuma dizer ? não se sabe, no entanto, o que ele proporia no lugar. A incógnita Trump está apenas começando.

Fonte ISTOÉ

TRUMP e a era das incertezas

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