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Savassi vai herdar ‘banhistas’ vindos da Praia da Estação

Se Belo Horizonte não tem mar, o povo inventa. É o que foi feito em 2010, com a criação de uma praia bem no centro da cidade, na praça da Estação. Após um início conturbado, a brincadeira conquistou o público e segue ocorrendo sem mais transtornos. Porém, como as fontes do espaço agora não funcionam mais, surgiu a ideia de mudar o banho de sol para a Savassi no próximo sábado. Mas a proposta dos banhistas de transferir a Praia da Estação de lugar preocupa as autoridades.

Em uma reunião do conselho regional da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) com a Polícia Militar, na manhã de ontem, comerciantes expressaram preocupação com o número de pessoas confirmadas para o evento nas redes sociais: cerca de 5.000. “Estão falando em milhares de pessoas se banhando nas fontes. Se cada um usar um bem público desse jeito, não vamos chegar a lugar nenhum”, disse Alessandro Runcini, diretor da CDL Savassi.

No mesmo encontro, o secretário da Regional Centro-Sul, Marcelo de Souza e Silva, chegou a dizer que a prefeitura, a polícia, a guarda municipal e a fiscalização tentariam impedir a praia. “Estamos todos atentos para que o evento não ocorra”. Horas depois, ele se justificou, dizendo que não é contra o uso da praça e não haveria repressão caso pessoas de sunga e biquíni aparecessem na Savassi. “Tanto que estamos planejando o uso de grades para proteger os jardins e as fontes”, pontuou.

Para a prefeitura, porém, a falta de aviso por parte dos organizadores dificulta o planejamento. Segundo o decreto 13.792/ 2009, qualquer evento nos espaços públicos com previsão de público maior que mil pessoas deve ser comunicada à prefeitura. Isso, segundo o secretário, é preciso para que a cidade se organize. O gestor ainda destacou que, apesar desta comunicação oficial não ser feita normalmente na praça da Estação, as estruturas dos dois endereços são completamente diferentes. “No centro, é um espaço enorme, muito aberto, sem obstáculos e com poucos equipamentos, não temos problema se não houver esse aviso. Na Savassi, porém, temos o cruzamento de duas avenidas, dezenas de lojas, mesas nas calçadas. Enfim, é outro tipo de lugar”.

A reação indignou os envolvidos com o evento. Um dos organizadores, o DJ Dú Pente, disse não ser praxe o contato com as autoridades. “Agora temos que pedir para a Polícia Militar para ir à praça?”, questionou. Ele também apontou que a fonte da praça da Estação não funciona há pelo menos um ano. “Fica a sensação de que a prefeitura tem um problema com a diversão das pessoas”, declarou.

Prefeitura

“Não queremos proibir ninguém de usar a praça, mas temos que entender que são estruturas diferentes e precisamos ser alertados sobre a presença dessa quantidade de público, para a organização e até a segurança dos participantes.”

Marcelo de Souza e Silva – Secretário da Regional Centro-Sul

Organização do evento

“Era só o que faltava, termos que avisar a polícia que nós vamos usar uma praça. Como a fonte da Estação não funciona, vamos para onde ela está ligada o tempo todo. Também somos cidadãos e temos direito à cidade e a momentos de lazer e diversão.”

DJ Dú Pente – Um dos organizadores

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