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PF apreendeu cerca de 100 joias na casa de Adriana Ancelmo, afirmam procuradores do MPF

11 dez , 2016  

A força-tarefa da Operação Lava-Jato afirmou na manhã desta quarta-feira que, ontem, foram encontradas cerca de 100 joias na casa da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. Ela foi presa na tarde de ontem, 19 dias após o marido, o ex-governador Sérgio Cabral. Uma perícia avaliará o valor e a autenticidade das peças. De acordo com os procuradores, ainda pode haver joias escondidas, o que configuraria ocultação de bens, e esse seria um dos motivos para as prisões.

– Com joias se consegue guardar dinheiro de forma mais fácil. A expectativa é que ainda existem joias escondidas, ocultadas até hoje. Para nós fica claro que a ocultação de bens, ainda pode estar ocorrendo. Esse é um dos motivos da prisão preventiva dos acusados – declarou o procurador José Augusto Vagos.

A declaração foi dada em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira sobre o oferecimento de denúncia contra o ex-governador Sérgio Cabral, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e mais 11 aliados no âmbito da Lava-Jato. Na denúncia, o MPF acusa os réus de usarem obras do governo do Estado para cometer corrupção e lavagem de dinheiro desde 2007. O grupo seria liderado por Cabral, e teria desviado pelo menos R$ 224 milhões.

As obras envolvidas seriam a urbanização em Manguinhos (PAC Favelas), a construção do Arco Metropolitano, e a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Haveria, ainda, outras, que não foram incluídas na denúncia pois não tiveram “apuração completa”

 

https://www.portalaz.com.br/noticia/politica/385570/pf-apreendeu-cerca-de-100-joias-na-casa-de-adriana-ancelmo-afirmam-procurad

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CABRAL PRESO

17 nov , 2016  

A mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva na manhã desta quinta-feira (17) para prestar depoimentos. Cabral, alvo de pedido de prisão preventiva, já está na sede da PF do Rio. Ele deixou o prédio em que mora na zona sul do Rio sob gritos de “bandido” e “ladrão”. Policiais usaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes, que se colocaram em frente ao carro da Polícia Federal.

Cabral é investigado em duas frentes: pela operação Lava Jato e por outra apuração que tem como foco esquema de corrupção envolvendo a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish Delatores citaram o nome de Cabral e o relacionaram a recebimento de propinas milionárias.

Em depoimento, Cavendish contou que deu de presente para Adriana um anel de R$ 800 mil em julho de 2009, durante uma viagem a Mônaco. De ouro branco e brilhantes, o anel foi pago no cartão de crédito do empresário. Adriana é suspeita de lavagem de dinheiro por meio do seu escritório de advocacia.

A PF batizou a “operação de Calicute”. O prejuízo estimado pelas ações ilícitas é superior a R$ 220 milhões. O esquema de corrupção aponta pagamento de propina de 5% a 6% para a execução de obras no Rio de Janeiro, incluindo a reforma do Maracanã, no período do governo de Cabral.

A apuração em curso identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas. A investigação é tocada em conjunto pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público. Haverá coletiva de imprensa às 10h desta quinta-feira para detalhar as investigações.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/mulher-de-cabral-%C3%A9-levada-para-depor-1.1400203

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