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Consulta pública sobre o Enem é prorrogada até o dia 17

9 fev , 2017  

Arquivo/Agência BrasilQualquer pessoa pode participar da consulta, basta acessar o site disponibilizado pelo MEC

Qualquer pessoa pode participar da consulta, basta acessar o site disponibilizado pelo MEC

O Ministério da Educação prorrogou até o dia 17 de fevereiro o prazo para a sociedade opinar sobre as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio.

A consulta pública, aberta no último dia 18 de janeiro, já recebeu 414 mil sugestões até a manhã desta quinta-feira (9). O prazo terminaria nesta sexta-feira (10), mas foi prorrogado devido à grande participação popular.

As perguntas devem ser respondidas pela internet, na página da Consulta Pública. A primeira questão da pesquisa pergunta se a aplicação do Enem deve manter o formato atual, em dois dias, ou ser realizada em apenas um dia, com uma prova de até 100 questões, além da redação. Seriam, então, 5 horas e meia de duração.

A segunda questão complementa a anterior. Caso o exame continue a ser aplicado em dois dias, os cidadãos devem opinar sobre os mais adequados — domingo e segunda-feira, que se tornaria feriado escolar, dois domingos consecutivos ou, como hoje, no sábado e no domingo.

Na terceira pergunta, quer saber a opinião sobre a aplicação do Enem por computador. Por fim, o participante tem a oportunidade de apresentar sugestões para o aprimoramento do exame em um texto com no máximo 300 caracteres.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação

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Brasil,Cidades,Política,Política Geral,Saúde

Hemorragia de Marisa Letícia foi estancada após cateterismo

25 jan , 2017  

casadosmunicipios jornal

A ex-primeira-dama Marisa Letícia, 66 anos, foi submetida a um cateterismo na tarde desta terça-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e o procedimento foi bem-sucedido. Os médicos conseguiram embolizar [estancar] pontos de hemorragia no cérebro de Marisa, que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico. O estado da ex-primeira-dama, que é mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é grave, mas estável.

Segundo Roberto Kalil Filho, médico da família de Lula, Marisa teve uma ruptura de um aneurisma numa artéria cerebral. O procedimento conseguiu estancar o sangramento e corrigir o problema na artéria, disse o médico. Ainda de acordo com Kalil, o estado de Marisa é estável, mas ela está sedada. “Nas próximas horas vamos começar a tirar a sedação.”

Ainda de acordo com Kalil, a ex-primeira-dama foi diagnosticada com AVC no hospital Assunção, em São Bernardo. Marisa teve uma crise hipertensiva e “por isso, provavelmente, que rompeu o aneurisma”.

Kalil declarou que não há previsão de que Marisa precise passar por outros procedimentos, recebendo apenas cuidados clínicos. Segundo o médico, outro boletim médico deve ser divulgado na manhã desta quarta-feira (25).

“[Marisa] Foi imediatamente submetida a um atendimento de emergência, seguido de cirurgia endovascular (embolização)  e oclusão do aneurisma. Deverá seguir em tratamento intensivo por tempo indeterminado”, reiterou boletim médico divulgado por volta de 21h.

As equipes que a acompanham, e que assinam o boletim médico, são coordenadas pelos médicos Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.

Questionado sobre se Marisa corre risco de vida, o médico disse que “risco sempre se corre num caso desse”.

Pelo Facebook, o ex-presidente agradeceu o carinho dos internautas. “Obrigado por todo o carinho e pensamentos positivos. Agora, é aguardar a recuperação com muita fé.”

Lula “esperançoso”

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse no começo da noite que o cateterismo “correu bem”, sem detalhar o estado de saúde de dona Marisa. Segundo Okamotto, Lula está ” muito preocupado e muito esperançoso”.

Okamotto disse que dona Marisa está na UTI no momento. “É o procedimento normal.”

O ex-presidente Lula está no local, mas não falou com a imprensa. O Instituto Lula, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que por ora não tem nada a comentar sobre o caso.

Dilma também se manifestou pelo Facebook: “A presidenta Dilma também está na torcida pela sua rápida recuperação.”

Lava Jato

Dona Marisa é ré em uma ação penal, junto com o marido, na Operação Lava Jato. Eles respondem pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht.

Questionado sobre um possível impacto emocional no quadro de saúde de dona Marisa, Paulo Okamotto disse achar que “qualquer ser humano que passa pelo que Marisa está passando, pressão, perseguição, sempre tem um componente emocional. Ter o marido, o filho, perseguidos injustamente, sempre acaba prejudicando a saúde de qualquer pessoa”.

Segundo os advogados da ex-primeira-dama e do ex-presidente, a denúncia seria um “delírio acusatório”.

Entenda o AVC

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico, mais comum (cerca de 80% dos casos), e o hemorrágico (20%). O primeiro é provocado pela falta de sangue em uma área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria. Já o hemorrágico, como o de Marisa, é causado pelo rompimento de um vaso intracraniano que promove uma hemorragia cerebral.

O AVC pode se manifestar por um ou mais dos sintomas. Veja quais são:

– Fraqueza ou formigamento de repente, em um dos lados do corpo
– Dificuldade súbita para falar

– Dificuldade súbita para enxergar ou visão dupla

– Dificuldade súbita para caminhar ou perda do equilíbrio

– Tontura com sensação de que tudo está girando

– Dor de cabeça muito forte, de repente, sem causa aparente

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/01/24/hemorragia-de-marisa-leticia-foi-estancada-apos-cateterismo.htm

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Governo libera R$ 16,5 milhões para obras de infraestrutura

27 nov , 2016  

A infraestrutura turística de sete estados brasileiros irá receber R$ 16,5 milhões do Ministério do Turismo (MTur). As 13 obras, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), serão realizadas em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Os empreendimentos fazem parte das 1,6 mil obras do PAC nacional que tiveram sua retomada anunciada pelo governo federal no início de novembro.

“A liberação dos recursos federais para a retomada dessas obras demonstra o compromisso do governo com a melhoria da infraestrutura turística em todo o país. Os avanços nas obras do Turismo têm o intuito de fortalecer uma atividade tão importante para a geração de emprego e renda”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Sinalização

As obras dizem respeito à sinalização turística na capital Goiânia (GO), nas cidades históricas mineiras – Congonhas, Diamantina, Ouro Preto, São João Del Rei -, e nos municípios de Florianópolis (SC), Jaguarão (RS) e Santo André (SP). Em São Paulo serão atendidas as obras de reforma do Complexo Anhembi, além da construção da Fábrica do Samba.

A capital potiguar Natal (RN) será beneficiada com a retomada das obras de reforma do Centro de Convecções da cidade. A reforma do Centro de Convenções de Sergipe também será atendida com o anúncio. Já o município de Balneário Camboriú (SC) verá as obras de construção do Centro de Eventos e Pavilhão de Convenções voltar à ativa.

PAC Turismo

O foco do programa é a reforma e construção de centros de convenções, bem como a implantação de sinalização turística. O objetivo é descentralizar o mercado do segmento, ainda fortemente concentrado no eixo Rio-São Paulo.

Fonte: MTur

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Brasil

Em novo ato de intolerância política, sede nacional do PT é atacada

1 jul , 2016  

Vidros de entrada do prédio foram destruídos na madrugada de hoje (30), por volta de 1h15, a golpes de picareta. Autor foi detido e, depois de liberado, postou em redes sociais que vai repetir o atentado
por Redação RBA publicado 30/06/2016 10:06, última modificação 30/06/2016 15:26
arquivo pessoal/whatsapp
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Novo ataque contra sede nacional do PT deixou entrada do prédio destruída

São Paulo – A sede nacional do PT, no centro de São Paulo, foi atacada na madrugada de hoje (30) por um homem que destruiu os vidros de entrada do prédio. Segundo a assessoria de imprensa do partido, por volta da 1h, um segurança teve a atenção despertada ao ouvir um som de pancadas e viu o homem dando golpes de picareta contra a porta de vidro da sede. Ele foi preso em seguida por soldados da PM que passavam no local em uma viatura.

O autor do atentado foi levado ao 8º DP, onde foi identificado como Emilson Chaves da Silva, de 38 anos, sem ocupação definida. A delegacia registrou o Boletim de Ocorrência 4.572, por “dano a patrimônio” e o liberou. Ele responderá ao inquérito em liberdade.

Ouvido pela RBA, o investigador França, do DP, disse que Emilson atacou a sede do partido porque “o PT está lhe perseguindo, fazendo mal ao país”.

Em seu perfil na rede social Facebook, ele confirmou a autoria do atentado, que promete repetir: “Foi eu que ataquei o diretório nacional do partido dos trabalhadores e vou atacar de novo….(sic)”.

O ataque não foi o primeiro direcionado a diretórios e estabelecimentos ligados ao PT. Em julho do ano passado, uma bomba caseira foi jogada na sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O diretório municipal do partido em Belo Horizonte sofreu três ataques em março deste ano. Em nota, o PT lamentou e disse ter sofrido uma “ação de grupos fascistas, alimentados pelo ódio e intolerância”.

Ainda foram registrados neste ano depredações em diretórios do PCdoB em Sergipe, Goiânia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, e também na sede da UNE, na capital paulista.

Fonte:.http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/06/sede-nacional-do-pt-e-atacada-em-novo-ato-de-intolerancia-2702.html

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Operação Lava Jato

“Lava Jato por si só não salvará o Brasil”, diz Janot

27 jun , 2016  

André Richter – Repórter da Agência Brasil
 experiência italiana e perspectivas no Brasil, onde será debatido o combate à corrupção (Valter Campanato/Agê

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que a Operação Lava Jato não “salvará o Brasil” da corrupção sem partipação popularValter Campanato/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (27) que a Operação Lava Jato não “salvará o Brasil” da corrupção sem partipação popular. Janot participou no início da noite da abertura de um seminário sobre grandes casos de corrupção julgados no país e na Itália.

No discurso de abertura, o procurador disse que a Lava Jato é a “maior e mais profunda” investigação de combate à corrupção da história do país. No entanto, segundo o procurador, o fim dos desvios de dinheiro público não depende somente dos procuradores e dos juízes.

“Não chegaremos ao fim dessa jornada pelos caminhos do Ministério Público ou do Judiciário. Esses são peças coadjuvantes no processo de transformação e de aprofundamento dos valores republicanos. A Lava Jato, por si só, não salvará o Brasil, nem promoverá a evolução do nosso processo civilizatório”, disse Janot.

No discurso, o procurador-geral também disse que existe atualmente no Brasil um ambiente favorável ao fim da impunidade e que retrocessos não serão tolerados pelo Ministério Público.

“Hoje, algumas vozes reverberam o passado e ensaiam a troca do combate à corrupção por uma pseudoestabilidade, a exclusiva estabilidade destinada a poucos. Não nos sujeitaremos à condescendência criminosa: não é isso que o Brasil quer, não é disso que o país precisa”, disse.

Ministro da Justiça

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Morais, também discursou na abertura do seminário e disse que o governo apoia as mudanças legislativas de combate à corrupção, como o projeto de lei denominado Dez Medidas contra a Corrupção. A inciativa é baseada em dez pontos de alteração da legislação atual, entre eles o aumento de penas para crimes relacionados com a corrupção e a criminalização das doações não declaradas em campanhas eleitorais.

Morais também disse que defende mudanças na legislação sobre improbidade administrativa. “Muitas vezes há dificuldade de comprovar algo que é claro. Se o servidor público ganha 13 salários por ano, não pode ganhar um tostão a mais, se a soma dos 13 salários é infinitamente menor do que o seu patrimônio, ele que explique o seu patrimônio. É algo óbvio”,disse.

Edição: Fábio Massalli
Fonte:.http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-06/lava-jato-por-si-so-nao-salvara-o-brasil-diz-janot

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Política Geral

ODEBRECHT E A LISTA DE PROPINAS

6 jun , 2016  

LAVA JATO

Odebrecht liga Guido Mantega e Palocci a lista de propinas
Nomes de ex-ministros dos governos Lula e Dilma estarão na delação de executivos da empresa
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0 Empresário é considerado o maior troféu na operação Lava Jato 0 Alvos. Guido Mantega e Antonio Palocci, segundo documento da Polícia Federal, recebiam os subornos e repassavam a campanhas do PT
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SÃO PAULO. Quando descobriu que a Odebrecht tinha um departamento especializado em pagar propinas, a Polícia Federal (PF) encontrou uma mina de provas, materializadas em planilhas com valores, e alguns enigmas, já que os agraciados com suborno eram tratados por codinomes. Um desses codinomes, “Italiano”, foi interpretado pela PF como sendo o ex-ministro Antonio Palocci, mas quem seria um certo “Pós-Itália”, citado também em anotações de Marcelo Odebrecht?

Executivos do grupo Odebrecht vão afirmar em acordo de delação que “Pós-Itália” é o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, segundo apuração do jornal “Folha de S. Paulo”. Palocci e Mantega foram ministros da Fazenda nos governos de Lula e Dilma, respectivamente. Com Dilma, Palocci chegou também a chefiar a Casa Civil.

Em um e-mail de um funcionário da empreiteira interceptado pela PF, o codinome “Italiano” aparece associado ao valor de R$ 6 milhões, enquanto o “Pós-Itália” teria recebido R$ 50 milhões para repassar ao PT.

O documento, intitulado “Posição Programa Especial Italiano”, seria a indicação de propinas pagas ao partido entre 2008 e 2012, de acordo com interpretação da PF e dos procuradores. Em 31 de junho de 2012, os pagamentos supostamente ilícitos somavam R$ 200 milhões. Até fevereiro deste ano, a PF não sabia quem era “Pós-Itália”, segundo relatório da investigação.

As planilhas foram elaboradas por Maria Lucia Tavares, secretária da Odebrecht que cuidava do controle do pagamento de propina, inclusive no exterior. Depois de ser presa em fevereiro, ela firmou acordo de delação premiada com a Justiça passando a fornecer detalhes sobre o setor da empreiteira voltado para pagamento de propina. Os valores seriam repasses para campanhas do PT e também para o marqueteiro João Santana por meio de caixa 2.

A mulher de Santana, Mônica Moura, também negocia acordo de delação com procuradores da Lava Jato e confirmou a suspeita da PF de que “Italiano” é Palocci. Ela disse, nas discussões para o acordo, que Mantega repassava recursos da Odebrecht para Santana, mas não identificou-o como “Pós-Itália”.

Palocci já era investigado pela Lava Jato desde junho do ano passado, sob suspeita de ter pedido R$ 2 milhões para a campanha de Dilma em 2010, segundo a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Mantega também já teve seu nome citado. Ele é investigado por outra operação, a Zelotes, na qual é suspeito de ter indicado um conselheiro para um órgão da Receita Federal que, por sua vez, beneficiou empresa da qual teria recebido propina.

O advogado de Palocci e Mantega, José Roberto Batochio, diz que as delações não passam de ilações sem qualquer fundamento.

‘Príncipe’ fez da cela o escritório

Curitiba. O mais rico e poderoso dos presos da Lava Jato está às vésperas de completar um ano de prisão, no próximo dia 19. Desde a semana passada, o presidente afastado do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, passou a negociar formalmente com procuradores da República um acordo de delação premiada, já considerado a grande “bomba” da operação.

Para os investigadores, Odebrecht não é só mais um preso – entre os 157 – da Lava Jato. É o maior troféu da força-tarefa criada em 2014 para desmontar o bilionário esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

Ele é o único empresário do grupo VIP de empreiteiras acusadas de cartel ainda preso em Curitiba. Transformou a cela de 12 metros quadrados, sem luz e sem TV que divide com três outros presos em academia, escritório e biblioteca. Duas rotinas obsessivas tomam os seus dias: escrever e exercitar-se. Como os demais presos, ele tem direito a uma hora de sol por dia. As visitas da família são às quartas-feiras – a irmã e a mulher são as mais frequentes.

No cárcere, Marcelo Odebrecht passou a ser tratado como “príncipe” pelos demais presos. Graças à autorização judicial a partir de uma recomendação médica, dispõe de uma dieta com frutas secas, biscoitos e torradas sem glúten.

Longe do comando das empresas há um ano, seu principal negócio hoje é obter com a Procuradoria da República uma redução da pena. Mas, até agora, nos tribunais, as arguições montadas partindo de suas diretrizes à equipe de criminalistas foram caindo uma a uma. “Ele nunca deixou de acreditar que porque é rico e poderoso sairia logo da cadeia”, disse uma autoridade. Jornal O Tempo

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170,5 bilhões é o tamanho do rombo

21 maio , 2016  

Governo quer permissão para rombo fiscal de até R$ 170,5 bilhões em 2016

 Por Do G1, em Brasília    20/05/2016 20h09
 http://gazetaweb.globo.com/

Se confirmado, será o maior déficit fiscal do governo em toda história. Proposta de nova meta será avaliada na próxima semana pelo Congresso. COMENTE

Governo anuncia teto para rombos nas contas de R$ 170 bi

FOTO: REPRODUÇÃO

O governo federal enviará ao Congresso Nacional na próxima semana uma proposta que prevê um déficit (despesas maiores do que receitas) das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões em 2016. Se confirmado, será o pior resultado da série histórica.

Esses R$ 170,5 bilhões não incluem os juros da dívida. Em agosto de 2015, a previsão de gastos com juros para este ano era de R$ 304 bilhões.

A proposta foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, em entrevista coletiva.

De acordo com Meirelles, a nova meta foi feita feita com “parâmetros realistas” e próximos aos utilizados pelo mercado financeiro. O objetivo do governo é que seja votada pelo Congresso na terça-feira (24).

“Há receitas que dependem de aprovação legislativa. Existem margens grandes de incerteza. Por exemplo, a questão da regularização dos capitais no exterior, principalmente, chamada repatriação de capitais. Por outro lado, existe a renegociação da dívida dos estados, pagamentos de passivos e despesas. Existe aí uma série de previsões consolidadas nessas metas”, disse.

Os R$ 170,5 bilhões superam em muito o déficit proposto pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff, que havia enviado projeto de lei ao Congresso pedindo autorização para que as contas tivessem em 2016 um déficit de até R$ 96,6 bilhões.

Essa proposta sequer foi avaliada pelo Legislativo, devido ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Jucá justificou a grande diferença em relação à proposta de déficit que havia sido formulada pelo governo Dilma dizendo que o objetivo é evitar a necessidade de voltar a pedir a mudança da meta ao Congresso.
“Meta fiscal não é novela para ser feita em capítulos. É para ser feita no lançamento só. Ações virão que apontarão à sociedade que a visão deste governo é diferente da do outro governo porque não estamos escamoteando a verdade. Vamos mudar a verdade, com responsabilidade fiscal”, disse.
Autorização do Congresso
Atualmente, a meta para as contas públicas em 2016, fixada no orçamento federal aprovado pelo Congresso, é de um superávit primário (economia) de R$ 30,5 bilhões para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais). Somente para o governo federal, a meta é de um resultado positivo de R$ 24 bilhões neste ano.
O governo precisa de autorização do Congresso para registrar um déficit bilionário – em vez de um superávit – porque as despesas superam as receitas com a arrecadação de impostos, resultado da maior recessão econômica da história do país.
Entre janeiro e abril de 2016, a arrecadação foi a mais baixa para o período em seis anos. Segundo Meirelles, a previsão de receita do governo anterior estava superestimada.
Além disso, devido às vinculações existentes no orçamento, com muitos gastos obrigatórios (mais de 80% do total), o governo também enfrenta dificuldades para cortar despesas. Por isso, analistas avaliam que não há como cumprir a meta vigente.
Se a nova meta fiscal não for aprovada pelo Congresso, o governo pode ter de efetuar um forte bloqueio de gastos para cumprir a meta atual.
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou que a rejeição da mudança da meta levaria o governo a paralisar suas atividades – assim como ocorreu no ano passado, por alguns dias, até que a meta de 2015 fosse revista.
Se a proposta do governo for aprovada, o governo terá permissão para que as contas fiquem no vermelho pelo terceiro ano seguido.
Em 2014, as contas do governo tiveram o primeiro déficit primário em 18 anos, de R$ 17,24 bilhões.
Em 2015, um ano marcado pela recessão na economia e pelo pagamento das chamadas “pedaladas fiscais”, as contas registraram um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões.
Votação
Segundo Jucá, a ideia do governo é que se possa votar a nova meta na Comissão Mista de Orçamento na segunda-feira (23) para que, na terça-feira, seja aprovada pelo Congresso Nacional.
“Nossa expectativa é que tenhamos, da terça para quarta-feira, aprovada no Congresso a nova meta, desbloqueando a ação do governo”, disse.
Nesta sexta, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os parlamentares votarão na terça-feira (24), diretamente no plenário – sem passar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), como de praxe – o projeto de lei que reduz a meta fiscal de 2016.
Meirelles afirmou que não previu, na nova meta, recursos com eventual volta da CPMF e destacou que o governo manterá a “austeridade”, ainda que com permissão para um rombo nas contas de R$ 170,5 bilhões.
“A previsão é manter austeridade e controle muito rigorosos, enxergando a preocupação de não revisar a meta. Não existe aqui previsão e receita de CPMF. Qualquer coisa que demande aprovação legislativa não está aqui”.
Outras medidas
Meirelles afirmou que a nova meta proposta não contempla medidas que estão sendo estudadas pela equipe econômica, e que serão anunciadas “proximamente”, que podem ser de ordem administrativa; a serem propostas ao Congresso ou em andamento no Legislativo.
“Evidentemente, que o governo federal vai agir nesse processo não só para este ano, mas para os próximos”, acrescentou Meirelles.
De acordo com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, esse déficit proposto para 2016 é alto, mas é uma constatação.
“Não é resultado de uma política para o futuro. Estamos apresentando número que tratamos como teto, a partir de um momento, e o Ministério do Planejamento e outros vão trabalhar no sentido de que, com gestão e governança, possamos diminuir essas despesas”, declarou ele.
Segundo Jucá, o governo quer que os recursos públicos sejam fruto de equilíbrio fiscal e que possam contribuir para a “animação econômica, geração de empregos e mudança dos índices macroeconômicos que impactam negativamente nossa economia”.
Para 2017
Jucá afirmou que o governo “trabalha” para que, em 2017, o cenário econômico seja melhor que o deste ano.
“Vamos trabalhar no sentido de que, a partir deste momento, reconhecida essa realidade, possamos evoluir no equilíbrio fiscal. Que no próximo ano não tenhamos o quadro que temos hoje”, disse.
De acordo com Meirelles, a nova meta fiscal foi proposta para que a “estrutura governamental funcione” e “cumpra suas funções básicas”, contemplando ainda uma “estrutura de endividamento sustentável”.
“Medidas serão tomadas para controlar essa trajetória da dívida em um prazo médio. Isso não pode ser concedido de forma irrealista ou insustentável, como contingenciamento inviáveis que não podem ser cumpridos”, acrescentou.
O mercado financeiro espera que, em 2017, as contas públicas registrem novo déficit em suas contas, com estimativa de um resultado negativo de R$ 92 bilhões.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é o aumento da dívida pública e mais pressões inflacionárias.
Devido ao fraco desempenho da economia, dificuldades para aprovar medidas necessárias no Congresso Nacional e piora do endividamento, o Brasil já teve retirado o chamado “grau de investimento” – uma recomendação para investir no país – pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).

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Política Geral

PRESIDENTE TEMER

13 maio , 2016  

Michel Temer é o presidente em exercício do Brasil

Dilma Rousseff foi afastada por 180 dias para ser julgada.
No Senado, a instauração do processo foi por 55 votos a favor e 22 contra.

Julio Mosquera e Gioconda BrasilBrasília, DF

Michel Temer já é o presidente em exercício do Brasil. Depois de uma sessão no Senado que durou mais de 20 horas, a presidente Dilma Rousseff foi afastada e vai responder a processo por crime de responsabilidade. Ela deixou o cargo no fim da manhã desta quinta-feira (12).

Quarta-feira, 10h, a abertura da sessão. Quinta-feira, 6h33: o resultado da votação. Momento que a TV Globo mostrou ao vivo. Assista no vídeo acima.

Por mais de 21 horas, o plenário do Senado se dedicou exclusivamente ao debate e à votação do parecer que recomendava o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Setenta senadores foram à tribuna anunciar como votariam.

No discurso o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima, defendeu o processo de impeachment e a liberdade de expressão.

“A imprensa livre do nosso país nos trouxe até aqui. Apesar das tentativas de cerceá-la, de silenciá-la, foi a imprensa livre do nosso país que mostrou à nação inteira o que estava acontecendo, espontaneamente, nas ruas do Brasil, para que pudéssemos compreender esse instante”.

 

IMPEACHMENT NO SENADO
Afastamento de Dilma por 180 dias

Consciente da derrota, o senador Humberto Costa, do PT, que era líder do governo, falou como será o comportamento do partido agora oposição.

“Faremos uma oposição qualificada e consistente dentro deste congresso nacional e nas ruas do Brasil. Não esperem de nós gestos incendiários, mas também não esperem complacência, corpo mole e muito menos qualquer tipo de composição com o governo golpista e vergonhoso que mancha a história do nosso país”.

O senador Fernando Collor de Mello, do PTC, também se manifestou. Em 1992, Collor enfrentou um processo de impeachment. Vinte e quatro anos depois anunciou que votaria a favor do afastamento de Dilma. A senadora Rose de Freitas, do PMDB, que está tratamento de saúde, foi votar de cadeiras de rodas.

Enfrentando o cansaço, os senadores continuaram se revezando na tribuna durante toda madrugada. O último a falar, pouco depois das 5h30, foi o presidente da Comissão de Impeachment. Raimundo lira do PMDB votou a favor do afastamento.

Com o fim da lista de inscritos, a sessão entrou numa nova etapa. Em que o relator Antonio Anastasia, do PSDB, e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, defenderam oposições opostas.

Anastasia fez referência a posicionamento dos ministros Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que é o Senado que deve se manifestar em processo de natureza política.

“Não há base constitucional para qualquer intervenção do poder judiciário que, direta ou indiretamente, importe juízo de mérito sobre a ocorrência ou não dos fatos ou sobre a procedência ou não da acusação”.

E reiterou que há indícios suficientes para justificar o afastamento de Dilma Rousseff e citou um discurso em que Dilma reconhece que usava dinheiro de bancos públicos para pagar despesas do governo, o que é proibido pela lei de responsabilidade fiscal.

“Um discurso da senhora presidente da República, em Roraima, com a seguinte parte do texto – abro aspas: ‘a gente, o governo federal, é dono da Caixa Econômica Federal, nós somos os únicos donos, o governo federal. […] O que eles levantam é que muitas vezes a caixa paga o mês e aí nós recompomos o pagamento que a Caixa fez. O que que acontece? Quando chega no fim do ano, geralmente, a Caixa fica com mais dinheiro do que era o necessário. Mas, no mês em que ela não ficou com aquele dinheiro, nós pagamos juros para ela. O artigo 36 da lei de responsabilidade fiscal veda, de maneira explícita, a operação de crédito com conceito amplo exatamente entre a entidade que controla o banco oficial e esse mesmo banco oficial”.

José Eduardo Cardozo rebateu as acusações. “E as chamadas pedaladas fiscais? Atrasar pagamento é empréstimo? De onde se tira isso? Não é da lei de responsabilidade fiscal, que, alega-se, teria vedado esse tipo de operação. Não, porque lá se diz que operação de crédito é proibido. E aí, para justificar a situação, se diz: “não, por favor, não. É que o conceito de operação de crédito da lei de responsabilidade fiscal é diferente do conceito de operação de crédito das outras leis”.

Cardozo afirmou ainda que os atos praticados por Dilma não feriram as legislações vigentes. “Tanto o caso dos decretos como o caso das pedaladas, os dois casos, os dois casos, o Tribunal de Contas da União admitia aquilo. Mudou de opinião. E, no momento em que ele mudou de opinião, o governo seguiu a lei ditada na orientação do tribunal. Não foram praticados atos depois que o Tribunal de Contas mudou de opinião. Não há crime de responsabilidade praticado pela senhora presidente da República. O impeachment não se justifica”.

Os argumentos não convenceram os 55 senadores que votaram a favor do afastamento de Dilma Rousseff.

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IMPEACHMENT – AFASTAMENTO DE DILMA

12 maio , 2016  

O plenário do Senado Federal aprovou às 6h34 desta quinta-feira (12) a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff  (PT). Foram 55 votos a favor e 22 contra. Com a decisão, ela fica afastada do mandato por até 180 dias, até o julgamento final pelo Senado. Com o afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) assume como presidente em exercício.

(Veja como votou cada senador e partido)

A sessão começou às 10h de quarta-feira (11), adentrou a madrugada e durou mais de 20 horas. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votou – ele só votaria em caso de empate. Dois senadores, de licença médica, se ausentaram: Jader Barbalho (PMDB-PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM).

Dilma Rousseff e Michel Temer serão oficialmente notificados nesta quinta (12) da decisão do afastamento.

http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/05/processo-de-impeachment-e-aberto-e-dilma-e-afastada-por-ate-180-dias.html

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Combate à corrupção é tema de Teatro Treinamento em empresas

19 abr , 2016  

Neste momento em que Operação Lava Jato traz à tona os casos de corrupção na Petrobras envolvendo políticos, empresários e agentes públicos torna-se urgente debater esse tema e pensar em ações que sejam capazes de reverter esse mal, cujos efeitos são devastadores para nosso país. O grande desafio é engajar toda a sociedade brasileira nessa luta. Por isso, a TOQUE DE AREIA – Consultoria e Treinamentos decidiu entrar nessa batalha por meio da sua especialidade que é o Teatro Treinamento, criando uma série de espetáculos que tratam desse problema. O destaque é a peça Corrupção Não, Cidadão! , baseada na Lei federal 12.846, conhecida como lei anticorrupção, que está sendo apresentada em diversas empresas de São Paulo e do Brasil. Veja um trecho da peça: https://www.youtube.com/watch?v=cjcyjDuAvww .

Corrupção não, cidadão! fala de um funcionário de uma empresa que recebe o convite de um agente público para participar de uma concorrência com garantia de vitória, mediante a pagamentos “extras”. Após sucesso da primeira vez, esse funcionário se vê preso ao agente, que o convida a participar de outras licitações e fazer o mesmo. Até que um dia a empresa passa por uma auditoria e as “falcatruas” começam a aparecer. A peça mostra como sair dessa situação e, como não entrar nela. Para tanto, durante a encenação serão abordados os seguintes tópicos: Lei 12.846 Anticorrupção – Conceito e aplicabilidade, Decreto 8.420 (regulamenta a lei 12.846), Compliance (estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos), Ética e Integridade corporativa, fraudes em licitações públicas, Mau uso do cartão corporativo, O que leva uma pessoa a ser corrupta? Consequências de atos de corrupção dentro das empresas, Atenuantes de multas e a importância dos treinamentos.

“Essa peça é a maneira que encontramos de contribuir com o nosso país na luta contra a corrupção. É um trabalho de sensibilização e conscientização, voltado à educação e a formação cidadã dos funcionários das empresas do nosso país, ressalta o sócio diretor da Toque de Areia Reinaldo David Rizk.

Para a diretora do espetáculo Eliane Rizk o teatro é um grande instrumento de transformação social. “Queremos que o espetáculo provoque inquietação, discussão, questionamento do público e seja um agente transformador dessa nossa cultura baseada no jeitinho brasileiro ou na necessidade de levar vantagem em tudo, como manda a lei de Gerson. É importante que as pessoas se conscientizem que o interesse coletivo deve estar acima do individual”, enfatiza.

Lei 12.846
Em vigor desde 2013, o objetivo básico da lei é impedir atos de corrupção em relação aos agentes e à administração pública, no país e no estrangeiro. Com punição a oferta de vantagens indevidas a agentes públicos, o que, além de propina em dinheiro, inclui pagamento de viagens e outros benefícios pessoais.

Outros espetáculos
Pulgas da Corrupção (http://migre.me/tdHDo) e Ética – Se é que você me entende (https://www.youtube.com/watch?v=MVJFYiIN418)
Teatro treinamento
Na década de 90 a Toque de Areia patenteou a Marca ”Teatro Treinamento”, que é o treinamento através de um espetáculo teatral, unindo arte como com conteúdo. Também conhecido como Teatro Empresa ou Teatro In Company.

Diferente dos treinamentos tradicionais a linguagem teatral causa um impacto maior e mais direto no público já que trabalha diretamente com as emoções do público através de músicas, histórias, piadas ou qualquer outra coisa que envolva a emoção. Tudo isso ajuda no aprendizado e memorização das mensagens transmitidas.

TOQUE DE AREIA – Consultoria e Treinamentos
Desde 1994 produzindo e realizando espetáculos teatrais para os mais diversos eventos empresariais pelo Brasil e criadora da expressão “Teatro Treinamento”, a Toque de Areia é a pioneira em espetáculos de repertório e sob medida para eventos de treinamento.

Serviço
Corrupção Não, Cidadão – Teatro Treinamento para empresas
E-mail: faleconosco@toquedeareia.com.br
Telefone: (11) 5063-2929
Site: www.toquedeareia.com.br

Informações para a Imprensa
Arismar Garcia
Celular: 11 98540.2548
E-mail: arismar.garcia@gmail.com

https://www.dino.com.br/releases/combate-a-corrupcao-e-tema-de-teatro-treinamento-em-empresas-dino89091400131

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Política

Votação deve ser em setembro

19 abr , 2016  

Brasília. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu nesta segunda o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, autorizado pela Câmara. Renan se reuniu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Apesar de começar a tramitar hoje, a previsão de líderes peemedebistas é que ação seja votada no plenário só em setembro.

Após a leitura de decisão da Câmara autorizando o Senado a abrir o processo, Renan quer dar prazo de 48 horas para os partidos indiquem seus nomes para compor a comissão especial de 21 membros que analisará o processo de impeachment.

“É papel do Senado instaurar o processo, julgar e pretendemos fazer isso com absoluta isenção e neutralidade. Temos pessoas que pedem para agilizar o processo. Mas não poderemos agilizar o processo de tal forma que parece atropelo ou delongar de tal forma que pareça procrastinação. De modo que com essa isenção e neutralidade”, disse Renan.

Porém, os prazos para a criação da comissão podem virar uma guerra. Com prazo de 48 horas, o cronograma no Senado deve atrasar e se poderá perder uma semana. O prazo não é definido pelas regras do impeachment, que estabelece que a decisão da Câmara seja lida na sessão e, ato contínuo, seja eleita em plenário os 21 membros indicados pelos partidos. Mas Renan quer usar a regra do Regimento Interno, que dá 48 horas de prazo.

Renan disse reunirá os líderes dos partidos para definir o rito. O cronograma elaborado pelos técnicos deverá sofrer alterações.

O presidente do Senado disse que a Casa não trabalhará feriados ou finais de semana, como a Câmara. “Vou pedir presteza aos líderes na indicação dos nomes, mas não posso obrigar que eles façam isso com menos de 48 horas”, disse Renan.

Articulação. Em conversas com integrantes da cúpula do PMDB, Renan ressaltou que é preciso ter “cautela” e que o trâmite do processo de impeachment na Casa deve seguir estritamente o que prevê o regimento para se evitar a judicialização por parte do governo.

A previsão dos senadores, colocada na ponta do lápis na reunião, é de que a votação do processo de impeachment, no plenário do Senado, ocorra apenas no dia 21 de setembro, uma quarta-feira. A oposição não concorda com esses prazos e que a análise seja mais rápida.

Renan esteve reunido ao longo do dia na residência oficial do Senado com o presidente do PMDB em exercício, senador Romero Jucá (RR), e o líder do PMDB do Senado, Eunício Oliveira (CE). Nos cálculos do trio, a comissão especial, que deverá ser montada no Senado para votar a admissibilidade do processo de impeachment, deve concluir os trabalhos no dia 10 de maio.

Apesar de ainda restarem cinco meses para o desfecho no Plenário, o entendimento é de que um erro neste momento pode levar o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) e adiar ainda mais a conclusão do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

 

 

Fonte:/.http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/vota%C3%A7%C3%A3o-deve-ser-em-setembro-1.1282182

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Educação

HORA DO ENEM

13 abr , 2016  

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta terça-feira (5) a “Hora do Enem”, programa de TV e plataforma de estudos voltados para preparação de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O conteúdo poderá ser acessado pelo site horadoenem.mec.gov.br.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que as ações serão desenvolvidas por parceiros e os conteúdos não terão relação direta com o banco de dados ou com o que está em produção pelo Inep para as próximas provas do Enem.

“É uma parceria com o Sistema S. Os custos são todos dessa parceria”, disse Mercadante, sem citar valores.

O programa diário de TV será feito com apoio de professores de quatro escolas (Descomplica, QG do Enem, FGV Ensino Médio e Pitágoras). Os programas começam em maio.

Já plataforma online usa em seu lançamento a estrutura do Geekie Games, ferramenta de simulado online também disponibilizada em anos anteriores pelo G1(veja mais detalhes abaixo). Nesta plataforma estarão simulados, planos de estudos e videoaulas.

Mercadante diz que as ações da “Hora do Enem” são voltadas especificamente para os 2,2 milhões de estudantes concluintes do ensino médio das redes públicas e privada.

http://g1.globo.com/educacao/enem/2016/noticia/2016/04/mec-lanca-hora-do-enem-programa-de-tv-e-plataforma-de-estudos.html

 

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Brasil,Política

Deputados aprovam impeachment

12 abr , 2016  

A Comissão especial que analisou o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff aprovou nesta segunda-feira o relatório favorável à instauração do processo de impedimento de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

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O texto de Jovair foi aprovado por 38 votos a 27 na comissão. O parecer terá de ser analisado agora pelo plenário da Câmara dos Deputados, onde são necessários os votos de 342 dos 513 deputados para autorizar o Senado a instaurar processo contra a presidente. Os senadores terão então de decidir se referendam a posição da Câmara.

A votação do parecer de Jovair deve acontecer no próximo domingo no plenário da Câmara dos Deputados.

O parecer cita as chamadas “pedaladas fiscais” e assinatura de decretos de liberação de créditos suplementares sem autorização do Congresso como indícios de crimes de responsabilidade que justificam a abertura de processo de impeachment de Dilma.

O resultado na comissão especial foi comemorado por parlamentares da oposição, que gritavam “fora Dilma”. Em respostas, deputados contrários ao impeachment gritavam palavras de ordem contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou o processo de análise do pedido de abertura de impeachment ao aceitá-lo no final do ano passado.

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Mundo,Política Geral

HORA DE IR EMBORA

24 mar , 2016  

BRASIL

“Economist” afirma que é hora de Dilma ir

Ao nomear Lula para a Casa Civil, presidente “colocou os limitados interesses de sua tribo política acima do Estado de Direito” e “se tornou inapta” para o exercício do cargo, sustenta a publicação britânica.

Presidente Dilma Rousseff

A revista britânica The Economist publicou nesta quarta-feira (23/03) em seu portal na internet um editorial pedindo a renúncia da presidente Dilma Rousseff.

Com o título Time to go (hora de ir), o texto afirma que o Brasil atravessa sua pior recessão desde 1930, em grande parte devido a erros cometidos durante o primeiro mandato da presidente. “Suas fraquezas políticas deixaram seu governo quase sem forças frente ao desemprego em alta e à queda da qualidade de vida”, escreve a publicação.

No editorial, que também será publicado na edição desta semana da revista, a Economist escreve que Dilma, até agora, podia alegar que a legitimidade de sua reeleição em 2014 estava intacta e que nenhuma das alegações contra ela justificaria um impeachment. Entretanto, diz a publicação, ela removeu esse “manto da credibilidade” ao nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil.

Dilma ao lado de Lula, durante a posse dele como ministro da Casa CivilAo nomear Lula da Silva como ministro, Dilma perdeu o “manto da credibilidade”, diz revista

Para a revista, Dilma entendeu que esta seria uma nomeação inteligente, uma vez que Lula é um articulador político muito habilidoso, que poderia “ajudar a presidente a sobreviver à tentativa do Congresso de impedir seu mandato e, quem sabe, até mesmo ajudar a estabilizar a economia”.

A revista, porém, lembra que a decisão protegeria o ex-presidente, uma vez que, como ministro, ele apenas poderia ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, livrando-se assim das mãos do juiz Sérgio Moro.

No artigo, a Economist afirma que há muito defende que o destino da presidente deve ser decidido pelo Poder Judiciário ou pelos próprios eleitores, e não por “políticos que servem a seus próprios propósitos ao tentar impedi-la”.

Entretanto, “a nomeação de Lula por parte de Dilma aparenta ser uma tentativa grosseira de distorcer o curso da Justiça. Ainda que essa não fosse sua intenção, seria o resultado”. Segundo a revista, este foi o momento em que Dilma “colocou os limitados interesses de sua tribo política acima do Estado de Direito”. Dessa forma, “ela se tornou inapta para continuar sendo presidente”.

Desemprego e frustração com crise na Petrobras

A Economist aponta três formas de remover Dilma que se sustentam “sobre fundamentos legítimos”. A primeira seria comprovar que ela de fato obstruiu as investigações sobre o escândalo de corrupção na Petrobras. Para tal, as denúncias do senador Delcídio do Amaral poderiam formar a base de um pedido de impeachment, mas, até agora, não foram comprovadas.

A segunda opção seria uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral de convocar novas eleições presidenciais, o que, segundo a revista, poderia ser feito caso fosse provado que a campanha da reeleição de Dilma foi financiada com propinas canalizadas por executivos da Petrobras. Essa investigação, porém, será demorada.

A terceira opção – melhor e mais rápida, segundo a revista – seria Dilma renunciar antes de ser removida do poder. A publicação concorda, porém, que isso não resolveria os inúmeros problemas do Brasil, já que o PMDB do vice-presidente Michel Temer está, assim como o PT, “profundamente enredado no escândalo da Petrobras”. Assim, a renúncia de Dilma seria apenas “o primeiro passo” para o Brasil.

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Política,Política Geral

ODEBRECHT CRIOU DIRETORIA DE PROPINAS

23 mar , 2016  

INVESTIGAÇÕES

Marcelo Odebrecht mandou apagar software de propina, diz delegado

De acordo com os procuradores da Lava Jato, o esquema de propina continuou mesmo depois dele ter sido preso, em junho do ano passado

PUBLICADO EM 22/03/16 – 14h54

FOLHAPRESS
A expressão “higienizar apetrechos” encontrada no celular de Marcelo Odebrecht -preso em uma das fases da operação Lava Jato – é um indicativo segundo a Polícia Federal de que o então diretor-presidente da empreiteira ordenava aos subordinados que fosse apagado o software desenvolvido especialmente para o “departamento de propina” da empresa.

A afirmação é do delegado Márcio Adriano Anselmo, um dos integrantes da operação Lava Jato, e foi dada após a entrevista coletiva sobre a 26ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (22).

O chamado setor de operações estruturais no interior da Odebrecht, que efetuava pagamentos dentro do país e também no exterior, com funcionários próprios e hierarquia estruturada, comunicação própria e pagamentos vultosos feitos em espécie, é o alvo da nova etapa.
Odebrecht tinha “departamento” de propina no país, diz Lava Jato Odebrecht pagou US$ 14,3 milhões a ex-diretores da Petrobras, diz MoroExecutivos da Odebrecht decidem fazer acordo de delação

Somente em duas contas ligadas a esse setor paralelo estima-se R$ 91 milhões em pagamentos suspeitos de serem ilícitos.

Segundo o delegado Anselmo, o software da propina foi destruído em julho do ano passado. Apesar de a prisão de Odebrecht ter ocorrido no segundo semestre, diz o delegado, as mensagens no celular são anteriores a julho, e poderiam, portanto, indicar uma ordem direta de destruir o sistema.

De acordo com os procuradores da Lava Jato, o esquema continuou mesmo depois de Marcelo Odebrecht ter sido preso, em junho do ano passado.

A principal chave da PF e do Ministério Público Federal para se chegar ao conhecimento de que havia um software detalhado desse setor de propinas foi a apreensão de documentos na casa de Maria Lúcia Tavares, funcionária da Odebrecht em Salvador.

Ela fechou acordo de delação premiada e passou a colaborar com as autoridades. Tavares é, até o momento, a única pessoa relacionada à Odebrecht que aceitou a delação, segundo a procuradora Laura Tesler, da força-tarefa da Lava Jato.

Apesar de o software ter sido destruído, Tavares imprimiu parte das telas do programa que apontam para a propina, como um balanço final, e guardou os papéis impressos em sua casa. Foi possível reunir a contabilidade detalhada somente dos anos de 2014 e 2015, mas a PF estima que o setor paralelo irregular funcionou dentro da Odebrecht por cerca de seis anos.

A Procuradoria apontou para a sofisticação e agilidade do setor, ao conseguir reunir em espécie altos valores e efetuar esses pagamentos geralmente em flats e hotéis.

“Esse setor tinha funcionários exclusivamente para essa prática ilícita e, usando codinomes e sistema específico entre eles de comunicação, faziam pagamentos de quantidades expressivas.

Levantavam R$ 9 milhões de um dia para outro, isso em espécie”, afirmou a procuradora.

Os investigadores não revelaram o valor total que pode ter saído das contas deste setor paralelo para pagar propina, mas em duas das contas, que nas tabelas são chamadas de Carioquinha e Paulistinha, os valores somam R$ 90 milhões. O esquema envolveu de 25 a 30 pessoas que receberam o dinheiro ilícito, e os pagamentos foram feitos centenas de vezes.

Em nota, a Odebrecht confirmou que foram cumpridos mandados de prisão, de condução coercitiva e de busca e apreensão em escritórios do grupo e na casa de executivos. “A empresa tem prestado todo o auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.

DESDOBRAMENTO
Desdobramento da 23ª fase, chamada “Acarajé”, a nova etapa da Lava Jato recebeu o nome de “Xepa”. Estão sendo cumpridos ao todo 110 ordens judiciais, sendo 67 de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, 11 de prisão temporária e 4 de prisão preventiva.

Na 23ª fase, chamada “Acarajé”, o marqueteiro João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, foram presos -o casal trabalhou nas campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014.

A ação desta terça envolve 380 policiais federais e é realizada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

Os alvos de condução coercitiva prestarão depoimentos nas cidades em que se encontram. Os suspeitos presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Os investigados responderão pelos crimes de lavagem de capitais, corrupção, organização criminosa e evasão de divisas.

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