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Consulta pública sobre o Enem é prorrogada até o dia 17

9 fev , 2017  

Arquivo/Agência BrasilQualquer pessoa pode participar da consulta, basta acessar o site disponibilizado pelo MEC

Qualquer pessoa pode participar da consulta, basta acessar o site disponibilizado pelo MEC

O Ministério da Educação prorrogou até o dia 17 de fevereiro o prazo para a sociedade opinar sobre as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio.

A consulta pública, aberta no último dia 18 de janeiro, já recebeu 414 mil sugestões até a manhã desta quinta-feira (9). O prazo terminaria nesta sexta-feira (10), mas foi prorrogado devido à grande participação popular.

As perguntas devem ser respondidas pela internet, na página da Consulta Pública. A primeira questão da pesquisa pergunta se a aplicação do Enem deve manter o formato atual, em dois dias, ou ser realizada em apenas um dia, com uma prova de até 100 questões, além da redação. Seriam, então, 5 horas e meia de duração.

A segunda questão complementa a anterior. Caso o exame continue a ser aplicado em dois dias, os cidadãos devem opinar sobre os mais adequados — domingo e segunda-feira, que se tornaria feriado escolar, dois domingos consecutivos ou, como hoje, no sábado e no domingo.

Na terceira pergunta, quer saber a opinião sobre a aplicação do Enem por computador. Por fim, o participante tem a oportunidade de apresentar sugestões para o aprimoramento do exame em um texto com no máximo 300 caracteres.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação

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MORTE DE D. MARISA LETÍCIA, ESPOSA DE LULA

2 fev , 2017  

Acontece

Médico Roberto Kalil confirmou morte cerebral de Marisa Letícia Lula da Silva

Médico Roberto Kalil confirmou morte cerebral de Marisa Letícia Lula da SilvaFoto: Reprodução Veja

A ex-primeira-dama do país Marisa Letícia Lula da Silva, 66 anos, teve morte cerebral constatada na noite desta quarta (1). A confirmação foi feita pelo médico Roberto Kalil Filho no saguão do hospital Sírio Libanês, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo. Dona Marisa teve uma piora drástica do quadro de saúde. Ainda segundo, o jornal Folha de S. Paulo, o quadro é irreversível.

Uma pessoa próxima da família teria contado que houve aumento da pressão intracraniana e do edema cerebral que ela teve em decorrência do derrame hemorrágico.

A equipe médica que estava tratando de dona Marisa chegou a se animar com alguns sinais de provável melhora, no início da tarde de quarta-feira, mas ela teve diversas ocorrências de vasoespasmos (a artéria se fecha e impede o fluxo de sangue na região) no decorrer do dia.
Marisa Letícia estava em coma induzido desde o dia 31, quando os médicos cortaram os sedativos. Mas como houve uma piora no seu quadro clínico, ela voltou ao coma induzido. Desde o início da tarde, Dona Marisa passou a sofrer aniscoria, quando as pupilas se dilatam, sintoma de falta de sangue no cérebro.

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D. MARISA LETÍCIA, ESPOSA DE LULA, FALECEU

2 fev , 2017  

Jornalista usa twitter e diz que esposa de Lula faleceu

O jornalista Severino Motta informou em seu twitter que a ex-primeira dama faleceu durante esta madrugada

Segundo o jornalista, o próprio Lula estaria avisando políticos e amigos próximos sobre o falecimento de sua esposa.

Oficialmente, a ex-primeira dama segue internada em coma induzido, porém sem atividade elétrica cerebral e com fluxo sanguíneo reduzido.

Tanto o médico da família quanto o hospital Sírio Libanês não confirmaram essa informação.

Abaixo a postagem de Severino:


Sônia Abrão confirma morte cerebral da ex-primeira dama

A jornalista usou sua conta no Instragram para postar a informação da morte cerebral de dona Marisa

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Hemorragia de Marisa Letícia foi estancada após cateterismo

25 jan , 2017  

casadosmunicipios jornal

A ex-primeira-dama Marisa Letícia, 66 anos, foi submetida a um cateterismo na tarde desta terça-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e o procedimento foi bem-sucedido. Os médicos conseguiram embolizar [estancar] pontos de hemorragia no cérebro de Marisa, que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico. O estado da ex-primeira-dama, que é mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é grave, mas estável.

Segundo Roberto Kalil Filho, médico da família de Lula, Marisa teve uma ruptura de um aneurisma numa artéria cerebral. O procedimento conseguiu estancar o sangramento e corrigir o problema na artéria, disse o médico. Ainda de acordo com Kalil, o estado de Marisa é estável, mas ela está sedada. “Nas próximas horas vamos começar a tirar a sedação.”

Ainda de acordo com Kalil, a ex-primeira-dama foi diagnosticada com AVC no hospital Assunção, em São Bernardo. Marisa teve uma crise hipertensiva e “por isso, provavelmente, que rompeu o aneurisma”.

Kalil declarou que não há previsão de que Marisa precise passar por outros procedimentos, recebendo apenas cuidados clínicos. Segundo o médico, outro boletim médico deve ser divulgado na manhã desta quarta-feira (25).

“[Marisa] Foi imediatamente submetida a um atendimento de emergência, seguido de cirurgia endovascular (embolização)  e oclusão do aneurisma. Deverá seguir em tratamento intensivo por tempo indeterminado”, reiterou boletim médico divulgado por volta de 21h.

As equipes que a acompanham, e que assinam o boletim médico, são coordenadas pelos médicos Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.

Questionado sobre se Marisa corre risco de vida, o médico disse que “risco sempre se corre num caso desse”.

Pelo Facebook, o ex-presidente agradeceu o carinho dos internautas. “Obrigado por todo o carinho e pensamentos positivos. Agora, é aguardar a recuperação com muita fé.”

Lula “esperançoso”

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse no começo da noite que o cateterismo “correu bem”, sem detalhar o estado de saúde de dona Marisa. Segundo Okamotto, Lula está ” muito preocupado e muito esperançoso”.

Okamotto disse que dona Marisa está na UTI no momento. “É o procedimento normal.”

O ex-presidente Lula está no local, mas não falou com a imprensa. O Instituto Lula, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que por ora não tem nada a comentar sobre o caso.

Dilma também se manifestou pelo Facebook: “A presidenta Dilma também está na torcida pela sua rápida recuperação.”

Lava Jato

Dona Marisa é ré em uma ação penal, junto com o marido, na Operação Lava Jato. Eles respondem pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht.

Questionado sobre um possível impacto emocional no quadro de saúde de dona Marisa, Paulo Okamotto disse achar que “qualquer ser humano que passa pelo que Marisa está passando, pressão, perseguição, sempre tem um componente emocional. Ter o marido, o filho, perseguidos injustamente, sempre acaba prejudicando a saúde de qualquer pessoa”.

Segundo os advogados da ex-primeira-dama e do ex-presidente, a denúncia seria um “delírio acusatório”.

Entenda o AVC

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico, mais comum (cerca de 80% dos casos), e o hemorrágico (20%). O primeiro é provocado pela falta de sangue em uma área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria. Já o hemorrágico, como o de Marisa, é causado pelo rompimento de um vaso intracraniano que promove uma hemorragia cerebral.

O AVC pode se manifestar por um ou mais dos sintomas. Veja quais são:

– Fraqueza ou formigamento de repente, em um dos lados do corpo
– Dificuldade súbita para falar

– Dificuldade súbita para enxergar ou visão dupla

– Dificuldade súbita para caminhar ou perda do equilíbrio

– Tontura com sensação de que tudo está girando

– Dor de cabeça muito forte, de repente, sem causa aparente

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/01/24/hemorragia-de-marisa-leticia-foi-estancada-apos-cateterismo.htm

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SINDICALISTAS E LULA

13 jan , 2017  

Lula é alvo de protesto em encontro de sindicalistas

Grupo que defendia ‘Fora Temer, fora todos’ virou as costas para o ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasilia – Ailton Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA — Em um evento com um forte tom contra o governo Michel Temer, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu em cinco ações penais, sendo que três delas no âmbito da operação Lava-Jato, foi alvo de um protesto nesta quinta-feira durante um discurso em que defendia as conquistas de seu governo, em um encontro de sindicalistas, em Brasília.

Assim que Lula chegou ao 33º Congresso Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), um grupo de cerca de 30 representantes de uma entidade sindical, a CSP Conlutas, fez um ato contra o ex-presidente. Com camisetas escritas “Fora Temer, fora todos”, eles se viraram de costas para o petista, segurando cartazes da entidade. Segundo um dos representantes, Cristiano Florencio, a manifestação era para demonstrar que Lula não os representava. Quando o petista começou a discursar, eles foram fortemente vaiados e acabaram deixando o recinto.

— Nosso ato é contra a interferência do ex-presidente nas nossas questões. Isso é um congresso de trabalhadores e queremos independência de qualquer patrão. Ele não representa mais os trabalhadores. Todos os governantes e ex-governantes são corruptos — afirmou Cristiano.

Em sua fala, voltada para a educação, Lula criticou a limitação de gastos imposta pela PEC 55, aprovada em dezembro no Congresso.

— Proibi usar a palavra gasto quando se falasse em Educação. Era para falar em investimento. Depois dessas medidas que o governo enviou ao Congresso, no fundo o que estão fazendo é jogando pela janela uma palavra chamada sonho, desejo, oportunidade. Esse país vai retroceder com a mudança no Fies, diminuição do investimento educação e a reforma que eles querem fazer no Ensino Médio — disse.

Para o ex-presidente, somente com eleições presidenciais o país retomará a credibilidade.

— É preciso que alguém tenha credibilidade e só vai ter credibilidade uma pessoa eleita democraticamente pelo povo brasileiro. Não existe credibilidade em alguém que chegou ao poder pela porta dos fundos, por um golpe, que construiu uma mentira deslavada. Quer ser presidente, vai disputar a eleição, vai pedir voto para o povo — defendeu.

Em meio à crise carcerária, Lula disse que é preciso investir mais em Educação para evitar a criminalidade e citou a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, ao usar dados sobre custos de manutenção de presos.

— Quem é o culpado de um jovem de 25 anos estar preso hoje? O que deram de oportunidade para ele quando ele tinha 8 anos? Se não dou educação, trabalho, essa criança vai fazer o quê da vida? A gente percebe que o dinheiro que se economizou na educação no passado está se gastando hoje para se fazer cadeia. E cada vez vai custar mais caro. No Brasil, 40% das pessoas que estão presas, nem deveriam estar presas. É que é mais fácil pegar um pobre, que roubou uma galinha para se alimentar, e colocar na cadeia. E quando ele sai, aí sim ele vira bandido — afirmou.

Ao final de seu discurso, que durou mais de 50 minutos, o ex-presidente insinuou que será candidato à Presidência da República novamente. E disse que é preciso “conquistar o direto de votar outra vez, quem sabe em 2017”.

— Se cuidem, porque se eu voltar a ser candidato a presidente da República, é para fazer muito mais do que nós fizemos. Quem é que vai tirar o país da lama em que ele se encontra? — afirmou, ao que o público gritou seu nome.

Pouco antes, o ex-presidente ainda saiu em defesa de Dilma Rousseff. Afirmou que ela teria cometido apenas o equívoco de promover desonerações para aumentar os empregos e que a culpa por “quebrar” o país foi dos “golpistas”, citando o ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha.

— Não podemos aceitar eles dizerem que nós quebramos o país. Quando eles dizem que Dilma fez gastança demais e não aparece um empresário para defender a Dilma, eles deviam ter coragem para dizer que o grande erro da Dilma foi fazer desoneração para ter mais emprego. Pode ter sido equívoco, mas ela não quebrou o país como eles dizem. Quem quebrou o país, na verdade, foram os golpistas. Desde que Dilma ganhou eleições e Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara, ele trabalhou de forma incansável para não deixar Dilma aprovar nenhuma das suas reformas — apontou.

No encerramento do evento, um grande telão transmitiu um vídeo em defesa de Lula:

“A quem interessa destruir Lula? É como se fosse um ataque sem tempo de resposta e sem proteção. Uma guerra desproporcional em que o estado passa a perseguir o cidadão. Lula é alvo de “lawfare”, uma poderosa arma de combate ao inimigo político. A ideia é constrangê-lo para que fique mais vulnerável às acusações sem prova. Fragilizado e sem apoio popular, ele perde a capacidade de reagir. Um exemplo do que estão fazendo com Lula é o que fizeram com Mandela, que passou 27 anos na prisão. No caso da Lava-Jato, não são os fatos que importam. É Lula que importa”, afirmou a locutora.

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Governo libera R$ 16,5 milhões para obras de infraestrutura

27 nov , 2016  

A infraestrutura turística de sete estados brasileiros irá receber R$ 16,5 milhões do Ministério do Turismo (MTur). As 13 obras, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), serão realizadas em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Os empreendimentos fazem parte das 1,6 mil obras do PAC nacional que tiveram sua retomada anunciada pelo governo federal no início de novembro.

“A liberação dos recursos federais para a retomada dessas obras demonstra o compromisso do governo com a melhoria da infraestrutura turística em todo o país. Os avanços nas obras do Turismo têm o intuito de fortalecer uma atividade tão importante para a geração de emprego e renda”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Sinalização

As obras dizem respeito à sinalização turística na capital Goiânia (GO), nas cidades históricas mineiras – Congonhas, Diamantina, Ouro Preto, São João Del Rei -, e nos municípios de Florianópolis (SC), Jaguarão (RS) e Santo André (SP). Em São Paulo serão atendidas as obras de reforma do Complexo Anhembi, além da construção da Fábrica do Samba.

A capital potiguar Natal (RN) será beneficiada com a retomada das obras de reforma do Centro de Convecções da cidade. A reforma do Centro de Convenções de Sergipe também será atendida com o anúncio. Já o município de Balneário Camboriú (SC) verá as obras de construção do Centro de Eventos e Pavilhão de Convenções voltar à ativa.

PAC Turismo

O foco do programa é a reforma e construção de centros de convenções, bem como a implantação de sinalização turística. O objetivo é descentralizar o mercado do segmento, ainda fortemente concentrado no eixo Rio-São Paulo.

Fonte: MTur

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Populismo de Trump e Lula

9 nov , 2016  

Donald Trump acena após votar nas eleição de terçca-feiraImage copyrightGETTY IMAGES
Image caption“Trump apelou para o interesse de um público, e não para um interesse público”, diz Troyjo

Em 2003, o ano em que iniciou seu primeiro mandato como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu publicamente que o Brasil voltasse a investir na indústria naval para produzir suas próprias plataformas e navios petroleiros. O episódio é usado pelo sociólogo Marcos Troyjo para abordar o que vê como um erro de interpretação na vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton na eleição presidencial dos EUA – a de que o resultado puniu a ‘esquerda americana’.

“Falar em derrotas dos ‘esquerdopatas’ é um bobagem”, disse em referência a busca por paralelos expressa nas mídias sociais entre a polarização no Brasil e nos Estados Unidos.

“O espectro político não é uma linha reta entre a esquerda e a direita. O populismo do Trump, no que diz respeito a voltar a criar empregos de manufatura para americanos, tem muito mais a ver com o Lula e a questão das plataformas, por exemplo. E será que alguém realmente considera Hillary uma candidata de esquerda?”, afirma Troyjo, em entrevista por telefone à BBC Brasil.

Professor da Universidade de Colúmbia (EUA), o brasileiro concorda com o argumento de que o sucesso de Trump se deva a seu posicionamento como alguém capaz de cativar a imaginação de americanos desiludidos com a política tradicional e empobrecidos pela globalização e suas crises, em especial a grande recessão de 2008. E que veem mudanças sociais profundas em seus país, como o crescimento da população hispânica e o questionamento de “valores tradicionais americanos”.

“É um movimento anti-globalização e que também está relacionado à perda de identidade cultural e que tem como reflexo essa rejeição a instituições como o establishment político norte-americano, que fez parte do discurso de campanha de Trump. Ou, no caso do Brexit, a rejeição dos britânicos à União Europeia. Passa por uma nostalgia, como a promessa de Trump de ‘tornar a América grande novamente’, como se as coisas pudessem voltar no tempo”, analisa o acadêmico.

João Dória, o prefeito eleito de São Paulo, posa para câmerasImage copyrightREUTERS
Image caption“Forasteiros” como Dória não seriam necessariamente algo problemático, na opinião do sociólogo

“Trump apelou para o interesse de um público, e não para o interesse público”.

Troyjo se refere especificamente a promessas de campanha do republicano que soaram como música para o eleitor branco da classe trabalhadora americana, o grupo demográfico responsável pelo grosso dos votos obtidos por Trump, e que foi estratégico para que o republicano roubasse votos de Clinton em estados que vinham votando nos democratas – em especial unidades federativas que sofreram com desindustrialização americana dos últimos anos, como a Pensilvânia.

De acordo com pesquisas de boca de urna, homens brancos e sem curso superior corresponderam a mais de um terço dos americanos que foram às urnas na terça-feira. Deles, 67% votaram em Trump e apenas 28% em Hillary. O republicano também teve sucesso entre mulheres brancas sem curso superior: 62%, contra 34% da democrata.

“O problema é que Trump não poderá adotar posições tresloucadas como a de recuperar empregos para trabalhadores americanos como se a China não existisse e os EUA não fossem o país com mais empresas multinacionais do mundo. Ele vai precisar de alguma moderação para lidar com o clima de incerteza criado por sua eleição”, acredita Troyjo.

Fábrica abandona na PensilvâniaImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionTrump conseguiu roubar votos dos democratas em regiões afetadas pela desindustrialização, como o ‘Cinturão da Ferrugem’, na Pensilvânia

“Ainda mais quando a economia americana é baseada no consumo e o país é o maior destino de investimentos estrangeiros diretos do mundo”.

O apelo de Trump também faz parte do que analistas chamam de colapso no respeito aos políticos e a valorização de outsiders como o empresário americano. Algo refletido no Brasil pela eleição do também empresário João Dória para a prefeitura de São Paulo. Troyjo vê a possibilidade da vitória de Trump ter reflexos na corrida presidencial brasileira para 2018, e não crê que isso seria algo necessariamente negativo.

“Ter alguém que não venha da cultura política, como o Dória, não é algo ruim. O problema é quando aparece alguém defendendo coisas como o fechamento do Congresso”, finaliza.

 

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37922729

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Operação Lava Jato

“Lava Jato por si só não salvará o Brasil”, diz Janot

27 jun , 2016  

André Richter – Repórter da Agência Brasil
 experiência italiana e perspectivas no Brasil, onde será debatido o combate à corrupção (Valter Campanato/Agê
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que a Operação Lava Jato não “salvará o Brasil” da corrupção sem partipação popularValter Campanato/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (27) que a Operação Lava Jato não “salvará o Brasil” da corrupção sem partipação popular. Janot participou no início da noite da abertura de um seminário sobre grandes casos de corrupção julgados no país e na Itália.

No discurso de abertura, o procurador disse que a Lava Jato é a “maior e mais profunda” investigação de combate à corrupção da história do país. No entanto, segundo o procurador, o fim dos desvios de dinheiro público não depende somente dos procuradores e dos juízes.

“Não chegaremos ao fim dessa jornada pelos caminhos do Ministério Público ou do Judiciário. Esses são peças coadjuvantes no processo de transformação e de aprofundamento dos valores republicanos. A Lava Jato, por si só, não salvará o Brasil, nem promoverá a evolução do nosso processo civilizatório”, disse Janot.

No discurso, o procurador-geral também disse que existe atualmente no Brasil um ambiente favorável ao fim da impunidade e que retrocessos não serão tolerados pelo Ministério Público.

“Hoje, algumas vozes reverberam o passado e ensaiam a troca do combate à corrupção por uma pseudoestabilidade, a exclusiva estabilidade destinada a poucos. Não nos sujeitaremos à condescendência criminosa: não é isso que o Brasil quer, não é disso que o país precisa”, disse.

Ministro da Justiça

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Morais, também discursou na abertura do seminário e disse que o governo apoia as mudanças legislativas de combate à corrupção, como o projeto de lei denominado Dez Medidas contra a Corrupção. A inciativa é baseada em dez pontos de alteração da legislação atual, entre eles o aumento de penas para crimes relacionados com a corrupção e a criminalização das doações não declaradas em campanhas eleitorais.

Morais também disse que defende mudanças na legislação sobre improbidade administrativa. “Muitas vezes há dificuldade de comprovar algo que é claro. Se o servidor público ganha 13 salários por ano, não pode ganhar um tostão a mais, se a soma dos 13 salários é infinitamente menor do que o seu patrimônio, ele que explique o seu patrimônio. É algo óbvio”,disse.

Edição: Fábio Massalli
Fonte:.http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-06/lava-jato-por-si-so-nao-salvara-o-brasil-diz-janot

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Política Geral

ODEBRECHT E A LISTA DE PROPINAS

6 jun , 2016  

LAVA JATO

Odebrecht liga Guido Mantega e Palocci a lista de propinas
Nomes de ex-ministros dos governos Lula e Dilma estarão na delação de executivos da empresa
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0 Empresário é considerado o maior troféu na operação Lava Jato 0 Alvos. Guido Mantega e Antonio Palocci, segundo documento da Polícia Federal, recebiam os subornos e repassavam a campanhas do PT
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SÃO PAULO. Quando descobriu que a Odebrecht tinha um departamento especializado em pagar propinas, a Polícia Federal (PF) encontrou uma mina de provas, materializadas em planilhas com valores, e alguns enigmas, já que os agraciados com suborno eram tratados por codinomes. Um desses codinomes, “Italiano”, foi interpretado pela PF como sendo o ex-ministro Antonio Palocci, mas quem seria um certo “Pós-Itália”, citado também em anotações de Marcelo Odebrecht?

Executivos do grupo Odebrecht vão afirmar em acordo de delação que “Pós-Itália” é o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, segundo apuração do jornal “Folha de S. Paulo”. Palocci e Mantega foram ministros da Fazenda nos governos de Lula e Dilma, respectivamente. Com Dilma, Palocci chegou também a chefiar a Casa Civil.

Em um e-mail de um funcionário da empreiteira interceptado pela PF, o codinome “Italiano” aparece associado ao valor de R$ 6 milhões, enquanto o “Pós-Itália” teria recebido R$ 50 milhões para repassar ao PT.

O documento, intitulado “Posição Programa Especial Italiano”, seria a indicação de propinas pagas ao partido entre 2008 e 2012, de acordo com interpretação da PF e dos procuradores. Em 31 de junho de 2012, os pagamentos supostamente ilícitos somavam R$ 200 milhões. Até fevereiro deste ano, a PF não sabia quem era “Pós-Itália”, segundo relatório da investigação.

As planilhas foram elaboradas por Maria Lucia Tavares, secretária da Odebrecht que cuidava do controle do pagamento de propina, inclusive no exterior. Depois de ser presa em fevereiro, ela firmou acordo de delação premiada com a Justiça passando a fornecer detalhes sobre o setor da empreiteira voltado para pagamento de propina. Os valores seriam repasses para campanhas do PT e também para o marqueteiro João Santana por meio de caixa 2.

A mulher de Santana, Mônica Moura, também negocia acordo de delação com procuradores da Lava Jato e confirmou a suspeita da PF de que “Italiano” é Palocci. Ela disse, nas discussões para o acordo, que Mantega repassava recursos da Odebrecht para Santana, mas não identificou-o como “Pós-Itália”.

Palocci já era investigado pela Lava Jato desde junho do ano passado, sob suspeita de ter pedido R$ 2 milhões para a campanha de Dilma em 2010, segundo a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Mantega também já teve seu nome citado. Ele é investigado por outra operação, a Zelotes, na qual é suspeito de ter indicado um conselheiro para um órgão da Receita Federal que, por sua vez, beneficiou empresa da qual teria recebido propina.

O advogado de Palocci e Mantega, José Roberto Batochio, diz que as delações não passam de ilações sem qualquer fundamento.

‘Príncipe’ fez da cela o escritório

Curitiba. O mais rico e poderoso dos presos da Lava Jato está às vésperas de completar um ano de prisão, no próximo dia 19. Desde a semana passada, o presidente afastado do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, passou a negociar formalmente com procuradores da República um acordo de delação premiada, já considerado a grande “bomba” da operação.

Para os investigadores, Odebrecht não é só mais um preso – entre os 157 – da Lava Jato. É o maior troféu da força-tarefa criada em 2014 para desmontar o bilionário esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

Ele é o único empresário do grupo VIP de empreiteiras acusadas de cartel ainda preso em Curitiba. Transformou a cela de 12 metros quadrados, sem luz e sem TV que divide com três outros presos em academia, escritório e biblioteca. Duas rotinas obsessivas tomam os seus dias: escrever e exercitar-se. Como os demais presos, ele tem direito a uma hora de sol por dia. As visitas da família são às quartas-feiras – a irmã e a mulher são as mais frequentes.

No cárcere, Marcelo Odebrecht passou a ser tratado como “príncipe” pelos demais presos. Graças à autorização judicial a partir de uma recomendação médica, dispõe de uma dieta com frutas secas, biscoitos e torradas sem glúten.

Longe do comando das empresas há um ano, seu principal negócio hoje é obter com a Procuradoria da República uma redução da pena. Mas, até agora, nos tribunais, as arguições montadas partindo de suas diretrizes à equipe de criminalistas foram caindo uma a uma. “Ele nunca deixou de acreditar que porque é rico e poderoso sairia logo da cadeia”, disse uma autoridade. Jornal O Tempo

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170,5 bilhões é o tamanho do rombo

21 maio , 2016  

Governo quer permissão para rombo fiscal de até R$ 170,5 bilhões em 2016

 Por Do G1, em Brasília    20/05/2016 20h09
 http://gazetaweb.globo.com/

Se confirmado, será o maior déficit fiscal do governo em toda história. Proposta de nova meta será avaliada na próxima semana pelo Congresso. COMENTE

Governo anuncia teto para rombos nas contas de R$ 170 bi

FOTO: REPRODUÇÃO

O governo federal enviará ao Congresso Nacional na próxima semana uma proposta que prevê um déficit (despesas maiores do que receitas) das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões em 2016. Se confirmado, será o pior resultado da série histórica.

Esses R$ 170,5 bilhões não incluem os juros da dívida. Em agosto de 2015, a previsão de gastos com juros para este ano era de R$ 304 bilhões.

A proposta foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, em entrevista coletiva.

De acordo com Meirelles, a nova meta foi feita feita com “parâmetros realistas” e próximos aos utilizados pelo mercado financeiro. O objetivo do governo é que seja votada pelo Congresso na terça-feira (24).

“Há receitas que dependem de aprovação legislativa. Existem margens grandes de incerteza. Por exemplo, a questão da regularização dos capitais no exterior, principalmente, chamada repatriação de capitais. Por outro lado, existe a renegociação da dívida dos estados, pagamentos de passivos e despesas. Existe aí uma série de previsões consolidadas nessas metas”, disse.

Os R$ 170,5 bilhões superam em muito o déficit proposto pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff, que havia enviado projeto de lei ao Congresso pedindo autorização para que as contas tivessem em 2016 um déficit de até R$ 96,6 bilhões.

Essa proposta sequer foi avaliada pelo Legislativo, devido ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Jucá justificou a grande diferença em relação à proposta de déficit que havia sido formulada pelo governo Dilma dizendo que o objetivo é evitar a necessidade de voltar a pedir a mudança da meta ao Congresso.
“Meta fiscal não é novela para ser feita em capítulos. É para ser feita no lançamento só. Ações virão que apontarão à sociedade que a visão deste governo é diferente da do outro governo porque não estamos escamoteando a verdade. Vamos mudar a verdade, com responsabilidade fiscal”, disse.
Autorização do Congresso
Atualmente, a meta para as contas públicas em 2016, fixada no orçamento federal aprovado pelo Congresso, é de um superávit primário (economia) de R$ 30,5 bilhões para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais). Somente para o governo federal, a meta é de um resultado positivo de R$ 24 bilhões neste ano.
O governo precisa de autorização do Congresso para registrar um déficit bilionário – em vez de um superávit – porque as despesas superam as receitas com a arrecadação de impostos, resultado da maior recessão econômica da história do país.
Entre janeiro e abril de 2016, a arrecadação foi a mais baixa para o período em seis anos. Segundo Meirelles, a previsão de receita do governo anterior estava superestimada.
Além disso, devido às vinculações existentes no orçamento, com muitos gastos obrigatórios (mais de 80% do total), o governo também enfrenta dificuldades para cortar despesas. Por isso, analistas avaliam que não há como cumprir a meta vigente.
Se a nova meta fiscal não for aprovada pelo Congresso, o governo pode ter de efetuar um forte bloqueio de gastos para cumprir a meta atual.
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou que a rejeição da mudança da meta levaria o governo a paralisar suas atividades – assim como ocorreu no ano passado, por alguns dias, até que a meta de 2015 fosse revista.
Se a proposta do governo for aprovada, o governo terá permissão para que as contas fiquem no vermelho pelo terceiro ano seguido.
Em 2014, as contas do governo tiveram o primeiro déficit primário em 18 anos, de R$ 17,24 bilhões.
Em 2015, um ano marcado pela recessão na economia e pelo pagamento das chamadas “pedaladas fiscais”, as contas registraram um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões.
Votação
Segundo Jucá, a ideia do governo é que se possa votar a nova meta na Comissão Mista de Orçamento na segunda-feira (23) para que, na terça-feira, seja aprovada pelo Congresso Nacional.
“Nossa expectativa é que tenhamos, da terça para quarta-feira, aprovada no Congresso a nova meta, desbloqueando a ação do governo”, disse.
Nesta sexta, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os parlamentares votarão na terça-feira (24), diretamente no plenário – sem passar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), como de praxe – o projeto de lei que reduz a meta fiscal de 2016.
Meirelles afirmou que não previu, na nova meta, recursos com eventual volta da CPMF e destacou que o governo manterá a “austeridade”, ainda que com permissão para um rombo nas contas de R$ 170,5 bilhões.
“A previsão é manter austeridade e controle muito rigorosos, enxergando a preocupação de não revisar a meta. Não existe aqui previsão e receita de CPMF. Qualquer coisa que demande aprovação legislativa não está aqui”.
Outras medidas
Meirelles afirmou que a nova meta proposta não contempla medidas que estão sendo estudadas pela equipe econômica, e que serão anunciadas “proximamente”, que podem ser de ordem administrativa; a serem propostas ao Congresso ou em andamento no Legislativo.
“Evidentemente, que o governo federal vai agir nesse processo não só para este ano, mas para os próximos”, acrescentou Meirelles.
De acordo com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, esse déficit proposto para 2016 é alto, mas é uma constatação.
“Não é resultado de uma política para o futuro. Estamos apresentando número que tratamos como teto, a partir de um momento, e o Ministério do Planejamento e outros vão trabalhar no sentido de que, com gestão e governança, possamos diminuir essas despesas”, declarou ele.
Segundo Jucá, o governo quer que os recursos públicos sejam fruto de equilíbrio fiscal e que possam contribuir para a “animação econômica, geração de empregos e mudança dos índices macroeconômicos que impactam negativamente nossa economia”.
Para 2017
Jucá afirmou que o governo “trabalha” para que, em 2017, o cenário econômico seja melhor que o deste ano.
“Vamos trabalhar no sentido de que, a partir deste momento, reconhecida essa realidade, possamos evoluir no equilíbrio fiscal. Que no próximo ano não tenhamos o quadro que temos hoje”, disse.
De acordo com Meirelles, a nova meta fiscal foi proposta para que a “estrutura governamental funcione” e “cumpra suas funções básicas”, contemplando ainda uma “estrutura de endividamento sustentável”.
“Medidas serão tomadas para controlar essa trajetória da dívida em um prazo médio. Isso não pode ser concedido de forma irrealista ou insustentável, como contingenciamento inviáveis que não podem ser cumpridos”, acrescentou.
O mercado financeiro espera que, em 2017, as contas públicas registrem novo déficit em suas contas, com estimativa de um resultado negativo de R$ 92 bilhões.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é o aumento da dívida pública e mais pressões inflacionárias.
Devido ao fraco desempenho da economia, dificuldades para aprovar medidas necessárias no Congresso Nacional e piora do endividamento, o Brasil já teve retirado o chamado “grau de investimento” – uma recomendação para investir no país – pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).

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Política Geral

PRESIDENTE TEMER

13 maio , 2016  

Michel Temer é o presidente em exercício do Brasil

Dilma Rousseff foi afastada por 180 dias para ser julgada.
No Senado, a instauração do processo foi por 55 votos a favor e 22 contra.

Julio Mosquera e Gioconda BrasilBrasília, DF

Michel Temer já é o presidente em exercício do Brasil. Depois de uma sessão no Senado que durou mais de 20 horas, a presidente Dilma Rousseff foi afastada e vai responder a processo por crime de responsabilidade. Ela deixou o cargo no fim da manhã desta quinta-feira (12).

Quarta-feira, 10h, a abertura da sessão. Quinta-feira, 6h33: o resultado da votação. Momento que a TV Globo mostrou ao vivo. Assista no vídeo acima.

Por mais de 21 horas, o plenário do Senado se dedicou exclusivamente ao debate e à votação do parecer que recomendava o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Setenta senadores foram à tribuna anunciar como votariam.

No discurso o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima, defendeu o processo de impeachment e a liberdade de expressão.

“A imprensa livre do nosso país nos trouxe até aqui. Apesar das tentativas de cerceá-la, de silenciá-la, foi a imprensa livre do nosso país que mostrou à nação inteira o que estava acontecendo, espontaneamente, nas ruas do Brasil, para que pudéssemos compreender esse instante”.

 

IMPEACHMENT NO SENADO
Afastamento de Dilma por 180 dias

Consciente da derrota, o senador Humberto Costa, do PT, que era líder do governo, falou como será o comportamento do partido agora oposição.

“Faremos uma oposição qualificada e consistente dentro deste congresso nacional e nas ruas do Brasil. Não esperem de nós gestos incendiários, mas também não esperem complacência, corpo mole e muito menos qualquer tipo de composição com o governo golpista e vergonhoso que mancha a história do nosso país”.

O senador Fernando Collor de Mello, do PTC, também se manifestou. Em 1992, Collor enfrentou um processo de impeachment. Vinte e quatro anos depois anunciou que votaria a favor do afastamento de Dilma. A senadora Rose de Freitas, do PMDB, que está tratamento de saúde, foi votar de cadeiras de rodas.

Enfrentando o cansaço, os senadores continuaram se revezando na tribuna durante toda madrugada. O último a falar, pouco depois das 5h30, foi o presidente da Comissão de Impeachment. Raimundo lira do PMDB votou a favor do afastamento.

Com o fim da lista de inscritos, a sessão entrou numa nova etapa. Em que o relator Antonio Anastasia, do PSDB, e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, defenderam oposições opostas.

Anastasia fez referência a posicionamento dos ministros Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que é o Senado que deve se manifestar em processo de natureza política.

“Não há base constitucional para qualquer intervenção do poder judiciário que, direta ou indiretamente, importe juízo de mérito sobre a ocorrência ou não dos fatos ou sobre a procedência ou não da acusação”.

E reiterou que há indícios suficientes para justificar o afastamento de Dilma Rousseff e citou um discurso em que Dilma reconhece que usava dinheiro de bancos públicos para pagar despesas do governo, o que é proibido pela lei de responsabilidade fiscal.

“Um discurso da senhora presidente da República, em Roraima, com a seguinte parte do texto – abro aspas: ‘a gente, o governo federal, é dono da Caixa Econômica Federal, nós somos os únicos donos, o governo federal. […] O que eles levantam é que muitas vezes a caixa paga o mês e aí nós recompomos o pagamento que a Caixa fez. O que que acontece? Quando chega no fim do ano, geralmente, a Caixa fica com mais dinheiro do que era o necessário. Mas, no mês em que ela não ficou com aquele dinheiro, nós pagamos juros para ela. O artigo 36 da lei de responsabilidade fiscal veda, de maneira explícita, a operação de crédito com conceito amplo exatamente entre a entidade que controla o banco oficial e esse mesmo banco oficial”.

José Eduardo Cardozo rebateu as acusações. “E as chamadas pedaladas fiscais? Atrasar pagamento é empréstimo? De onde se tira isso? Não é da lei de responsabilidade fiscal, que, alega-se, teria vedado esse tipo de operação. Não, porque lá se diz que operação de crédito é proibido. E aí, para justificar a situação, se diz: “não, por favor, não. É que o conceito de operação de crédito da lei de responsabilidade fiscal é diferente do conceito de operação de crédito das outras leis”.

Cardozo afirmou ainda que os atos praticados por Dilma não feriram as legislações vigentes. “Tanto o caso dos decretos como o caso das pedaladas, os dois casos, os dois casos, o Tribunal de Contas da União admitia aquilo. Mudou de opinião. E, no momento em que ele mudou de opinião, o governo seguiu a lei ditada na orientação do tribunal. Não foram praticados atos depois que o Tribunal de Contas mudou de opinião. Não há crime de responsabilidade praticado pela senhora presidente da República. O impeachment não se justifica”.

Os argumentos não convenceram os 55 senadores que votaram a favor do afastamento de Dilma Rousseff.

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Brasil,Política

IMPEACHMENT – AFASTAMENTO DE DILMA

12 maio , 2016  

O plenário do Senado Federal aprovou às 6h34 desta quinta-feira (12) a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff  (PT). Foram 55 votos a favor e 22 contra. Com a decisão, ela fica afastada do mandato por até 180 dias, até o julgamento final pelo Senado. Com o afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) assume como presidente em exercício.

(Veja como votou cada senador e partido)

A sessão começou às 10h de quarta-feira (11), adentrou a madrugada e durou mais de 20 horas. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votou – ele só votaria em caso de empate. Dois senadores, de licença médica, se ausentaram: Jader Barbalho (PMDB-PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM).

Dilma Rousseff e Michel Temer serão oficialmente notificados nesta quinta (12) da decisão do afastamento.

http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/05/processo-de-impeachment-e-aberto-e-dilma-e-afastada-por-ate-180-dias.html

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Artigos

Combate à corrupção é tema de Teatro Treinamento em empresas

19 abr , 2016  

Neste momento em que Operação Lava Jato traz à tona os casos de corrupção na Petrobras envolvendo políticos, empresários e agentes públicos torna-se urgente debater esse tema e pensar em ações que sejam capazes de reverter esse mal, cujos efeitos são devastadores para nosso país. O grande desafio é engajar toda a sociedade brasileira nessa luta. Por isso, a TOQUE DE AREIA – Consultoria e Treinamentos decidiu entrar nessa batalha por meio da sua especialidade que é o Teatro Treinamento, criando uma série de espetáculos que tratam desse problema. O destaque é a peça Corrupção Não, Cidadão! , baseada na Lei federal 12.846, conhecida como lei anticorrupção, que está sendo apresentada em diversas empresas de São Paulo e do Brasil. Veja um trecho da peça: https://www.youtube.com/watch?v=cjcyjDuAvww .

Corrupção não, cidadão! fala de um funcionário de uma empresa que recebe o convite de um agente público para participar de uma concorrência com garantia de vitória, mediante a pagamentos “extras”. Após sucesso da primeira vez, esse funcionário se vê preso ao agente, que o convida a participar de outras licitações e fazer o mesmo. Até que um dia a empresa passa por uma auditoria e as “falcatruas” começam a aparecer. A peça mostra como sair dessa situação e, como não entrar nela. Para tanto, durante a encenação serão abordados os seguintes tópicos: Lei 12.846 Anticorrupção – Conceito e aplicabilidade, Decreto 8.420 (regulamenta a lei 12.846), Compliance (estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos), Ética e Integridade corporativa, fraudes em licitações públicas, Mau uso do cartão corporativo, O que leva uma pessoa a ser corrupta? Consequências de atos de corrupção dentro das empresas, Atenuantes de multas e a importância dos treinamentos.

“Essa peça é a maneira que encontramos de contribuir com o nosso país na luta contra a corrupção. É um trabalho de sensibilização e conscientização, voltado à educação e a formação cidadã dos funcionários das empresas do nosso país, ressalta o sócio diretor da Toque de Areia Reinaldo David Rizk.

Para a diretora do espetáculo Eliane Rizk o teatro é um grande instrumento de transformação social. “Queremos que o espetáculo provoque inquietação, discussão, questionamento do público e seja um agente transformador dessa nossa cultura baseada no jeitinho brasileiro ou na necessidade de levar vantagem em tudo, como manda a lei de Gerson. É importante que as pessoas se conscientizem que o interesse coletivo deve estar acima do individual”, enfatiza.

Lei 12.846
Em vigor desde 2013, o objetivo básico da lei é impedir atos de corrupção em relação aos agentes e à administração pública, no país e no estrangeiro. Com punição a oferta de vantagens indevidas a agentes públicos, o que, além de propina em dinheiro, inclui pagamento de viagens e outros benefícios pessoais.

Outros espetáculos
Pulgas da Corrupção (http://migre.me/tdHDo) e Ética – Se é que você me entende (https://www.youtube.com/watch?v=MVJFYiIN418)
Teatro treinamento
Na década de 90 a Toque de Areia patenteou a Marca ”Teatro Treinamento”, que é o treinamento através de um espetáculo teatral, unindo arte como com conteúdo. Também conhecido como Teatro Empresa ou Teatro In Company.

Diferente dos treinamentos tradicionais a linguagem teatral causa um impacto maior e mais direto no público já que trabalha diretamente com as emoções do público através de músicas, histórias, piadas ou qualquer outra coisa que envolva a emoção. Tudo isso ajuda no aprendizado e memorização das mensagens transmitidas.

TOQUE DE AREIA – Consultoria e Treinamentos
Desde 1994 produzindo e realizando espetáculos teatrais para os mais diversos eventos empresariais pelo Brasil e criadora da expressão “Teatro Treinamento”, a Toque de Areia é a pioneira em espetáculos de repertório e sob medida para eventos de treinamento.

Serviço
Corrupção Não, Cidadão – Teatro Treinamento para empresas
E-mail: [email protected]
Telefone: (11) 5063-2929
Site: www.toquedeareia.com.br

Informações para a Imprensa
Arismar Garcia
Celular: 11 98540.2548
E-mail: [email protected]

https://www.dino.com.br/releases/combate-a-corrupcao-e-tema-de-teatro-treinamento-em-empresas-dino89091400131

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Política

Votação deve ser em setembro

19 abr , 2016  

Brasília. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu nesta segunda o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, autorizado pela Câmara. Renan se reuniu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Apesar de começar a tramitar hoje, a previsão de líderes peemedebistas é que ação seja votada no plenário só em setembro.

Após a leitura de decisão da Câmara autorizando o Senado a abrir o processo, Renan quer dar prazo de 48 horas para os partidos indiquem seus nomes para compor a comissão especial de 21 membros que analisará o processo de impeachment.

“É papel do Senado instaurar o processo, julgar e pretendemos fazer isso com absoluta isenção e neutralidade. Temos pessoas que pedem para agilizar o processo. Mas não poderemos agilizar o processo de tal forma que parece atropelo ou delongar de tal forma que pareça procrastinação. De modo que com essa isenção e neutralidade”, disse Renan.

Porém, os prazos para a criação da comissão podem virar uma guerra. Com prazo de 48 horas, o cronograma no Senado deve atrasar e se poderá perder uma semana. O prazo não é definido pelas regras do impeachment, que estabelece que a decisão da Câmara seja lida na sessão e, ato contínuo, seja eleita em plenário os 21 membros indicados pelos partidos. Mas Renan quer usar a regra do Regimento Interno, que dá 48 horas de prazo.

Renan disse reunirá os líderes dos partidos para definir o rito. O cronograma elaborado pelos técnicos deverá sofrer alterações.

O presidente do Senado disse que a Casa não trabalhará feriados ou finais de semana, como a Câmara. “Vou pedir presteza aos líderes na indicação dos nomes, mas não posso obrigar que eles façam isso com menos de 48 horas”, disse Renan.

Articulação. Em conversas com integrantes da cúpula do PMDB, Renan ressaltou que é preciso ter “cautela” e que o trâmite do processo de impeachment na Casa deve seguir estritamente o que prevê o regimento para se evitar a judicialização por parte do governo.

A previsão dos senadores, colocada na ponta do lápis na reunião, é de que a votação do processo de impeachment, no plenário do Senado, ocorra apenas no dia 21 de setembro, uma quarta-feira. A oposição não concorda com esses prazos e que a análise seja mais rápida.

Renan esteve reunido ao longo do dia na residência oficial do Senado com o presidente do PMDB em exercício, senador Romero Jucá (RR), e o líder do PMDB do Senado, Eunício Oliveira (CE). Nos cálculos do trio, a comissão especial, que deverá ser montada no Senado para votar a admissibilidade do processo de impeachment, deve concluir os trabalhos no dia 10 de maio.

Apesar de ainda restarem cinco meses para o desfecho no Plenário, o entendimento é de que um erro neste momento pode levar o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) e adiar ainda mais a conclusão do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

 

 

Fonte:/.http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/vota%C3%A7%C3%A3o-deve-ser-em-setembro-1.1282182

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Brasil,Política

Deputados aprovam impeachment

12 abr , 2016  

A Comissão especial que analisou o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff aprovou nesta segunda-feira o relatório favorável à instauração do processo de impedimento de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

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O texto de Jovair foi aprovado por 38 votos a 27 na comissão. O parecer terá de ser analisado agora pelo plenário da Câmara dos Deputados, onde são necessários os votos de 342 dos 513 deputados para autorizar o Senado a instaurar processo contra a presidente. Os senadores terão então de decidir se referendam a posição da Câmara.

A votação do parecer de Jovair deve acontecer no próximo domingo no plenário da Câmara dos Deputados.

O parecer cita as chamadas “pedaladas fiscais” e assinatura de decretos de liberação de créditos suplementares sem autorização do Congresso como indícios de crimes de responsabilidade que justificam a abertura de processo de impeachment de Dilma.

O resultado na comissão especial foi comemorado por parlamentares da oposição, que gritavam “fora Dilma”. Em respostas, deputados contrários ao impeachment gritavam palavras de ordem contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou o processo de análise do pedido de abertura de impeachment ao aceitá-lo no final do ano passado.

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