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Governo comprará repelentes para proteger 484 mil grávidas

2 dez , 2016  

Foco da ação são mulheres cadastradas no Bolsa FamíliaReprodução/EBC

Foco da ação são mulheres cadastradas no Bolsa Família

O Ministério da Saúde vai adquirir lotes de repelentes para proteger gestantes contra doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O objetivo é atender 484 mil grávidas inscritas no Bolsa Família. Para tanto, a pasta lançou, nesta segunda-feira (21), editalpara escolher a empresa fornecedora. O pregão será aberto em 1º de dezembro.

As empresas credenciadas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF) podem participar do pregão. Além disso, os interessados deverão encaminhar a proposta de preço por meio do sistema eletrônico até a data e horário marcados para abertura da sessão.

A empresa vencedora do processo eletrônico, com proposta de menor preço, deve distribuir o produto em até 15 dias após assinatura de contrato com o Ministério da Saúde. Os produtos podem ser fornecidos em forma de gel, loção, aerossol ou spray e oferecer, no mínimo, quatro horas de ação, conforme registro na Anvisa. Ao todo, serão adquiridos pelo governo federal três bilhões de horas de repelência.

A oferta será realizada por meio do Programa de Prevenção e Proteção Individual de Gestantes contra o Aedes aegypti, que envolve o Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Caberá ao MDSA o crédito extraordinário de R$ 300 milhões e à pasta da Saúde a aquisição e a distribuição dos repelentes.

Proteção

O Ministério da Saúde já recomenda o uso de repelentes para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, em especial às gestantes, pela associação do zika vírus com a microcefalia em bebês. A medida, no entanto, não deve ser a única maneira de evitar a transmissão da doença. É importante que as gestantes adotem ainda medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes, como se proteger da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida.

É importante destacar que, para erradicar o mosquito transmissor do zika virus e os possíveis criadouros, é necessária a adoção de uma rotina para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são suficientes para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem servir de criadouros para as larvas do mosquito.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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Política Geral,Saúde,Utilidade Pública

BNDES destina R$ 23 milhões a pesquisa de combate ao zika

27 nov , 2016  

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 23 milhões para financiar pesquisas de combate à epidemia de zika desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão destinadas à elaboração de kits de diagnóstico e ações de combate ao Aedes aegypti.

A participação do BNDES no projeto da Fiocruz viabiliza a antecipação de resultados para a saúde pública, evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social.

Desde 2008, o BNDES já apoiou 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e produtos para saúde, totalizando R$ 352 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES Funtec.

Diagnóstico

O projeto prevê o desenvolvimento de três novos testes de diagnóstico. Dentre os três produtos haverá duas categorias de testes, que são complementares e utilizadas em fases distintas da doença.

O teste molecular, mais moderno, destaca-se por sua sensibilidade e especificidade, e identifica os vírus da zika, dengue e chikungunya com maior segurança. Já os testes sorológicos, por se basearem na reação do organismo à presença do vírus, podem ser utilizados muito tempo após a transmissão do vírus pelo mosquito. Por isso são importantes para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Combate

Complementam o projeto duas ações de combate ao vetor. A primeira delas busca validar o uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também do zika e da chikungunya.

Em paralelo, será apoiada a avaliação do uso do próprio mosquito como veiculador de larvicida. O método visa solucionar o problema de acesso aos criadouros de insetos não tratáveis pelos meios de controle tradicionais, seja por dificuldade de acesso ou mesmo por impossibilidade de identificação.

Pesquisa

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja primeira transmissão no País foi registrada em abril de 2015. A infecção pode produzir graves consequências neurológicas – como a microcefalia ou a síndrome de Guillain-Barré. Os casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram à declaração de estado de emergência em Saúde Pública.

Até setembro foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo zika vírus no País, e cerca de 109.596 casos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

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Brasil,Ciência,Mundo,Saúde,Utilidade Pública

Instituto Butantan pesquisa remédio contra o vírus Zika

11 nov , 2016  

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Butantan iniciou a pesquisa de um medicamento para tratar pessoas infectadas com o vírus Zika. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, a infecção pelo Zika pode provocar microcefalia em bebês quando a mãe, ainda gestante, entra em contato com o vírus.

Mosquito Aedes aegypti
Mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika Arquivo/Agência Brasil

A pesquisa do Butantan vai adotar como métodos o reposicionamento de fármacos e a triagem de alto conteúdo. Essas tecnologias permitem que coleções de compostos químicos sejam triadas contra o vírus em células humanas infectadas.

Segundo o instituto, esse processo é mais rápido porque dispensa a necessidade de validar previamente o alvo molecular, o que poderia levar vários anos.

Estudo precursor

Os pesquisadores envolvidos no estudo fizeram trabalho semelhante no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, com 725 medicamentos aprovados nos Estados Unidos, e encontraram 29 substâncias com ação sobre o vírus.

Na pesquisa, a célula humana, infectada com o vírus Zika por 72 horas, é exposta à ação dos fármacos para tentar inibir a infecção.

Esse procedimento é chamado de atividade antiviral, utilizando um vírus isolado. Os cientistas avaliaram a atividade dos fármacos na distribuição e metabolização do organismo. Entre os compostos descobertos nesse estudo, o mais promissor foi palonosetron, usado atualmente no tratamento de náusea induzida por quimioterapia de câncer. O composto apresentou alta eficácia contra a infecção pelo vírus Zika.

Edição: Luana Lourenço

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Ciência

Teste brasileiro detecta o zika vírus no sêmen de pacientes  | JORNAL O TEMPO

2 abr , 2016  

PUBLICADO EM 02/04/16 – 03h00RAQUEL SODRÉ ENVIADA ESPECIALSão Paulo. Um novo teste já está sendo usado por especialistas brasileiros para detectar o zika vírus no sêmen de pacientes. A novidade, desenvolvida com tecnologia nacional, vem de encontro a uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no final do mês passado, determinando que todas as pessoas que serão submetidas ao procedimento de doação de óvulos ou sêmen sejam testadas para o vírus. A decisão também vale para quem irá fazer uma fertilização in vitro.“O exame PCR só detecta o vírus no sangue por até cinco dias depois da contaminação. Mas, no sêmen, o zika vírus permanece por até 60 dias e, com esse novo exame, conseguimos detectá-lo por todo o período. Esse teste é novidade com relação ao zika, mas já é obrigatório fazer, por exemplo, em indivíduos que têm hepatite e que também poderiam transmitir tal vírus por meio do sêmen”, explica o geneticista Ciro Martinhago, diretor da clínica Chromosome Medicina Genômica e um dos primeiros especialistas do país a aplicar o teste. Ele conta que trata-se de uma nova abordagem metodológica sobre um sistema de testagem que já era utilizado para outras doenças, como a já mencionada hepatite.De posse do resultado, é possível prevenir a infecção da mãe e, em alguns casos, até no bebê. “É feito um tratamento com o homem infectado e diminui-se a carga viral antes de fecundarmos um óvulo com esse espermatozoide”, exemplifica o médico. No caso do zika, é indicado que o casal espere até que o organismo elimine o vírus.VEJA TAMBÉM O que diz a ciência? MaisPesquisadores dos Estados Unidos estão perto de comprovar ser possível a infecção com o zika vírus por meio do sêmen. No entanto, aí também moram algumas das lacunas que a ciência terá que preencher no que diz respeito ao vírus.“Temos dois ou três casos documentados (de transmissão via sêmen), mas não sabemos se são todos os casos que transmitem. Então precisamos de um estudo mais longo”, explica o geneticista.Normatização. Ainda está em curso uma discussão sobre como normatizar a aplicação desse novo teste. Apesar de a resolução da Anvisa já ter sido publicada, as clínicas ainda têm um prazo para se adequar ao novo procedimento. Para Martinhago, não se justifica aplicar o exame em todas as pessoas.“É muito prematuro dizer que isso deveria ser feito em todos os indivíduos, principalmente por questões de custos”, pondera ele. O exame, disponível por enquanto somente em clínicas especializadas em reprodução assistida, custa uma média de R$ 900, e não é coberto pelos planos de saúde.Qualquer pessoa interessada pode realizar o teste. Porém, na opinião de Marginhago, os casos mais indicados, no momento, são aqueles de homens que manifestaram os sintomas de zika.A jornalista viajou a convite da Chromosome Medicina Genômica.

Fonte: Teste brasileiro detecta o zika vírus no sêmen de pacientes  | JORNAL O TEMPO

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