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Citado, Renan alfineta Janot

PUBLICADO EM 06/03/15 – 03h00

Brasília. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta quinta o regramento do processo de eleição para procurador geral da República. Entre as medidas defendidas está a desincompatibilização do procurador que tentará a reeleição do mandato. Renan, de acordo com vazamento de informações, é um dos citados na lista encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, por suposto envolvimento em desvios ocorridos na Petrobras.

O posicionamento do peemedebista ocorreu em plenário durante discussão da proposta que altera a Constituição e determina a desincompatibilização do presidente da República, do governador do Estado e do prefeito como condição para a candidatura eleitoral. “Essa é uma prática que devia valer para todas as eleições do Executivo e até mesmo do Ministério Público Federal (MPF). Nós estamos com o procurador geral da República em processo de reeleição para a sua recondução ao Ministério Público. Quem sabe, se nós, mais adiante, não vamos ter também, que a exemplo do que estamos fazendo com as eleições do Executivo, regrar esse sistema que o Ministério Público tornou eletivo”, defendeu Renan.

Ao deixar o plenário, o presidente do Senado criticou a condução adotada pelo procurador na elaboração da lista de investigados no caso da Lava Jato. “Só lamento que o MPF não tenha ouvido as pessoas como é praxe para que as pessoas questionadas possam se defender, apresentar as suas razões. Mas isso tudo é da democracia. Quando há excesso, quando há pessoas citadas injustamente, a democracia depois corrige tudo isso”.

O senador voltou a afirmar não ter conhecimento de que está na lista de investigados e considerou a possibilidade como uma questão “menor”. “Nós não temos absolutamente nenhuma informação com relação à lista. Aliás, não é nem praxe do Ministério Público porque o Ministério Público costuma, em toda investigação, em todo questionamento, ouvir as pessoas antes. Nós não temos nenhuma informação com relação a isso”.

O presidente do Senado não quis comentar sobre a possível retirada do sigilo da lista, o que poderá ocorrer nesta sexta por decisão do relator dos processo no STF, ministro Teori Zavascki.

Carta. Rodrigo Janot enviou uma carta aos membros do Ministério Público enaltecendo o trabalho do órgão e dizendo que a operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, chegou a um “momento crucial”.

O procurador afirma ainda ter feito “uma opção clara e firme pela técnica jurídica” na análise da peças relacionadas ao caso. Janot disse ainda que o trabalho do MPF será “submetido aos mais duros testes de coerência” assim que o ministro Teori Zavascki, retirar o sigilo dos pedidos de inquérito.

Depoimentos

Ministro. O juiz Sérgio Moro autorizou o pedido da defesa do presidente da UTC, Ricardo Pessôa, de ouvir como testemunhas o ministro de Defesa, Jaques Wagner (PT), o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim (PPS), além de quatro deputados federais da base aliada e da oposição. São eles: Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP); Arlindo Chinaglia (PT-SP); Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força (SD-SP); Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA).

Adiado. O ex-ministro Paulo Bernardo não foi encontrado por oficiais de Justiça e um depoimento dele que tinha sido marcado para esta quinta acabou adiado. Bernardo foi arrolado como testemunha de defesa de Ricardo Pessôa.

Cardozo rebate críticas de Aécio

Brasília. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu as acusações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que o governo atuou para incluir nomes da oposição na lista de investigados por corrupção na Petrobras. Sem citar o senador mineiro, disse que repudia as declarações feitas por parlamentares da oposição. “Posso afirmar em alto e bom som: se, no passado, governos agiam dessa maneira, (…) Não nos meçam por réguas antigas”. Em nota, Aécio disse que o ministro tem se comportado como militante partidário e advogado de defesa do PT.

http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/citado-renan-alfineta-janot-1.1004396

 

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