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CONFIRMAÇÃO DE MICROCEFALIA

PERÍMETRO CEFÁLICO

Confirmação de microcefalia cresce 16,2% em uma semana
São notificados meninos com crânio de 31,9 cm e meninas que nascem com 31,5 cm
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PUBLICADO EM 10/03/16 – 03h00

BRASÍLIA. Em uma semana, subiu 16,2% o número de casos confirmados de microcefalia ou alterações do sistema nervoso relacionados à infecção congênita, passando de 641 para 745. Desse total, 88 (11,8%) tiveram resultado positivo para zika, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta. A pasta voltou a ressaltar que o dado não representa a totalidade de registros associados ao vírus, mas apenas a parcela com diagnóstico fechado por exame laboratorial. Mas o próprio ministério vem sustentando que a maioria das confirmações está relacionada ao zika.

Há ainda 4.231 casos em investigação e 1.182 descartados. Foram 6.158 notificações suspeitas desde o ano passado até 5 de março, registradas em todas as regiões do país.

Pernambuco tem o maior número de pacientes sob investigação: 1.214. Em seguida, vêm Bahia (609) e Paraíba (447). O Rio de Janeiro está em quarto lugar, com 289 casos, à frente do Rio Grande do Norte (278) e do Ceará (252). Minas tem atualmente 27 casos em investigação.
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O boletim do governo, feito com as informações repassadas pelos Estados, já considera o novo critério de diagnóstico de microcefalia. Por recomendação da OMS, a malformação será notificada como suspeita quando a criança não prematura nascer com perímetro cefálico igual ou menor que 31,9 cm, no caso de homens, e 31,5 cm, para mulheres. Antes, o limite era de 32 cm, independentemente do sexo. Para bebês que nascem antes do tempo regular, o tamanho varia de acordo com a idade gestacional.

É a segunda vez que o Ministério da Saúde muda o parâmetro, que era de 33 cm quando a epidemia foi declarada, no fim do ano passado. Depois, passou para 32 cm, e agora veio o novo critério. A alteração já havia sido adiantada pelo ministro da pasta, Marcelo Castro, na semana passada, e foi oficializada nesta quarta. O ministério não sabe, entretanto, quantos e quais Estados enviaram os dados do boletim recém-divulgado dentro do parâmetro novo.

“Estamos orientando os Estados que não arredondem o decimal. É fundamental que o dado seja detalhado”, disse Wanderson Oliveira, coordenador geral de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde.

Mudança “sutil”. Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, classificou a mudança como “sutil”, mas importante para padronizar dados mundiais: “O critério é mais preciso do ponto de vista científico, mas a importância de adotá-lo era justamente estabelecer uma possibilidade de comparação mundial. Outros países certamente começarão a trabalhar com isso”.

O diretor comentou que há casos de bebês com perímetro cefálico até acima da medida que estava estipulada, ou seja, fora da classificação de microcefalia, mas que o ultrassom revelou danos cerebrais. Maierovitch não soube precisar quantas crianças foram classificadas nessa situação, destacando ser um número irrelevante. O boletim mostrou aumento no número de mortes suspeitas, após o parto ou durante a gestação, de 139 para 157. Do total, 37 foram confirmadas para microcefalia ou alterações do sistema nervoso central.

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Marcelo Castro. O ministro considerou prudente a recomendação da OMS, para que grávidas não viajem a locais com surto de zika, mas disse que, internamente, embora algumas regiões do país representem maior risco do que outras, tal orientação seria inócua.

Chilena com zika teve filho saudável

Santiago, Chile. O Chile reportou o primeiro caso importado de zika em uma mulher grávida, cujo filho nasceu há três semanas clinicamente saudável, informou o Ministério da Saúde do país. A mulher de 28 anos, que não teve a identidade revelada, contraiu o vírus em novembro, durante uma viagem à ilha de San Andrés, na Colômbia, quando estava com 28 semanas de gravidez.

A mãe teve o filho há três semanas, “um recém-nascido clinicamente saudável”, segundo a nota do ministério.

Este caso é o quarto registrado no Chile, todos eles vindos do exterior, já que no território continental chileno não existe o mosquito Aedes aegypti – que transmite zika, dengue e chikungunya.

A Ilha de Páscoa, situada a mais de 1.000 km do continente, é o único território chileno onde ocorreram casos de zika nativos. Em 2014, foram 173 contágios, mas nenhum caso apresentou má formação nos fetos dos pacientes.

(JORNAL O TEMPO)

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