Home / Economia / Dólar opera a R$3 nesta quinta-feira

Dólar opera a R$3 nesta quinta-feira

 Pela definição econômica, a taxa de equilíbrio representa o câmbio neutro para exportadores, importadores e produtores nacionais

 O dólar supera o patamar de R$3 nesta quinta-feira, dia 5, valorizando em 1,19%. Os investidores estão incrédulos que o governo terá base política para conseguir aprovar o plano de ajuste fiscal que será votado no congresso.

O motivo é simples: nesta última quarta-feira, dia 4, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, devolveu a medida provisória que ajustava alíquotas de impostos sobre a folha de pagamento. O mercado tratava esta alteração como necessária para se fazer a poupança governamental, ou superávit econômico em 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto).

Caso não consiga aprovar os ajustes fiscais, o Brasil correrá risco de ter sua nota de crédito rebaixada pelas instituições financeiras, o que poderia afastar ainda mais os investidores do país e o que levaria a revisão do PIB para baixo.

Afinal, quais são os efeitos da desvalorização do real?

Os efeitos da alta do dólar frente a moeda brasileira, quando os economistas dizem que há desvalorização do real, é primeiramente no médio prazo o aumento da inflação, por dois motivos: o primeiro é que importar quando o dólar está alto fica mais caro, o que faz o empresário repassar o preço para o mercado nacional. A nossa indústria é altamente dependente de bens e serviços do exterior, e quando estes estão mais caros, encarecem também os preços praticados aqui dentro do país. Inclusive, a situação pode prejudicar a indústria e consequentemente a produção industrial, que com preços maiores, também observarão queda da demanda. Além disso, quem está planejando viajar, terá que esperar. Com o dólar a esta altura, fica mais caro viajar para o exterior. E não é só: vários produtos do gênero alimentício também encarecem com a moeda americana neste patamar.

Como se já não bastasse, com os produtos estrangeiros caros, o consumidor abre os olhos para os produtos nacionais, que aumentam sua demanda. Sendo assim, os preços também tendem a subir. O panorama, portanto, traça uma piora do cenário inflacionário.

Contudo, nem tudo é ruim: para exportar, ou seja, vender para fora, é melhor. Com a desvalorização do real, os nossos produtos ficam mais baratos e competitivos no mercado externo, o que poderia ajudar a equilibrar a balança de pagamentos, no âmbito da balança comercial, que apresenta déficits um após o outro. Contudo, com a crise no mercado financeiro e em derivadas economias, como a dificuldade fiscal na zona do euro, a queda na atividade econômica na China, com consequente possibilidade de deflação, a possibilidade do Federal Reserve Board (Banco Central americano) em subir a taxa de juros, desestabilizam as transações comerciais e mesmo com os produtos brasileiros mais baratos, a demanda por estes é menor, uma vez que existe queda na produção em várias economias.

http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/economia/1914

About A Casa

Notícias Relacionadas

Recursos do Plano Safra 2017/2018 devem superar R$ 200 bilhões

Os recursos destinados ao Plano Safra 2017/2018 devem superar R$ 200 bilhões, como ocorreu na …

Deixe um comentário