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Pouca chuva e custo elevado forçam economia de energia

A 15 dias do fim do mês de março, as chuvas do período de maior precipitação no Sudeste do país não foram suficientes para encher reservatórios de hidrelétricas na região da maneira que se desejava. O nível registrado na última sexta pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) foi de 22,5% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis pela produção de 65% da geração de energia elétrica e por quase 70% do consumo no país. Para o bom funcionamento do sistema energético, esse nível deveria estar superior a 50%.

Os dados são ainda mais alarmantes se a previsão do Centro de Climatologia PUC Minas se confirmar. Até o fim do mês, são esperadas apenas chuvas típicas de verão, segundo o instituto. Somado a isso, estudo recente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que o atraso das obras das usinas para geração de energia elétrica custou, de 2006 a 2014, R$ 65,1 bilhões ao país. Esse atraso contribui para o aumento dos custos de energia para os diversos consumidores e agrava a escassez de energia, já que o atraso das obras impossibilitou a geração do total de 39.100 GWh que poderia ter sido oferecido pelas usinas planejadas para entrar em funcionamento até o ano passado.

Diante desse cenário crítico, tendo ou não racionamento de energia no país, a palavra de ordem é economizar. O ‘tarifaço’ nas contas de luz, com aumento médio de 23,4% para os consumidores, e a campanha nacional de conscientização para o consumo racional de energia são apostas do governo federal para forçar uma redução do consumo, cuja meta não foi informada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Poucas alternativas. A crise poderia ser menor, caso o investimento em fontes alternativas fosse a prioridade. Hoje, de acordo com o superintendente de tecnologia e alternativas energéticas da Cemig, Alexandre Bueno, em ano de seca, 60% da produção de energia vem de hidrelétricas, 25% de termelétricas, 10% de usinas de biomassa, nuclear, 4% de energia eólica e o restante de outras fontes.

Apesar de o número ainda ser pequeno, Bueno assegura que houve expansão rápida da energia eólica no país. “Nos últimos 12 meses, a quantidade de parques eólicos mais que dobrou”, disse. Em fevereiro, entrou em funcionamento o parque Geribatu, no Rio Grande do Sul, que produzirá energia para abastecer 1,5 milhão de habitantes.

Acusação

Crítica. Mesmo com incentivo aos parques eólicos, o presidente da Comissão de Minas e Energia, Rodrigo de Castro, acusou o governo de não fazer as ligações necessárias ao sistema elétrico. 

 

http://www.otempo.com.br/capa/economia/pouca-chuva-e-custo-elevado-for%C3%A7am-economia-de-energia-1.1009440

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