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Reservatórios caseiros respondem por 50% dos focos da dengue

Dezessete cidades mineiras estão em alerta devido ao aumento no número de casos de dengue, nos primeiros meses de 2015. E se falta chuva em muitas regiões, o que está contribuindo agora para a proliferação dos focos do mosquito transmissor da doença, é, em 50% dos casos, reservatórios que os moradores usaram para garantir que não falte água.

“Em metade dos municípios que fizeram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LirAa), os reservatórios caseiros de água se tornaram criadouros. As pessoas precisam mantê-los limpos e fechados. Onde não há água parada, não há dengue”, alerta a coordenadora estadual do Programa de Combate à Dengue, Geane Andrade.

Segundo ela, todos os municípios em situação crítica receberão força -tarefa do governo de Minas para evitar uma epidemia.

Arcos, no Centro-Oeste do Estado, exemplifica a situação preocupante. A cidade teve 333 notificações e 214 casos confirmados da doença em 2014. Mas só em janeiro e fevereiro deste ano, já contabiliza 447 notificações e 55 confirmações.

As altas temperaturas e as mudanças climáticas também contribuem com a proliferação do mosquito, que transmite a dengue e a febre chikungunya.

No entanto, Geane Andrade reforça a orientação quanto à necessidade de os moradores ficarem atentos a tambores, baldes, vasilhas, cisternas e piscinas. Esses locais precisam ser mantidos bem fechados, para evitar que o mosquito coloque seus ovos.

Cuidados. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também mantém a campanha tradicional, para que a população acabe com todos os tipos de focos do mosquito da dengue. “É preciso eliminar os vasos de plantas, limpar as calhas, os bebedouros dos animais, a caixa d’água e, principalmente, evitar o acúmulo de lixo”, afirma Geane Andrade.

As pesquisas recentes apontam que mais de 80% dos focos de Aedes aegypti encontram-se dentro dos domicílios.

Flash

Cidades com mais casos: Arcos, Cambuquira, Iguatama, Araporã, Japaraíba, Arceburgo, Fronteira, D. do Indaiá, Bambuí, Centralina, Capinópolis, Carneirinho, L. da Prata, Lavras, Ribeirão Vermelho, Unaí e L. do Oeste.

Regiões

Ranking. As regiões do Estado mais afetadas pela dengue neste início de ano são Centro-Oeste, Sul, Noroeste e Triângulo Mineiro. As cidades receberão força-tarefa de combate à doença.

LirAa
Crítico
. Ituiutaba, no Triângulo, é o município mineiro com a maior quantidade de focos do mosquito transmissor da dengue, de acordo com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LirAa). A cada cem imóveis visitados, 10,6 apresentam larvas. Com índice cima de 4, a infestação é considerada alta.

Ações. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ituiutaba, ações de combate e prevenção estão sendo adotadas, como contratação de 20 agentes de saúde para o quadro da Vigilância Ambiental em Saúde.

 

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